Morin de Villefranche: Estado Cósmico e Determinação Local II

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Morin de Villefranche

Excertos do livro Astrología Racional de Adolfo Weiss

Tradução de Lúcia Lopes

Capítulo V

A Determinação Acidental dos Planetas

Suponhamos que o senhor de uma casa se encontre em outra. Será esse motivo para que se combinem sempre os significados de ambas as casas?

1. Nunca opera um planeta sem a cooperação do signo em que se encontra, de maneira que, segundo a harmonia ou a desarmonia do planeta e do signo, pode-se dizer que o planeta ali está mal ou bem. O ponto ocupado por um planeta na natividade mantém sua significação determinada por esse planeta durante toda a vida do nascido, o que se vê confirmado pelas direções aos locais radicais dos planetas e pelos trânsitos sobre esses locais.

2. Tampouco se deve esquecer que um signo opera sempre em dependência da natureza de seu regente, de modo que no fundo esse regente tem que ser compreendido como a causa eficaz do que um signo “significa” na casa em que se encontra. Mas, posto que a influência de um planeta não se estriba somente em sua natureza essencial, mas também em seu estado cósmico, que varia segundo o signo em que o planeta se apresente em cada caso particular, e segundo a vinculação ocasional com outros planetas, há de considerar-se ademais que o efeito de um signo depende não só da natureza essencial de seu senhor, mas também de seu estado cósmico.

Das discussões precedentes resulta uma conclusão muito importante:

Já que um planeta não atua independentemente do signo em que se encontra e que, por outro lado, esse signo se amolda ao estado cósmico de seu regente, um planeta ausente de seu domicílio tem que estar na dependência da natureza e do estado cósmico do regente desse signo, de seu “dispositor”. Ao estar, por exemplo, Júpiter em conjunção com Marte em Áries, Marte exercerá uma potente influência sobre a realização dos assuntos da casa de posição de Júpiter, influência que superaria até à do próprio Júpiter. Ao contrário, se estivessem Marte no signo de Gêmeos e Júpiter em Áries, a influência do primeiro sobre o efeito do último se faria valer no sentido de uma combinação de sua natureza essencial com a de Mercúrio, posto que este é o senhor do signo de Gêmeos e , por fim, dispositor de Marte, e esta abrangência mercurial no efeito de Marte sobre Júpiter alcançaria seu máximo se, além disso, Mercúrio se encontrasse no mesmo signo de Gêmeos ou ao menos em Virgo, o outro de seus domicílios. Finalmente, se estivessem Júpiter em Áries e Marte em Sagitário ou em Peixes, existindo assim uma “recepção mútua” de ambos os planetas, na casa em que situa o signo de Áries predominaria a influência jupteriana e vice-versa. (Na casa de Sagitário ou Peixes, influência marciana). Se Júpiter e Marte estivessem em conjunção no signo mercurial de Virgo e o próprio Mercúrio em outro local, ambos os planetas dependeriam mutuamente mais um do outro do que de seu ausente dispositor Mercúrio; em compensação, a influência mercurial chegaria a prevalecer se Marte não estivesse fisicamente em Virgo, mas somente enviasse um aspecto de trígono ao Júpiter ali alojado. Portanto, para estudar, por exemplo, os efeitos da casa I (disposições físicas e morais), sem encontrar o dono natal em seu domicílio, é preciso considerar o senhor do signo onde o Regente Natal se encontra, numa palavra, seu dispositor. Ao dispositor do Regente do Asc, amiúde chamado também de “regente secundário” – é devida a influência principal nos efeitos a considerar.

Por exemplo, o Sol alojado na X que domina a I, eleva o nativo a honras e dignidades ou, com posição na VIII, coloca-o em perigo de uma morte pública, sobretudo se estiver ferido por Marte, Saturno ou Urano.

3. Na maioria esmagadora dos casos, um planeta atua com maior força por sua posição na casa do que por sua dominação.

Da regra de que posição é mais forte que dominação se excetua, contudo, a casa I, à qual corresponde um significado relativo à vida, ao temperamento, em suma, à personalidade terrena do nativo; pois esses significados são de importância primária, na medida em que constituem, por assim dizer, a base de todos os acontecimentos que podem ocorrer ao nativo. Tais acontecimentos estão mais seguramente indicados pela mera dominação do dono natal sobre a casa I que por sua posição em outra casa. De qualquer forma, com posição em outra casa, esse dono natal determinará à personalidade no sentido da casa em que está presente com tanto maior força se, além disso, estiver ali em dignidade.

Na Astrologia Hindu – segundo Govined H. Keshar, “Combined Introductory Astrology” – diz-se que o nativo tem um anseio pelas coisas e pessoas da casa em que o dono natal se aloja fisicamente, que está sujeito em alto grau às influências dessas coisas e pessoas, pelo que também pode sofrer por elas. Esse último resultado deve ser compreendido em seu sentido esotérico; na vida prática, contudo, deveremos julgar de acordo com o estado cósmico do regente natal.

Até aqui esta exceção, válida unicamente para a casa I e nenhuma outra. Se, por exemplo, o regente da XII se encontrasse na XI, significaria mais acentuadamente a amigos que a inimigos secretos e, por combinação dos significados de ambas as casas, que os inimigos secretos se transformariam em amigos antes de operarem em sentido hostil, ou também, em que pese a sua atuação, seriam mais úteis do que prejudiciais – segundo o estado cósmico do planeta em questão.

Depois de tais explicações ficará patente que os regentes de casas que estão domiciliados nessas casas realizam de modo muito notável os significados favoráveis delas, e isto em grau ainda maior se, além de tudo, estiverem em analogia com o significado da casa. Precisamente porque um planeta presente em seu signo não depende de nenhum dispositor para exercer seu efeito, o qual, consequentemente, é favorável. Mesmo quando se leve em consideração casas desagraciadas como, por exemplo, a VIII ou a XII, os males dessas casas seriam impedidos no possível ou pelo menos muito atenuados. Em muitos casos, até um Saturno ou um Marte podem exercer tais efeitos, desde que não estejam feridos por outros fatores como conjunções, quadraturas ou oposições com os luminares, nem firam eles mesmos o regente natal ou o senhor da X.

Se o senhor de uma casa está alojado em outra casa, atua sobre os assuntos da casa por ele dominada como se estivesse ali presente, porém – salvo raras exceções – em grau mais débil. Tal configuração promete também em seus efeitos uma combinação dos significados essenciais das respectivas casas a considerar, em tudo quanto tal combinação fosse efetivamente possível. Com isso, evidentemente, deve-se levar em conta também o dispositor do planeta ausente de seu signo (mas já nesse caso não o dispositor do dispositor).

Entre as combinações possível realizar-se-ão em primeiro termo aquelas que são mais compatíveis com a natureza, as analogias e o estado cósmico do planeta em questão, já que – como acima expus extensivamente – um signo colocado numa casa cujo senhor está ausente atua sobre os significados da casa não somente segundo a natureza, mas também segundo o estado cósmico e amiúde também segundo a determinação local de seu regente.

Cada planeta atua independentemente do signo em que domina. Pelo contrário, o signo é quem recebe sua eficácia por parte de seu senhor, de modo que o planeta pode atuar por sua presença, sem fazê-lo em conexão com sua dominação. Um Saturno situado em XII não provoca enfermidades ou inimizades secretas como consequência especial de sua natureza em si, embora possua afinidades e inclinação particulares a tal efeito, e sim unicamente em virtude de sua presença na XII. Não é em absoluto necessário que sua dominação tome parte no assunto, já que os signos de Capricórnio e de Aquário por ele dominados – que estarão em outras casas da natividade – não podem de nenhuma maneira dar curso às enfermidades com as quais ameaça a Casa XII, dado que localmente estão determinados para outros assuntos e talvez também modificados em sua natureza por planetas neles colocados. Em suma, circunstancialmente, em virtude de sua posição numa casa, um planeta pode produzir um efeito independente de sua dominação noutra.

Um planeta situado fora de seu signo tem certos efeitos em virtude de sua posição, e outros, em virtude de sua dominação; mas tais efeitos não dependem forçosamente uns dos outros, de modo que um tivesse necessariamente que provocar o outro. São efeitos muito diferentes quanto a seu caráter.

Blue-Planet

Se o efeito planetário dado por posição tivesse que vincular-se sem exceção com seu efeito dado por dominação, haveria que deduzir-se em cada caso para os planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, cada um dos quais domina duas casas, suposta sua ausência de seus domicílios, uma combinação dos significados de três casas; e se, seguindo Morin, introduz-se no conceito de dominação a exaltação e a trigonocracia, produz-se uma combinação de mais casas ainda, o que seria contrário a toda experiência. Quando é assim, pode-se deduzir que, via de regra, vez por outra realizar-se-á a combinação dos efeitos apontados por posição com aqueles que resultam da dominação. Assim ocorre, por exemplo, com frequência, que um planeta, presente numa casa e que domina outra, opera, antes de tudo, correspondentemente à sua posição, e que somente mais tarde, após esse efeito principal, e na qualidade de efeitos posteriores, combinam-se os assuntos da casa ocupada e da dominada.

O signo presente numa casa cujo senhor está em alguma outra casa, atua certamente sempre segundo o estado cósmico de seu senhor, mas nem sempre segundo a determinação local desse último, pois do contrário sucederia que, por exemplo, com a posição do regente de X em VIII toda empresa do nascido trouxesse embutido um risco de vida, conclusão evidentemente absurda e que, como é natural, é desmentida pela experiência mais comum. Da aplicação das teses discutidas precedentemente, examinemos agora as principais considerações:

1. Cada casa possui essencialmente vários significados, aos quais agregam-se ainda outros, acidentais, que resultam de sua casa oposta e, além desses, ainda outros, derivados.

2. A exatidão dos significados acidentais confirma-se pela experiência. Assim tem ensinado a prática que Saturno na II ameaça com a morte; que Júpiter na VIII pode ocasionar riqueza; Saturno na VI, enfermidades; Vênus na XII, bons serviçais, etc. Porém nas combinações em questão não se deverá nunca aplicar esse significado acidental das casas aos senhores dessas casas. O senhor da IV, casa oposta à X, não influencia de modo algum os assuntos da X, exceto se assim estivesse determinado de outro modo qualquer em relação à X, fosse por posição na X, ou por ser dispositor do regente da X, ou por com ele relacionar-se por conjunção ou aspecto.

Resumindo:

1. Um planeta poderoso por seu estado cósmico possui um significado forte para a casa a ele oposta, e um planeta débil, apenas um significado débil. De qualquer forma, contudo, a oposição significa certo entorpecimento e um antagonismo à realização dos assuntos da casa oposta, enquanto que faz avultar os males indicados por esta casa.

Segundo Morin, a eficácia de um planeta presente numa casa estende-se também às demais casas do triângulo pertinente. Dessa maneira, um planeta situado na I influiria também nos assuntos de V e IX. Mas a meu ver, isto é válido em tão pouca escala que pode ser descuidado frente às demais combinações, em si já bastante difíceis.

2. Há de considerar-se quais os significados das casas a combinar uma com outra podem efetivamente ser levados em conta. Se por exemplo o regente da IV se encontra na V, não pode significar que o pai do nativo seja ao mesmo tempo seu filho; em compensação, seria possível que o pai pudesse exercer, segundo o estado cósmico do planeta respectivo, uma influência favorável ou desfavorável sobre o destino dos filhos do nativo. Se o regente da VI estivesse na VII, poderia ser possível uma íntima união entre amo e criada, por exemplo, um matrimônio ou, sob más condições, inimizades e processos pelos serviçais. O senhor da VII em VIII poderia ser causa de que as uniões íntimas do nascido ou também inimigos declarados ocasionassem sua morte.

3. É necessário muitíssimo exercício e certa disposição natural para julgar quais dentre as combinações possíveis concordam melhor com a natureza e o estado cósmico do planeta em questão e ao mesmo tempo com o fator terrestre do nativo. Por regra geral, só se realizarão as combinações adaptadas a todas essas considerações.

4. Os significados de todas as casas representam o que pode ocorrer na vida do nativo; e em virtude da determinação local, seja por mera posição, seja apenas por dominação, ou por combinação, os planetas se fazem executores de tal no bom ou no mau sentido, segundo o estado cósmico. Pois se um planeta que domina uma casa se apresenta em outra, isto indica que assinala uma determinada categoria de acontecimentos em virtude de sua dominação e outra, diferente da 1ª, em virtude de sua posição, e que essas duas séries de categorias podem realizar-se separadas ou em forma de combinação mútua.

5. O planeta que domina uma casa e se apresenta em outra não apenas atua em virtude de sua dominação e posição, mas seu efeito é codeterminado também por outros planetas que talvez se encontrem nas casas por ele dominadas. Por situar-se em I, o dispositor de Mercúrio assinala inteligência elevada, ainda quando este último mesmo não se encontrasse em I; o dispositor do Sol, na X, honras e dignidades; o dispositor de Júpiter na II, uma situação financeira favorável, etc. Tudo isso, contudo, apenas em si, pois a escala efetiva de tais promessas dependerá do estado cósmico em que se encontra o próprio dispositor, e de se e como se relaciona por aspecto com o planeta com ele dominado. Em outras palavras, posto que cada planeta atua tanto segundo seu estado cósmico como segundo a determinação local de seu dispositor, o dispositor de Mercúrio, presente na I e ali provido de bom estado cósmico, transmitirá em certo modo o efeito de Mercúrio à casa I, e isto sobretudo em virtude da analogia de Mercúrio com a inteligência do nascido, e já que o dispositor dispõe de um bom estado cósmico, também sua transmissão se efetuará de modo favorável. Mas nesse caso só se permite por em contribuição a determinação local do dispositor relativa à casa em que se encontra, e de modo algum aquela relativa à casa em que domina. Se por exemplo Vênus se apresentasse na III e Júpiter, seu dispositor e ao mesmo tempo regente da XII, estivesse na I, o efeito de Vênus seria transmitido pela posição de Júpiter certamente à casa I, mas não à casa X. Ou se Júpiter, ao mesmo tempo regente natal e dispositor do Sol na IV estivesse na XII, tal Júpiter adquiriria eficiência, além de sua posição, também em virtude de sua dominação na I e na IV e em virtude de seu papel de dispositor do Sol. O Sol, contudo, atuará em virtude de seu dispositor Júpiter unicamente sobre aquela casa em que se apresenta fisicamente, ou seja, em nosso exemplo, unicamente sobre a casa XII.

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Conclui-se do acima exposto:

Já que, por um lado, a casa I significa o próprio nativo e os acontecimentos referentes a seu corpo e sua alma, e que, por outro lado, as outras casas assinalam acontecimentos que lhe podem suceder no transcurso da vida, resulta que, ao encontrar-se o regente da I em outra casa ou o regente de outra casa na I, os significados dessas duas casas irão combinar-se com maior frequência e que as combinações assim originadas se cumprirão também com maior probabilidade.

Quanto aos senhores de outras casas, alojados em outro lugar que não na I, a enunciação de um juízo deve basear-se numa consideração tríplice:

a) Suponhamos que o regente de II se encontre na VII. Isto significaria em si coisas boas ou más para o matrimônio, processos, contratos ou relativas a inimizades públicas, segundo o estado cósmico do planeta respectivo;

b) Além disso, o planeta presente na VII promete acontecimentos bons ou maus com relação às finanças;

c) Como senhor de II em VII, o planeta significa comumente, com um estado cósmico bom,um matrimônio feliz, boas participações, processos, contratos, etc., e com um estado cósmico mau, um matrimônio infeliz, más participações, processos, contratos, etc., e em ambas as casas pelo dinheiro. Em suma, a combinação do significado de ambas as casas se realiza no sentido favorável ou desfavorável, segundo o estado cósmico do planeta respectivo.

Outro exemplo com outras casas:

O regente do MC no horóscopo de Morin encontra-se peregrino na XII, do que se pode inferir uma combinação dos significados de ambas as casas. Mas dado que posição é mais forte que dominação, isto diria que se realizarão muito provavelmente os maus significados da casa XII, ou seja toda sorte de prisões, inimizades secretas, pesares, provas, e que isto será causado pelos assuntos da X, ou seja pelos empreendimentos, atividade profissional, posição, honras e dignidades do nativo. Comparem-se a esse respeito as vivências que Morin conta na discussão de sua natividade. Ao contrário, se o regente da XII estivesse na X sendo, além disso, um Benéfico de bom estado cósmico, seria lícita a predição de que o nativo receberá efetivamente os bens prometidos por X e que os deverá precisamente aos males indicados pela XII.

Portanto, para a influência de um planeta presente numa casa e que domina em outra, pode-se expressar a tese também sob a forma de que na combinação dos significados de ambas as casas, o efeito resultante corresponderá à posição do planeta, e o efeito causal à dominação ou, em outra versão ainda: a posição indica o fato, e a dominação, a origem do fato.

Afora isso, é muito importante levar em conta a posição do planeta implicado nessa combinação com relação à sua posição relativa ao Asc e ao MC, porque numa casa angular a potência de um planeta para o bem ou para o mal é mais forte que em outro lugar, sobretudo no caso de encontrar-se ali em dignidade ou debilidade. Além disso, deve examinar-se se o significado da casa de posição concorda com o da casa de dominação. Tais afinidades lógicas existem, por ex., entre as casas II, IV, VII e X, de modo que o regente de II situado em alguma dessas casas assinalará riqueza com tanto maior probabilidade uma vez que se entende que os significados desses locais de posição – patrimônio, matrimônio, atividade profissional, etc. – são aptos para produzi-la. Evidentemente, de tudo isso resulta, além do que quê, com um planeta que domina duas casas e se apresenta numa terceira, os significados das casas de dominação podem fundir-se com aqueles da ocupada ou pelo menos influir sobre eles. Assim, por exemplo, um planeta mal acondicionado que se encontra na VII e domine a I e a VIII indicará que o nativo pode dever sua morte à esposa ou aos inimigos.

Contudo, para não cometer enganos com essas combinações difíceis e que pedem muita delicadeza, compreensão e intuição, é preciso considerar-se com a maior exatidão a natureza do planeta respectivo, sua analogia ou seu antagonismo com as casas em questão, seu estado cósmico e sua determinação local. É preciso ter em mente que até um Benéfico mal acondicionado será antes útil que nocivo; que um Maléfico mal acondicionado impedirá, molestará ou destruirá o bem das casas agraciadas por ele dominadas ou ocupadas; em compensação, que provocará por sua posição ou dominação o mal das casas desagraciadas; e que, por fim, a combinação dos significados das casas implicadas neste caso, ou a transferência do significado das casas dominadas à ocupada, se realizará num sentido desfavorável.

Sobre aqueles indícios de uma figura natal que não se referem ao próprio nativo, mas a outras pessoas, é preciso particular cautela. Não se deve, por exemplo, deduzir sem reservas que a posição do regente da III na VIII ou na X tem que significar incondicionalmente a morte prematura ou honrarias e dignidades dos irmãos, pois a situação das casas de uma natividade refere-se primordialmente ao horizonte e momento natais do dono do horóscopo. Contudo, ao alojar-se o regente de III na VIII, comumente a morte do nascido estará relacionada a seus irmãos, viagens, etc. Por outro lado, Morin observou que a posição do senhor de III na X pode ter um significado duplo: a morte prematura dos irmãos, por um lado, pelo fato de ser a X a VIII da III, e também a aquisição de honras e dignidades do nascido graças à ajuda de seus irmãos, e ainda, por exemplo, por se lhe facilitar assim a obtenção de honrarias e dignidades por herança originada dessa fonte (casa VIII para os irmãos!).

Efetivamente, é preciso atentar ao planeta com que o regente de uma casa está em conexão. Assim é que o regente natal vinculado com o Sol dá a faculdade de obter-se relações com pessoas altamente posicionadas. O senhor da II em harmonia com Júpiter assinalará bom agouro para os assunto pecuniários, o regente da VIII relacionado a Marte, sobretudo em relação de desarmonia, uma morte violenta ou, pelo menos, o perigo de tal morte.

É necessário também prestar atenção ao caráter das casas dominadas por planetas em colaboração. Se desta forma por exemplo o senhor da I está desfavoravelmente relacionado com o de VIII ou de XII, tal fato só pode ser encarado como um mau agouro para enfermidades ou condições de morte.

Ao contrário, se o regente natal se encontrasse relacionado com o senhor da X ou da XI, isto poderia ser – supostos um bom aspecto ou um bom estado cósmico para ambos os planetas – de bom significado para honras e dignidades ou para as amizades. Se o regente da II se relacionasse com o da X, isto assinalaria – em caso de boas condições para ambos – um toque de riqueza nas empresas do nativo. Dada uma relação entre os senhores de VIII e de XII, sobre tudo uma de natureza má, quase todos os exílios, cativeiros, enfermidades, etc., serão perigosos à vida do nativo.

Em relação à casa VIII, contudo, é preciso ter-se em conta que a morte, o término de uma existência terrestre, não pode ser tomada como ponto de partida de acontecimentos nesta existência terrestre, mas em geral é causada pelo conteúdo de outras casas. Portanto, o senhor de outra casa, presente na VIII, significa morte causada por assuntos ou pessoas dessa outra casa. O regente da XII na VIII indica assim morte por enfermidade; o da VII na VIII, morte por combate ou pelo partícipe de uma união; o de I na VIII, morte por culpa ou cumplicidade do próprio nativo, etc. Em compensação, a posição do regente da VIII em outra casa fará declarações sobre a causa indireta da morte em conexão com o significado da casa de posição.

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Vários Planetas que dominam numa Casa ou um Planeta que domina várias Casas

Se um planeta domina uma casa inteira, pode julgar-se facilmente sua influência sobre os significados essenciais dessa casa, sobretudo em caso de encontrar-se em outro de seus domicílios, e tanto mais simples e facilmente, evidentemente, no caso de que coincidam posição e dominação, porque neste último caso, supondo que, além do quê, não se agregam aspectos, todos os fatores significativos para a casa atuarão sem interferência estranha e de modo uniforme num mesmo sentido. Já se vários planetas dominam uma casa, como sempre se apresenta um signo preso nessa casa, as determinações relativas aos efeitos pertinentes estão submetidas a vários fatores que comumente diferirão um do outro, quanto à sua natureza e sua potência relativa. Daí se depreende uma mescla dos fatores a considerar ou uma atividade parcialmente antagônica. Este antagonismo se manifestará muito especialmente se uma casa é dominada por um Benéfico e um Maléfico, e se efetuará um desvio imenso ao agregar-se, ainda, as circunstâncias de que o estado cósmico de um dos planetas é bom, o do outro, mau e, além disso, ambos os regentes estão em quadratura ou em oposição entre si.

Por regra geral deve preferir-se o regente situado na cúspide da casa, sem que por isso se deva, contudo, descuidar ou mesmo esquecer-se do outro regente. Esta regra vige em razão de que, na cúspide da casa, o efeito do planeta respectivo possui sua potência máxima. Pois bem, já que analogamente o signo colocado na cúspide atua no sentido de seu senhor, este será preferido ao outro, sobretudo se existir certa analogia entre seu significado e o da casa, se seu estado cósmico é mais potente, se ele mesmo está na casa em questão ou se emitir um poderoso aspecto a um planeta ali presente.

Sob todas as condições, é preciso considerar se ambos os planetas são Maléficos ou Benéficos, ou se um é Maléfico e o outro Benéfico; se ambos possuem uma analogia com a casa, ou se somente um deles; se, segundo seu estado cósmico, ambos estão fortes ou débeis, ou um forte e o outro débil; se ambos se encontram dentro ou fora da casa em questão, ou se um está dentro e o outro fora. Estas considerações, portanto, devem ser refletidas para que se julgue a qual dentre ambos corresponde o predomínio.

Se um mesmo planeta domina várias casas, não se apresentando em nenhuma delas, promete a combinação dos significados da casa de posição com os das casas de dominação, tanto quanto isto seja possível. Prometem assim o regente de I e X empresas, uma notável carreira profissional, fama e prestígio; o planeta que domina as casas VII e VIII perigo de morte ou morte por inimizades, sobretudo se for um Maléfico em mau estado cósmico, coisas já expostas, mas tão frequentemente descuidadas. De qualquer forma, é preciso ver com qual das casas o planeta está em relações analógicas mais estreitas, porque as predições resultantes desta casa têm maior probabilidade de realização.

Da Determinação Acidental dos Planetas por sua Exaltação e sua Trigonocracia

Segundo Morin, é um fato confirmado pela experiência que os planetas encontrados em sua exaltação possuem uma grande força para realizar os significados bons ou maus daquelas casas em que se apresentam ou dominam. Ademais, consta por observação que um planeta exaltado reforça por sua conjunção ou seus aspectos a eficácia de outros planetas.

Estas consignações parecem justificar a questão sobre se um planeta não equipado com exaltação possui alguma eficácia para a casa em que se encontra o signo de sua exaltação, ou para um planeta presente nessa casa. Admitamos presentes, por exemplo, o Sol em Câncer e na X, estando Júpiter em outro signo. Exercerá Júpiter por sua exaltação em Câncer uma eficiência para o significado desta casa e do ali alojado Sol, não apenas quanto à presença deste último na X, mas também quanto a sua dominação (a que neste exemplo se encontra na Casa XI, ocupada pelo signo de Leo).

Ptolomeu – coloca Morin – opina, e minhas experiências, quase todas sem exceção, me têm ensinado que sempre podem ter-se com evidência suficiente por causa dos efeitos manifestos a presença e a dominação de um planeta, assim como seus aspectos numa casa, de maneira que não se realiza um efeito que não pode ser explicado satisfatoriamente por um desses fatores. Contudo, é certo que a dignidade de exaltação numa casa não ocupada pelo respectivo planeta não apenas coopera com os fatores mencionados, mas que também às vezes se manifesta com uma eficácia que só pode ser atribuída a ela. Sirva de exemplo minha própria natividade: sempre tive o desejo de elevação e glória, não somente porque meu regente natal Marte se encontrou no signo de exaltação de Júpiter e, com exceção de Mercúrio, todos os demais planetas estão no signo da exaltação de Vênus, corregente da I, mas principalmente porque Sol e Lua têm sua exaltação na minha casa I, sendo que tudo isso faz com que seja característica em mim uma forte inclinação para acreditar-me estar acima dos demais por meus dons inatos e em virtude de meus conhecimentos científicos, inclinação à qual só consigo resistir por esforço. É certo que tais circunstâncias fizeram com que meu nome fosse mundialmente conhecido. Deduzo, portanto, de minha própria experiência, que não é inútil julgar o efeito dos significados de uma casa não apenas pelo planeta que ali domina, mas também pelo planeta ali exaltado”.

Outro exemplo mais: se o Sol se encontra em Peixes, coopera não apenas com Júpiter, que ali domina, mas também com a Vênus ali exaltada. De qualquer modo, dada a igualdade de todas as demais circunstâncias, a dominação numa casa prevalece sempre sobre a eficácia do planeta ali exaltado, mas ausente.

Já quanto ao que se refere à trigonocracia, os árabes, como é citado por Morin, usavam as triplicidades como ponto de partida de quase todas as suas predições, e já que não existia acordo acerca da definição das triplicidades, não é de se estranhar a abundância de erros que se verificavam em tais predições. “De fato – diz Morin – conclusões podem ser tiradas também do senhor da triplicidade, mas as derivadas do senhor de uma casa são muito mais seguras, por serem deduzidas a partir de uma causa mais direta. Inclusive as relações dos planetas criadas por aspectos são muito mais eficazes que as trigonocracias, pelo que não creio que se deva dar muita importância aos senhores das triplicidades. É uma visão geral aquela que diz que um planeta dá a conhecer por sua dominação estabilidade, por sua exaltação mudanças repentinas, muito notáveis, e por sua triplicidade nada mais que combinações e relações dos significados em questão das casas respectivas.”

Os Planetas têm uma determinação eficaz em relação a uma Casa onde se encontra o Signo de uma de suas debilidades essenciais (Exílio ou Queda)

Aqui não se trata de se um planeta presente no signo de seu exílio ou queda possui uma determinação relativa à casa que ele ocupa, porque quanto a isto não existem dúvidas. O exilado Saturno em XII acarretará enfermidades malignas ou de larga duração, talvez cativeiro, etc.; na VIII provocará uma morte violenta; estando em debilidades na X, causará em geral degenerescências extraordinárias em todas as empresas, na maioria das vezes só concederá uma profissão inferior, ou impedirá absolutamente toda elevação, ou fará com que esta seja seguida de queda e outros contratempos, o que não poderia produzir se ali não se encontrasse em seu exílio ou queda.

Com certeza é sempre de mau agouro, sobretudo, para as casas I e X, que os senhores dessas casas encontrem-se no exílio ou em queda.

 No problema que nos ocupa, trata-se de saber se um planeta não presente no signo de seu exílio ou queda possui alguma determinação em relação aos significados daquelas casas em que se encontra o signo de sua debilidade.

“Se se consulta – diz Morin – a razão e a observação, se verificará que, por um lado, este tipo de determinação coopera com as demais causas, porém que, por outro, pode também produzir efeitos especiais. Recordemos que um planeta presente numa casa qualquer e ali domiciliado ou exaltado tem o signo de seu exílio ou queda na casa oposta, e que, como já mencionamos anteriormente, a casa oposta possui acidentalmente o mesmo significado. O esquecimento deste fato induziu em erro aos antigos e até Ptolomeu, quando ensinaram que a casa VI teria essencialmente o significado de enfermidades, a XI, de crianças, enquanto que este significado lhes corresponde somente acidentalmente, em virtude do significado essencial das casas opostas XII e V, respectivamente.”

Segundo Morin, um planeta na VI em seu domicílio atuará desfavoravelmente sobre os significados da casa XII, porque ali se encontra o signo de seu desterro.

“Quanto à experiência – diz Morin – existem exemplos que confirmam essa teoria. Assim, por exemplo, em minha natividade Júpiter está atuando em seu domicílio, e Vênus em sua exaltação, na casa XII. Isto me colocou em condições de escapar de muitas enfermidades perigosas e de perseguições que me ameaçavam com detenção e prisão. Graças a estas posições pude subtrair-me também às garras de meus inimigos secretos, entre os quais se encontraram altas personalidades, assinaladas pelo Sol na XII, e as quais, no que pese sua vontade e poderio, não conseguiram me prejudicar muito. Em compensação, tive sempre má sorte na escolha de meus criados, que tenho que trocar praticamente todos os meses. Creio, portanto, que esse tipo de determinação não deve ser descuidada ou recusada por completo, mesmo que para a explicação dos efeitos manifestados possam-se descobrir também outras causas”.

De tudo isso se depreende quantos fatores devem ser levados em conta na averiguação do efeito de um planeta: a saber, o que o planeta pode produzir por sua posição; segundo sua oposição à sua posição; segundo sua dominação, sua exaltação e eventualmente também segundo sua trigonocracia; segundo seu exílio, sua queda, seus aspectos e os aspectos de seu dispositor.

“Ao estar em Áries – prossegue Morin – o Asc atua para a realização de seus significados segundo a natureza de Marte e, aqui, de modo oposto à natureza de Vênus (Libra na casa oposta). O Asc situado em Leo atua segundo a natureza do Sol e, aqui, de modo contrário à natureza de Saturno. Apesar de que nesses casos teria que se pensar num efeito de exílio de Vênus e Saturno sobre os assuntos significados pelo Asc, do que abriremos mão caso os planetas não tiverem nenhuma outra relação com o Asc. Já se o signo de exílio de Saturno estivesse no Asc e Saturno enviasse ao Asc uma quadratura ou uma oposição, o mau efeito desse aspecto se reforçaria por cair sobre o exílio dele. A observação demonstra que aqui o antagonismo de Saturno com o signo no Asc não pode agir a não ser que Saturno encontre-se em aspecto desfavorável com o Asc ou com um planeta presente na I.”

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Os Aspectos

Em expressão astrológica, o mau aspecto do Maléfico trará ao Benéfico injúria, e o bom aspecto apenas pouco proveito. Já a energia mais fina não influirá essencialmente na mais grossa, nem mesmo por um ângulo de incidência intenso. Vai ricochetear inicialmente e não logrará penetrar, a não ser no caso de um ângulo de incidência suave e se aplicará em sentido indutivamente favorável; daí que os maus aspectos dos Benéficos com os Maléficos são muito menos desfavoráveis que no caso inverso, e bons aspectos entre ambos servem mais ao Maléfico que ao Benéfico.

Circunstancialmente, um bom aspecto poderoso pode ressarcir a debilidade que resulta da posição zodiacal e, ao inverso, também um poderoso mau aspecto faz contrapeso à dignidade de um planeta. Mas na maioria esmagadora dos casos a ordem a ser obedecida é a seguinte: 1º) a natureza essencial do planeta; 2º) a posição no signo; 3º) o(s) eventual(is)dispositor(es);  4º) o aspectário; e 5º) o caráter e a direção do movimento.

Mas como os aspectos influenciam o estado cósmico de um planeta? Ora, tal influência se fará sentir no sentido da natureza do aspecto e da natureza do emitente do aspecto. O bom aspecto de um Benéfico com um Maléfico influenciará mais favoravelmente o estado cósmico deste último que outro, igualmente bom, de um Maléfico; o mau aspecto de um Benéfico trará prejuízo menor que outro, igualmente mau, de um Maléfico.

Para julgar o efeito especial de um aspecto numa determinada natividade, deveremos não só levar em conta o significado das casas nas quais cai o aspecto, mas também a determinação dos planetas que formam o aspecto, em virtude de suas dominações em outras casas. Mas um planeta não altera em si a atividade de outro, com ele relacionado por aspecto, mas em sua atividade ambos atuam de certa forma com participantes de um negócio. Esta participação é de efeito decididamente benéfico em caso de aspectos favoráveis de Benéfico, e de efeito decididamente desfavorável em caso de aspectos desfavoráveis de Maléfico. Se na cooperação entre dois planetas entram um Maléfico com um aspecto favorável e um Benéfico com um desfavorável, o alcance do efeito manterá o termo médio entre as duas participações. Isto se refere também àqueles aspectos que são projetados sobre as cúspides das casas. Portanto, pode-se dizer que os planetas atuam também em virtude de seus aspectos e, em casos até não demasiado raros, este efeito será mesmo superior ao exercido por dominação e, em casos de condição especial, dará vantagem ainda maior àquele exercido por posição.

Assim a experiência demonstra que uma quadratura ou oposição de Marte ou de Saturno contra o Asc é uma circunstância muito mais desagradável do que a mera dominação desse planeta no signo nascente e, da mesma forma, um bom aspecto de um Benéfico, como por ex. um trígono de Júpiter com o Asc, possui um significado mais proveitoso para a personalidade do nascido do que a mera dominação de Júpiter na casa I. Se, por exemplo, Júpiter situado na X, e ali bem acondicionado, apenas dominasse o signo nascente, isso seria, sem dúvida alguma, ainda muito mais favorável para a personalidade que o trígono de um Júpiter de mau estado cósmico a partir da casa VIII.

Quanto à determinação local, a ordem é primeiro segundo a posição do planeta na casa, segundo conforme a dominação e somente então têm lugar os aspectos. Devemos observar, além disso, que o efeito de um aspecto sobre os significados de uma casa manifesta-se com maior potência se o planeta emitente está ali presente, e não apenas domina a casa. Daí que uma constelação como, por exemplo, Marte senhor da III e presente na IV, relacionando-se ao ASC com um trígono, pode indicar que o nativo deverá esperar coisas melhores da parte dos pais do que da parte dos irmãos.

Num sentido rigoroso, a conjunção não é um aspecto, ainda que seja contada entre os aspectos. Em si, não corresponde a ela nenhum caráter favorável ou desfavorável, mas em geral pode-se dizer que a conjunção com um Benéfico terá um efeito favorável, e com um Maléfico, desfavorável. Mas, para julgar a qualidade de uma conjunção, não basta considerar o respectivo planeta, mas é preciso levar em conta também o signo em que tal conjunção se realiza. Com relação às graduações dos efeitos bons ou ruins que daí resultam, é preciso guardar em mente três casos:

a) Conjunções favoráveis:

1. Um dos planetas está em dignidade no signo respectivo e o outro em debilidade. Ex.: Júpiter/Mercúrio, em Peixes.

2. Um dos planetas está em dignidade e o outro peregrino. Ex.: Júpiter/Saturno em Peixes.

3. Ambos os planetas estão em dignidade. Ex.: Sol/Marte em Áries, ou Júpiter/Lua em Câncer.

b) Conjunções desfavoráveis:

1. Ambos os planetas são peregrinos. Ex.: Saturno/Lua em Sagitário.

2. Um dos planetas está em debilidade, e o outro é peregrino. Ex.: Sol/Lua em Aquário.

3. Ambos os planetas estão em debilidade. Ex.: Sol/Marte em Libra, Saturno/Marte em Câncer.

Afora isso, contudo, é preciso focalizar também a simpatia natural dos planetas unidos por conjunção.

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Parece evidente já em si que um Benéfico exercerá com facilidade e de forma abundante seu efeito benéfico por seus bons aspectos; é igualmente natural que em casas desagraciadas o bom aspecto do Benéfico impedirá ou pelo menos mitigará os males respectivos. Mas por seus maus aspectos também um Benéfico provocará dificuldades e obstáculos. Se, finalmente, um planeta sofre de mau estado cósmico e de uma determinação local desfavorável, é bem compreensível que serão apenas escassos os benefícios devidos a seus aspectos bons e, em compensação, abundantes os prejuízos devidos aos maus.

Morin cita como exemplo a natividade de Richelieu, onde o Júpiter situado na VIII e ali exilado causou a morte quando por direção chegou à oposição com o Asc.

Pode-se depreender que os maus aspectos dos Benéficos nem sempre estão isentos de perigo, e que planetas, sobretudo os Maléficos mal acondicionados, podem atuar desfavoravelmente até por seus bons aspectos. Tanto mais prejudicará um Maléfico por seus maus aspectos, e se esses, ademais, caírem sobre uma casa desagraciada, os males resultantes serão particularmente notáveis; em casas agraciadas, certamente o mau aspecto estorvará o bem que elas pudessem oferecer.

Segundo Morin, uma exceção dessa regra só tem lugar no caso de que o Maléfico que emite o aspecto domine na casa onde o aspecto é recebido, e que se trate de casa agraciada. De qualquer forma, contudo, também neste caso o Maléfico produzirá os efeitos vantajosos de uma maneira violenta e fará com que sejam seguidos de acontecimentos infelizes. Já ao cair um mau aspecto de um Maléfico numa casa desagraciada por ele dominada, os efeitos primário e secundário serão incondicionalmente maus. Traz assim Marte como regente da VIII na II quase sempre uma morte violenta.

 Os aspectos favoráveis de um Maléfico deverão ser julgados no sentido da realização de certos êxitos, os quais, contudo, só serão obtidos com muita dificuldade. Morin cita como exemplo a natividade do rei Gustavo Adolfo da Suécia, na qual Saturno, regente da II, indicava grandes riquezas em virtude de seu trígono com o Sol na I, riquezas essas que o rei efetivamente adquiriu em suas guerras, e isso em virtude da presença de Mercúrio, senhor da VII (lutas) na II. Na aquisição de tais riquezas o rei foi favorecido, além disso, por estarem também Júpiter, Vênus e a Roda da Fortuna na casa do dinheiro.

Sobretudo é preciso revisar se o significado da casa de posição de um emissor de aspecto é compatível com o bem ou o mal daquela casa na qual cai o aspecto. Pode ocorrer, portanto – e este é um ponto importante e digno de toda a atenção – que um mesmo aspecto seja favorável para um assunto e ao mesmo tempo desfavorável para outro.

Tenha-se, ademais, presente, a regra que se segue: se um Maléfico se encontra em debilidade e é mal irradiado por outro Maléfico, que está, por sua vez, determinado em relação a casas desfavoráveis, terá, por esta razão, efeitos ainda piores, ao passo que, ao contrário, seus maus efeitos são mitigados por um planeta bem acondicionado. Um Benéfico em debilidade e ferido por um aspecto desfavorável exercerá, por seu turno, determinados efeitos desfavoráveis.

Portanto, é preciso recordar-se que, por seus aspectos, um planeta produz um efeito tríplice, o que, em lugar, depende de sua própria natureza; o Sol criará via de regra, efeitos solares; a Lua, lunares. Em lugar, o efeito do aspecto é determinado pelo estado cósmico do respectivo planeta; este acarretará, em caso de bom estado cósmico, coisas favoráveis – pelo menos por seus bons aspectos – e, no caso de mau estado cósmico, coisas desfavoráveis – pelo menos por seus maus aspectos. Em lugar, é a determinação local do planeta (posição e dominação) que influi sobre o efeito do aspecto. Contudo, enquanto esse efeito do aspecto far-se-á valer sempre, de acordo com os dois primeiros pontos de vista, não está fixado com segurança no que se refere ao . Adaptar-se-á, às vezes, à posição, outras à dominação, e eventualmente a ambas. Assim, por exemplo, um Júpiter que emite da casa III um trígono ao MC, favorecerá o nativo em sua carreira, na aquisição de honras e dignidades, em suas empresas, etc., tanto quanto o conceda o estado cósmico desse Júpiter. Se, além disso, Júpiter dominar também o signo colocado no MC, o complexo da casa X realizar-se-á com tanto maior segurança e abundância. Se, mais ainda, Júpiter se reunisse em trígono com um Sol de X, isso permitiria inferir os logros mais elevados quanto aos assuntos da casa X. Daí que é possível dizer: todo planeta em aspecto com outros planetas ou com cúspides de casas leva a expressão favorável ou desfavorável quanto ao significado respectivo, segundo o valor que lhe corresponda em virtude de sua natureza essencial, sua posição e suas dominações; e ainda segundo a natureza do aspecto que ele emite. Suponhamos que Marte, regente da IV e da XI, e presente na VII, emita um trígono ao Sol, colocado na X; isso dará a entender para o nativo ascensão, honrarias, etc., por lutas, processos, ou com ajuda da mulher (VII), ou com ajudados pais (IV) e amigos (XI).

Fora os três pontos mencionados, é preciso examinar-se qualquer aspecto não plenamente exato, ou partil; se o planeta respectivo aproxima-se do aspecto partil ou dele se separa (aspecto aplicativo ou separativo). Supostas iguais todas as demais circunstâncias, o primeiro é mais eficaz que o último. Além disso, não é indiferente qual a natureza e que estado cósmico correspondem ao receptor do aspecto.

Dois planetas relacionados por aspecto se determinam mutuamente em relação às casas por eles ocupadas. Encontrando-se, por ex., Júpiter na I, o Sol na X, e estando ambos vinculados por trígono, o Sol determina Júpiter em relação à X e ao mesmo tempo Júpiter determina o Sol em relação à I. Ou se, por exemplo, Saturno estivesse na VIII e o regente natal Júpiter na II em oposição com Saturno, este Saturno estaria determinado em relação ao próprio nativo e em ambos os assuntos teria uma má influência, em virtude de sua oposição. Mas a mesma oposição determinaria também Júpiter em relação à VIII, significando morte por consequência de condenação legal.

Outra propriedade dos planetas consiste em que por seus aspectos podem reforçar, atenuar ou levar à degeneração o poder do significado de outros planetas, e isto em escala grande, média ou pequena. Assim, por exemplo, um Júpiter situado sozinho na X é significador de honras e dignidades, etc. Se receber um trígono do Sol, seu poder de realizar os significados da X aumenta notavelmente; pelo contrário, se receber uma quadratura de Saturno, não só diminui e desfigura-se o seu poder, mas que poderíamos até inferir deste aspecto um sinistro que atinge de alguma maneira as honras e dignidades, empresas, etc.

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A natureza e o caráter particular dos efeitos que um planeta produz por conjunção ou aspecto poderão ser conhecidos, além disso, pela valoração da natureza essencial do planeta e do local que ocupa na natividade. Júpiter, por exemplo, significa prudência, sabedoria e Marte, audácia; se ambos, unidos por conjunção, estiverem em bom estado cósmico na X, se permitirá admitir o logro de altos êxitos e dignidades militares por prudência combinada com audácia. Se esta conjunção tivesse lugar na casa II, permitiria supor a aquisição de riqueza por prudência, mas também acentuada inclinação a grandes gastos. O que aqui foi dito da conjunção também vale a todos os aspectos, sempre levando em consideração o tipo de aspecto, a natureza essencial dos planetas, seu estado cósmico e sua determinação local.

Na comparação das conjunções e dos demais aspectos de dois planetas, pode-se partir da potência relativa de um dos planetas em relação ao outro. Por conseguinte, é preciso averiguar qual dos dois atua mais fortemente sobre o outro, para que sua influência prevaleça na combinação.

É de estímulo especial para as honras e dignidades do nativo se o regente da X se aproxima do Sol em aspecto amistoso e, sobretudo, em caso de trígono.

Se um planeta se aproxima de um Maléfico, representa em todos os aspectos práticos um significado pior do que se dele se estiver separando.

Um planeta A que se separa do aspecto com um planeta B e se aproxima do planeta C (levando-se em consideração a orbe aspectária) coopera mais poderosamente com C que com B.

Já se dois planetas A e B não estão em aspecto um com o outro, e um terceiro, mais rápido, C, emite um aspecto que cai entre A e B dentro da orbe, C leve à união dos efeitos de A e B. Exemplo: Sol em 2° Capricórnio e Júpiter a 16° Capricórnio; suponhamos que caísse em 9° Capricórnio um trígono da Lua colocada a 9° de Virgem. Tal aspecto, irradiado entre os astros não ligados Sol e Júpiter construirá a ponte sobre a qual as duas influências pode munir-se para um efeito comum.

Se caíssem sobre um Asc uma quadratura de Marte e um trígono de Júpiter, cada um deles teria um efeito sensível sobre os significados da casa I. Aqui duas influências opostas entre si iriam combinar-se, atenuando-se mutuamente.

No caso de aspectos contrários, como por exemplo, um trígono de Júpiter e uma quadratura de Marte com o Asc, deveremos considerar quatro pontos:

1. O trígono é mais poderoso que a quadratura; daí que Júpiter é mais útil que Marte nocivo.

2. É preciso examinar o estado cósmico de ambos os planetas.

Até aqui percorremos um longo caminho. Recordemos seus pontos principais. Aprendemos que com relação do efeito dos significados de cada casa as conclusões correspondentes são tiradas do signo em que esta casa se encontra, e também da determinação local do senhor desse signo, por um lado. Por outro, responderão às nossas perguntas a natureza essencial, o estado cósmico bem como as determinações locais dos planetas fisicamente presentes nesta casa, e a dominação, a exaltação e mesmo a trigonocracia de diversos outros, não presentes na própria casa. Não hesito em dizer que a inteligência humana poderia predizer até mesmo os assuntos e acontecimentos mais insignificantes que deverão resultar no transcurso natural de uma vida determinada, se fosse capaz de aplicar a fundo e integralmente os fatores de determinação que foram aqui expostos. Com isto não se deve esquecer que as regras, por mais claramente que tenham sido formuladas, poderão proporcionar apenas um fundamento científico, e que a aplicação prática depende unicamente do talento do astrólogo em questão. Faltando esse talento, o defeito não pode substituir-se por nenhum domínio da teoria, por profundo que seja. Neste ponto a astrologia não se distingue de nenhuma das ciências ensinadas nas Universidades. Falta muito até que o conhecimento cabal dos fatos médicos preencha a designação de “médico” para o formando.

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Trataremos agora de dar algumas aplicações práticas, baseadas no material aprendido. Isto será tanto mais necessário em virtude de que comumente o noviço se encontra em aperto acerca da ordem a que deve ater-se ao julgar uma figura natal, e acerca do emprego das teorias cujo significado lhe escapa, quando se apresenta a tarefa de combiná-las. Às vezes ignora para onde dirigir exatamente suas investigações, se deseja uma resposta para apenas uma questão determinada.

Alguns estudantes pegam um texto astrológico e anotam passo a passo tantos aforismos quanto encontrem sobre planetas, signos, casas, aspectos, significadores, etc., e que podem ser aplicáveis à natividade que estão examinando. Finalmente, acumularam assim uma montanha de anotações esparsas com as quais nada conseguem fazer de produtivo, pois os autores desses aforismos acabam por calar o fato de que o que eles ensinam só possui um valor muito relativo; e ocorre com frequência que a vítima de tais instruções aplica os mesmos aforismos a assuntos diferentes, vendo-se afinal diante de contradições e confusões.

Outros preferem efetuar o estudo da natividade casa por casa. Nesse caso surge a dificuldade de que, na prática, os significados das diferentes casas comumente se combinam e misturam como acontece com a posição de um planeta numa casa e sua dominação em duas outras, isto sem falar dos aspectos. Além do que, com esse procedimento não é tão fácil aplicar os aforismos; na investigação de outras casas teremos que voltar a coisas relativas a casas já comentadas, resultando daí uma confusão não menor que no método antes mencionado. É inevitável investigar como todos os fatores de determinação importantes para certo assunto – e ao mesmo tempo relativos a outras casas – cooperam em suas múltiplas combinações. Não se pode tratar separadamente o que se encontra ligado em casas e signos pelo vínculo dos aspectos, e não obstante, deve-se conseguir uma análise razoável.

Um primeiro recurso para vencer tais dificuldades é a determinação meticulosa das questões cuja resolução se permite efetivamente esperar da astrologia pela devida análise de uma figura natal. Conhecendo a teoria de Morin das determinações, poderemos esclarecer quais os fatores de determinação que se complementam e esclarecem mutuamente em virtude de sua correspondência intrínseca, e quais são os significadores indicados para uma determinada questão. Nisso tudo rege como regra geral que, mesmo quando se trate de questões determinadas, não deveremos esquecer-nos do estudo do caráter do nativo, porque este pode dar cor à natureza dos processos do destino.

Aconselho ao noviço que aprenda e se exercite desta maneira através de centenas de natividades para comprovar seu talento combinatório, ocupando-se primeiramente com figuras natais cujos destinos estejam comprovados por fatos, e somente então passe a estudar outras, menos fáceis de ler. Assim que houver aprendido a “ler” astrologicamente, poderá atrever-se a diagnósticos e prognósticos de acontecimentos futuros. Este caminho levá-lo-á mais rapidamente a desenvolver de forma profunda e proveitosa sua aptidão inata para a astrologia e, ainda que não alcance a altura sem igual da síntese do grande mestre Morin, tampouco cometerá erros e falhas fundamentais.

Não quero terminar esta obra sem ter contribuído também com um modesto óbolo destinado à investigação astrológica. O descobrimento do planeta Plutão colocou a horoscopia diante de novos problemas de interpretação, cuja resolução só pode resultar de um abundante material de casos, observados durante gerações. Já a partir de Urano os planetas pesados têm sido descritos como oitavas superiores, e a lógica e a analogia nos insinuam com igual insistência a conclusão de qualificar a Plutão, próximo seguinte na série, como oitava superior do planeta Marte, e de localizar seu domínio energético principal no signo de Áries, em virtude de que no ciclo dos signos é este o terceiro depois de Aquário, sendo Marte, visto do Sol – excluindo a Terra, por ser foco de radiações – o terceiro planeta na série antiga.

Pois bem, no que se refere à natureza essencial, o pensar comum induziria talvez a admitir uma capacidade benfeitora para Urano e Netuno, de acordo com o caráter dos tons básicos. Contudo, uma reflexão mais profunda e sobretudo adestrada pelas ciências naturais teria que chegar certamente à conclusão contrária, posto que as formas vibratórias superiores, qualquer que seja o domínio físico em que atuem, são de longitude de onda mais curta e de frequência mais alta e, portanto, de penetração mais intensa, possuindo, logo, uma capacidade de penetração maior e mais profunda. Com isto, também a irritação biológica que emana delas é muito mais aguda, de maneira que atuam em prol da vida somente em pequena dose e, contrariamente, de modo destrutivo, ou maléfico.

Com efeito, os fatos têm justificado esta inteligência, dando a conhecer a Urano e Netuno como marcados malfeitores, pelo que as mesmas reflexões nos obrigam a qualificar como Maléfico essencial também a Plutão, tanto mais por ser a oitava superior de outro Maléfico essencial. Por conseguinte, de acordo com a afinidade com Marte, teremos que atribuir-lhe um excesso de impulso e de vontade, uma paixão e uma mania de atuação inconsideradas e extremadas até o extermínio e, inclusive, o extermínio próprio. Poderemos fazê-lo responsável por todas as catástrofes de caráter especialmente perigoso e mesmo pérfido, quer se realizem na natureza ou nas vivências humanas. Mas dado que não existe sombra sem luz, deveremos esperar da parte de Plutão também o homem de ação, de porte imponente, que por sua energia invencível nos enche de admiração entusiástica, mesmo quando passe sem consideração alguma sobre cadáveres. Pois bem, a experiência ensina que tais figuras predominantes são raríssimas, pelo que comumente encontraremos a Plutão como destruidor, e só em casos muito raros como criador.

Mas não exageremos, e evitemos inventar com relação ao novo planeta uma impressionante coleção de capciosas analogias fundadas nas reflexões recém-expostas. É verdade que ocorre com muita frequência que as analogias constituem apenas o manto mesquinho sob o qual os ignorantes tratam de ocultar sua falta de conhecimentos reais. De minha parte, nunca ansiei por originalidade a todo custo; com muito mais razão, portanto, desejo conservar minha prudente reserva em terreno tão resvaladiço. Fujamos sobretudo das tentações baseadas na denominação do astro e, portanto, deixemos em paz o “tártaro”. Em associação com Plutão contentemo-nos com aquilo que se relacione com o conceito de impulsividade, ainda que esta se albergue nos tenebrosos poços do interior da terra como acúmulo de forças sempre dispostas à erupção, ou como índole pujante no seio obscuro da massa hereditária. Já dessa forma restrita poderemos coordenar ao planeta as rochas “plutônicas” com seus minerais, o gás natural e a nafta, as plantas rizomáticas e a flora e a fauna das cavernas. Além disso, será lícito relacionar a ele as profissões de energia particularmente acentuada (exército, técnica), assim como as ocupações que levam à profundidade física e psíquica, mas que também conduzem ao abismo moral.

Após isso encerra o autor esse volume, fazendo ressaltar que a maioria dos aforismos contidos na tradição não terão sido inventados arbitrariamente, mas que estribam em observações efetuadas no decorrer de séculos, e, sobretudo, em certos princípios primitivos que, segundo a visão dos antigos, formam a base de todas as ciências e de todas as doutrinas filosóficas e religiosas. Desses princípios, bem conhecidos pelos verdadeiros ocultistas e por muitos sábios de tendência não oculta, devem ser inferidos o valor e os significados dos fatores da interpretação astrológica e pouco a pouco controlar-se seu resultado, por meio da observação.

Desejo assinalar que o grande mestre Morin, que foi meu guia em todo esse trabalho, procedeu sempre desta forma, e que, em genial dedução dos princípios naturais primitivos, eternamente exatos, desenvolveu as teorias astrológicas. Por esta razão é ele o único astrólogo reconhecido como a autoridade mais alta, tanto pelos correligionários estritos da tradição, como pelos representantes mais enérgicos do método indutivo-científico. Selva, em certa ocasião, declarou que, de todas as obras astrológicas, as de Morin seriam as únicas dignas de serem lidas. Tal opinião é demasiado severa e creio que, provavelmente, constitui-se mesmo em exagero de retórica. Mas é certo, e espero de minha parte haver demonstrado, que o domínio da teoria de Morin – das determinações – basta plenamente para resolver os problemas mais complicados da arte da interpretação astrológica. Mais ainda, abrigo AC onvicção de que o conhecedor da teoria das determinações de Morin estará em condições de ler todas as demais obras, sem prejuízo e inclusive com proveito, porque, depois de tal preparação, será capaz de julgar se um livro apresenta inovações realmente dignas de consideração, e até que ponto convém apoiar-se nelas para a interpretação astrológica.

Aqui se finaliza esta tradução que procurou fazer um condensado da obra de Adolfo Weiss sobre a Teoria das Determinações de Morin, contida no livro Astrologia Racional, em seu Volume II (“A Síntese”), Editorial Kier, Buenos Aires, Edição de 1945.

Tradução Lúcia Lopes

Édition originale de Astrologia Gallica principiis & rationibus propiis stabilita, La Haye, Adriani Vlacq, 1661.

As 112 Regras de Morin de Villefranche

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