A Astrologia no Brasil

ordem e progresso

Antonio Carlos S. Harres

“Domingo, 13 enero, 1492.

No salió de este puerto por no hacer terral com que saliese. Quisiera salir por ir a otro mejor puerto, porque aquél era algo descubierto, y porque quería ver en qué paraba la conjunción de Luna con el Sol, que esperaba a 17 de este mes, y la oposición de ella con Júpiter y conjunción Mercurio y el Sol em opósito con Júpiter, que es causa de grandes vientos.”

Diario de Colón

Libro de la primera navegación  y descobrimento de las Indias Escrito por Cristovão Colombo e compilado por Frei Bartolomeu de Las Casas.

Associação Brasileira de Astrologia

História da Astrologia no Brasil

Para um país que tem sua trajetória gravada por severas conjunções, oposições e quadraturas de Saturno, e uma extensão quase continental, é um sério desafio tentar rastrear as pegadas da Astrologia em sua história, mesmo que ela se ache contida no breve espaço de quase cinco séculos. E muito mais difícil se torna ainda a tarefa, se o objetivo é resumi-la no prefácio desta “Enciclopédia de Astrologia” de James Lewis.

Naturalmente, não poderemos abranger e citar aqui tudo e todos que contribuíram para que o mais antigo saber humano se enraizasse com tamanha força em Pindorama – na terra das palmeiras – pelo quê apelo à generosidade dos leitores e o perdão antecipado a notórios e anônimos, indivíduos ou grupos que porventura me escape aqui registrar. É preciso também esclarecer que as publicações, escolas e eventos aqui listados obedeceram a um critério de pioneirismo e de pontuação da história da Astrologia.

Em qualquer lugar, no espaço e no tempo, onde surgiram agrupamentos humanos, manifestou-se também algum tipo de simbolismo que refletisse a íntima correspondência que há entre os movimentos do céu e os acontecimentos na vida humana e terrestre.

Para sermos fiéis a esta visão, teríamos que iniciar a História da Astrologia no Brasil contando alguma coisa da uranografia dos índios brasileiros, sobre a qual muito pouco ou quase nada se conhece, talvez porque a principal base de transmissão de seus mitos seja a tradição oral e também porque em nosso país, as pesquisas antropológicas são carentes de recursos. Basta dizer que não foi um antropólogo, mais sim o médico Francisco Carlos Pessoa Faria que conseguiu, após trinta anos de pesquisas, analisar o significado da iaquatiara (pedra lavrada ou inscrição rupestre) da pedra do Ingá, na Paraíba.

Ali, numa área de trinta metros quadrados, todas as constelações zodiacais encontram-se devidamente representadas, sendo que a situação equinocial do Escorpião permite supor que as inscrições sejam anteriores a 2100 a.C. Na Serra dos Caiapós, há um sítio arqueológico descrito no livro O Enigma de Paraúna de autoria de Alódio Tovar, que além de construções megalíticas, abriga uma gruta onde é possível reconhecer símbolos cosmológicos semelhantes aos da astrologia mesopotâmica – e gravados há mais de dez mil anos, segundo medições arqueológicas.

As décadas de setenta e oitenta foram palco, aliás, de uma chuva de especulações sobre o significado de outros sítios ainda quase inexplorados: de São Raimundo Nonato, no Piauí, a Botucatu, em São Paulo, passando por todo Planalto Central e pela Chapada Diamantina. Espeleólogos, grupos de pesquisas ufológicas e místicos das mais variadas origens anunciavam descobertas que, de alguma forma, sempre apontavam para conhecimentos astronômicos pré-históricos bem mais amplos do que os reconhecidos pela comunidade acadêmica.

Talvez como fragmento remanescente desses saberes arcaicos, os índios do Xingu atiram flechas para espantar a onça mítica que vem engolir o Sol e a Lua nos eclipses. E nisso, se igualam a chineses e hindus que se referem a um dragão alado que devora os luminares.

Período Colonial

Podemos afirmar que os primeiros astrólogos europeus que chegaram ao Brasil foram os médicos e pilotos das expedições espanholas e portuguesas que aqui começaram a aportar oficialmente a partir do final do século XV, depois do Tratado de Tordesilhas.

Os médicos, naquela época, por dever de profissão, eram os que detinham o conhecimento do céu, eram chamados de iatromatemáticos, que significa os que tinham a arte de curar e usam a matemática – a Astrologia. Por isso, no início das grandes navegações, foram chamados não apenas para cuidar da saúde das tripulações, mas também para guiar e treinar aos pilotos a se orientar no mar através da posição dos astros.

Os Irmãos Pinzón, levados para a Inglaterra, foram os que iniciaram na marinha inglesa, a formação de pilotos e navegadores independentes dos médicos. Em 1499, Ojeda e Pinzón – navegadores espanhóis – estiveram no Maranhão, um ano antes de Cabral tomar posse da terra para a coroa portuguesa.

Como existem disputas históricas, preferimos apontar o Mestre João, piloto judeu da frota de Pedro Álvares Cabral, como o primeiro astrólogo a pisar oficialmente em terras brasileiras, sendo inclusive o primeiro a calcular as coordenadas do Cruzeiro do Sul. E talvez motivados pela cruz celeste, e também pelas ligações das navegações portuguesas com as cruzadas, via Ordem do Cristo, sucessora dos Templários, quiseram dar ao lugar os nomes de Terra de Vera Cruz e depois Terra de Santa Cruz – sem sucesso.

Tiveram que acabar se dobrando ao que já era costume: chamar o lugar de Brasil, como referencia à cor de brasa do corante tão necessário para tingir os tecidos destinados a vestir nobres, prelados e grandes chefes militares. Este fato reflete um dos arquétipos marcantes de nossa evolução histórica, herdado dos portugueses: a crença de que um decreto mudará a prática do que a tradição já legislou.

E os que faziam de sua profissão a exploração do pau-brasil, eram chamados de brasileiros. Esta acabou sendo, injustamente, a alcunha de todos os filhos dessa terra, que de fato deveriam ser chamados de brasilianos ou brasilienses, da mesma forma que os ingleses não são chamados de englishers – ser inglês não é profissão! Talvez esteja aí oculta, uma das causas sutis de nossa atitude de subserviência e de colonialismo às outras nações.

A brasa é um fogo adormecido, capaz de ressuscitar se estimulado. É um fogo que pode eclodir, irromper como um vulcão – uma das mais claras correspondências na natureza com o simbolismo de Marte e Plutão regentes do signo de Escorpião.

O vermelho puro e vivaz da brasa esta também na lava que resfriada, irá tomar a cor escura das cinzas e do carvão, formatando a nova crosta do planeta. Estudando a seqüência de correspondências entre os principais fatos da historia do Brasil e a Astrologia, vai se delineando uma teia marciana-plutônica que rege o acontecer histórico do país, tendo no grito do Ipiranga um de seus maiores clímax: Marte estava em Escorpião e Plutão ingressava em Áries.

Nossa história astrológica está como de todo o resto também associada à história portuguesa e da península ibérica. A tradição astrológica atribui a Portugal características piscianas. Realmente, sua geografia sideral, no extremo ocidental da península ibérica – que os antigos chamavam de finis terrae, debruçando-se sobre a imensidão desconhecida do oceano; ou também por ter seu povo resultado de uma grande mistura de raças: celtas, fenícios, cartagineses, cretenses, gregos e romanos, mais tarde engolfados por ondas migratórias de tribos germânicas, especialmente visigodos, e pela subseqüente invasão dos mouros muçulmanos, sem falar na contribuição de judeus, provençais e genoveses – Portugal ou o porto dos galos, dos gauleses, responde ao arquétipo de Netuno.

É interessante observar que as às margens dos rios e do mar, existe um culto dos pescadores portugueses a São Bartolomeu, representado segurando numa das mãos uma rede de pesca e noutra um tridente, num claro sincretismo com a imagem de Possêidon, Netuno. Trata-se do único caso da imagem de um santo cristão segurando um tridente, instrumento sempre associado ao demônio.

De Porto e de Guimarães partiu, através da vontade férrea de D. Henrique, descendente dos duques de Borgonha, a expansão que dá contornos ao Portugal moderno.

Deste caldeamento nasceu um povo que tanto por inclinação atávica quanto por necessidade de sobrevivência, atirou-se às lides do mar e tornou-se hábil em enfrentar os oceanos encapelados e ventos furiosos que povoam a fusão do Mediterrâneo com o Atlântico.

Os oito séculos de ocupação moura da península trouxeram a oportunidade de que a matemática e álgebra dos árabes, suas tradições de observar os astros – fiéis herdeiros de seus antepassados mesopotâmicos – e de seus instrumentos de cálculos astrológicos chegassem aos centros intelectuais de Espanha e Portugal tais como Compostela, Sevilha, Salamanca e Évora.

O quadrante, o astrolábio e a balestilha, adaptados pela genialidade dos componentes do Círculo dos Matemáticos – mais tarde conhecido pela mítica denominação de Escola de Sagres, liderada pelo infante Dom Henrique, à condição de instrumentos de navegação astronômica, permitiram as aventuras em alto mar. Associados às tábuas astrológicas computadas pelos médicos-astrólogos portugueses e espanhóis, cuidadosamente calculadas e impressas como as de Abraão Zacuto, que esculpia em madeira, uma a uma as páginas de suas efemérides, se tornou possível o cálculo do deslocamento das embarcações nos sentido das longitudes, libertando os pilotos e comandantes dos descobrimentos da escravatura da navegação costeira.

Na Era de Peixes, o signo de Aquário ocupa a casa XII, coloca a Astrologia nos bastidores, mas lhe dá o papel de suporte fundamental para as grandes navegações, abrindo os horizontes do planeta para a humanidade, transformando os instrumentos e tábuas astrológicas em tecnologia que permitiria singrar os mares nunca dantes navegados.

O mapa astrológico do Infante D. Henrique confirma, sem qualquer dúvida, sua natureza visionária e mística, e a Astrologia, com certeza fazia parte do acervo de seus conhecimentos. Os biógrafos do Infante acreditam que ele tenha se inspirado na obra de Raymundo Lullio – aquariano, maiorquino e alquimista. Lullio propunha, já no século XV, uma alternativa ao combate à expansão árabe na península ibérica – ao invés de tentar forçar a que eles retornassem às suas origens, retomando os portos mediterrâneos como Ceuta e Cádiz – se restabelecesse as rotas de comércio contornando a África para alcançar as índias.

Estimulado pela providencial descoberta, feita por um de seus comandados, de que havia correntes favoráveis para além dos Açores, que poderiam impulsionar as caravelas a descer a costa ocidental da África, O Infante vislumbrou a possibilidade de realizar o ideal de Lullio. E de fato lançou-se, utilizando recursos da Ordem de Cristo, da qual chegou a ser grão-mestre, na realização da empreitada, mandando construir e armar caravelas, recrutar marujos e treinar pilotos.

Mas havia, além da intenção econômica-política, a esperança de encontrar a nova terra prometida, onde os homens unidos, iriam viver em harmonia sob uma única fé. Este sonho ecumênico, uma das molas fundamentais da Era de Peixes, se reflete na data da posse das terras do Brasil por Portugal: eram oitavas de páscoa, que comemora a passagem dos judeus para a terra prometida liderada por Moisés. A chegada de Cabral une as Eras de Touro, Áries e Peixes – referindo-se simbolicamente à libertação dos hebreus do cativeiro egípcio e a substituição do bezerro de ouro da Era de Touro pelo sacrifício do carneiro, mas trazendo o ideal pisciano do ecumenismo e um novo céu e uma nova terra, prenúncios da Era de Aquário.

Portugal foi resultado, entre outras causas, de um dos mais poderosos vetores de Era de Peixes – as cruzadas – a libertação da Terra Santa – que teve como primeira tarefa a expulsão dos árabes da própria península. E foi no extremo sudeste da península – no Promontorium Sacro, o Cabo de Sagres onde, segundo as lendas, habitavam somente os espíritos dos heróis e era morada dos deuses , de onde partiam as expedições que fariam Portugal preencher completamente seu destino pisciano.

A pequena nação agiganta-se por todo o globo, realizando sua primeira circunavegação e chegando a manter colônias nos quatro cantos da Terra. E realmente, Fernão de Magalhães, Vasco da Gama, Bartolomeu Dias, Diogo Cão, Pedro Álvares Cabral, do ponto de vista astrológico, realizaram uma façanha de dimensões tão grandiosas quanto às realizadas pela NASA, lançando do Cabo Canaveral, as naves do programa Apolo que pousaram na Lua.

E o Brasil, com suas características piscianas, é o herdeiro natural do gigantismo do império colonial português, tornando-se um país-continente, que jamais a um de seus habitantes concedeu o privilégio de percorrer inteiramente suas fronteiras, indefinidas por florestas impenetráveis.

Na carta astrológica do nascimento de Dom Manuel, o Venturoso rei de Portugal à época do descobrimento do Brasil, Júpiter, na posição mais elevada, no signo de Peixes, anuncia a grande expansão do reino, conforme se refere o poeta Gil Vicente:

Quando Júpiter estava em toda sua fortaleza
o seu gran poder reinava e seu braço dominava
os cursos da natureza;
nesse dia, mes e era quando tudo isso era
nasceram Vossas Altezas

Observação

O poeta que narra o jubiloso céu de nascimento de sua Alteza é Gil Vicente. No texto original é citado o nome de Gil Gomes. Acho importante destacar esta incongruência, pois Gil Gomes viveu no século XX e o poeta que poderia de fato narrar o céu de nascimento de uma realeza portuguesa na época do descobrimento do Brasil só poderia tê-lo feito se vivesse em tal época como é o caso de nosso ilustrado poeta Gil Vicente. Este verso citado pode ser encontrado nesta obra do acervo da Universidade de Toronto.

César Augusto – Astrólogo

Estudando as correspondências entre os principais fatos da historia do Brasil e a Astrologia, vai se delineando uma seqüência que deixa muito clara nossa herança do misticismo e universalismo da alma pisciana portuguesa.

Tanto nos mapas astrais da chegada de Pedro Álvares Cabral e da tomada de posse da terra, quanto da chegada da corte portuguesa, da independência e da república são marcantes as presenças de astros entre Aquário e Peixes ou dos regentes destes signos, predestinando o Brasil para um importante papel de passagem entre estas duas eras e fazendo-o merecedor da clarividente definição de Stephan Zweig – de país do futuro.

Por outro lado, a presença da Lua, Vênus e Júpiter nos signos de Gêmeos, nos mostra que a nostálgica alma portuguesa, aqui misturada a nativos e africanos, produziu um animismo coletivo jovial, flexível, adaptável, curioso, brejeiro, aberto e capaz de assimilar toda e qualquer cultura que por aqui chegar.

E Plutão dominante, é um sinal de tarefa sempre por fazer e refazer, de eterno renascer, tendo sempre mais conteúdo do que forma, criatividade do que instrumentos, projetos do que meios – apesar de toda a riqueza potencial e oculta em seus subsolos.

Nosso país é um dos raros que possuem um atestado de nascimento – a carta de Pêro Vaz e Caminha é bem explícita em citar a hora em que primeiro foi avistada terra e das circunstâncias que rodearam a missa solene em primeiro de maio, quando se ergueu o padrão de pedra gravado com as armas de Portugal e tomaram posse da terra em nome da Coroa.

Ali, temos já o prenúncio de que nestas paragens o caldeamento étnico dos índios com os portugueses produziria na nova colônia, um tipo humano extremamente tolerante e aberto, emotivo, contemplativo, sensível e místico, que ampliaria ainda mais sua índole sentimental com a posterior mistura com os africanos.

Embora não tenhamos documentos sobre isso, é possível que a vinda da Corte para o Brasil em 1808, tenha trazido consigo aqueles que iriam fundar as primeiras lojas maçônicas ou impulsionar aquelas porventura já existentes – aqui inicialmente disfarçadas sob a fachadas de clubes literários e de oratória para fugir às asas negras do Santo Ofício.

A maçonaria, com seus templos onde sempre são representados os signos do zodíaco e a abóbada celeste, sempre serviu de veículo para a difusão de ensinamentos da Astrologia e, com certeza, foram nesses clubes e lojas que a Astrologia deve ter primeiro florescido em nosso país, em especial no Rio de Janeiro.

Logo após a grande conjunção de Urano e Netuno em Capricórnio – sob a qual houve aqui a sucessão dinástica que somos obrigados a chamar de independência, se inicia, em 1824 na Inglaterra, a publicação do Almanaque de Rafael, que se mantém até hoje no formato de efemérides anuais, e que com certeza deve ter sido um dos primeiros a aqui chegar, por mãos maçônicas.

Em 1846, Netuno é descoberto e mais tarde, quando a República é proclamada sob a conjunção de Netuno e Plutão em Gêmeos, novamente a força do céu se faz presente, fazendo de nossa bandeira como a única flâmula nacional a levar gravada numa esfera celeste a faixa da eclíptica e as principais constelações que viram nascer a recém proclamada república.

Pondo em destaque a estrela Espiga, de primeira grandeza, alfa da constelação de Virgem, os positivistas autores da bandeira resgatam o simbolismo solar do grito do Ipiranga, assim destacando a República como o definitivo rompimento do pisciano cordão umbilical português, expulsando de volta para a Europa os Bragança. Nossa bandeira impõe a todos os brasileiros a reverência ao céu e de que nosso destino, de forma mais clara do que para o restante das nações, acha-se escrito nas estrelas.

O primeiro grande passo que garantiu a ampla disseminação da Astrologia no Brasil ocorre a partir do retorno de Urano aos signos de Aquário e Peixes. Em 1909, se inaugura a Editora do Pensamento e em 1913 começa a publicação do almanaque editado por A. O. Rodrigues – prestes a completar uma revolução de Urano nas bancas – neste ano de 1997, terá 84 anos.

No início da década de 20, o livro Astrologia, da Coleção Ciências Herméticas, é enviado aos afiliados do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, como primeira tentativa de um curso de Astrologia por correspondência.

Grande parte do público que hoje contamos para consultas, eventos, leitura de colunas e artigos sobre Astrologia em jornais e revistas, devemos ao trabalho perseverante dos fundadores da Editora Pensamento. Através de seus círculos esotéricos e instruções espiritualistas, A. O. Rodrigues, apoiado por Francisco Valdomiro Lorenz, consolidou uma obra que ainda hoje serve, com renovada energia, à divulgação do saber que se produz no campo da Astrologia, no país e no estrangeiro.

Jubal Tavares foi outro importante astrólogo paulista que trabalhou para o Almanaque do Pensamento e que manteve até a década de 60, um método pioneiro de fornecer interpretações astrológicas reunindo apostilas já impressas, a partir dos dados de nascimento, antecipando o que depois seria feito por computadores.

Jeferson T. Álvares, inicia seus estudos de Astrologia (1915) que irão se especializar na busca de um método eficaz para retificação da hora do nascimento e publica Astrologia Revelada (1980) onde expõe o resultado de 50 anos de pesquisas na área.

1920 – 1939

Em 1925, quando Urano encontrava-se novamente em Peixes, como ocorrera na época da chegada do Mestre João, piloto e astrólogo da expedição de Cabral, chega ao país Emma Costet de Mascheville. Emma une-se com Albert Raymond Costet de Mascheville, violinista e astrólogo, iniciado no saber dos astros por Henri Selva.

Com a publicação do livro La theorie des determinations Astrologiques de Morin de Villefranche, Selva possibilitou a redescoberta da astrologia clássica na França. Assim, a cadeia de transmissão da tradição astrológica, que passa por Morin, se reaviva com Selva e chega ao Brasil através do casal Mascheville. Albert, que em companhia de Roso de Luna, Papus, Sédir, Saint Yves D’Alvreyde e Péladan, trabalhou pela reconstrução da Rosa Cruz na França e tornou-se o difusor da Ordem Martinista na América do Sul.

Emma, na infância, conviveu com seus tios, Henry Edencoven e Ida Hoffman, na primeira comunidade naturista e espiritualista fundada por eles em Ascona, às margens do Lago Maggiore, na Suíça italiana. Ali estiveram Fidus, Rodin, Rilke, Isadora Duncan, Trotsky. Aos 15 anos Emma é levada pela primeira vez ao teatro em Munique por Hermann Hesse, que junto com seu pai e o Conde Bernadotte atuavam na assistência aos foragidos de guerra. No início da década de 30 Emma Costet de Macheville radica-se definitivamente em Porto Alegre, onde inicia um dos mais fecundos e criativos trabalhos na Astrologia, formando uma grande quantidade de profissionais e pesquisadores de alta qualidade, todos moldados na mesma forma humanista e libertária em que cresceu.

A década de 30 traz consigo a descoberta de Plutão, no signo de Câncer, remetendo os astrólogos da época, ao desafio de desenvolver elementos interpretativos e preditivos do novo planeta. A Astrologia no Brasil continua a ser uma atividade de pesquisadores e profissionais isolados.

Nesta época, Danton Pereira de Souza inicia seus estudos de Astrologia e dedica-se ao trabalho astrológico que o leva mais tarde (1958), a freqüentar o Centro Internacional de Astrologia em Paris, travando conhecimento com grandes nomes da Astrologia Francesa: André Barbault, Volguine e Jean Hieroz. Foi um dos primeiros membros da Associação Brasileira de Astrologia. Até sua morte, Danton publicou trabalhos na área de Astrologia Mundial.

Ullo Getzel, abandona a Alemanha em 1935, quando começavam as perseguições religiosas e políticas do nazismo e é trazido ao Brasil pelo pai de Emma. Inicia suas atividades espirituais na Sociedade Rosa Cruz da Tijuca. No início da década de 40, juntamente com Demetrio de Toledo e outros, funda na redação do jornal A Folha Carioca, na Rua da Constituição, a Sociedade Astrológica Brasileira. Ullo Getzel ministrava cursos de Astrologia e aconselhamento astrológico. Entre outras obras, publica Horas Planetárias, e um compendio de Astrologia em dois volumes. Seus horóscopos tinham como título Mapa Estelar da Vida.

Também no Rio, durante os anos 30, trabalhavam os astrólogos Batista de Oliveira e Botelho de Abreu.

1940 – 1959

Os anos 40 se iniciam sob a conflagração da Segunda Guerra Mundial, detonada no ingresso de Plutão em Leão. Para o Brasil será um período crítico, as efemérides, cujas maiores casas editoras são alemãs, tornam-se raras.

Em 1943 Demetrio de Toledo, que havia sido cônsul brasileiro em Paris e estudado com o astrólogo Don Neroman, publica “Eis a Astrologia”. Demetrio tinha, entre outros clientes ilustres, Getúlio Vargas. Formou e ensinou novos astrólogos, além de organizar curso de Astrologia por correspondência e ter editado, entre 34 a 37, a revista Sombra e Luz.

A obra Mensagens do Astral, instruções do espírito Ramatís, psicografadas pelo médium espírita Hercílio Maes, de Curitiba, discorre sobre acontecimentos que marcariam a transição da Era de Peixes para Aquário. Mensagens do Astral e outros livros de Hercílio Maes provocou o surgimento, em todo o país, de instituições portando o nome de Ramatis, onde toda uma geração de espíritas interessados em Astrologia floresceu.

Na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, o astrólogo João Romariz, que pratica e ensina a Astrologia e durante a década de 60, será a referencia e estímulo para astrólogos que mais tarde iriam se projetar no cenário astrológico carioca. Um detalhe curioso é que Romariz foi sócio de Monteiro Lobato na prospecção de petróleo na Bahia.

O filósofo, místico e clarividente Rudolph Steiner inicia na Europa a divulgação da Antroposofia, onde a Astrologia Sideral é um dos fundamentos. No Brasil, será em São Paulo que o movimento antroposófico irá mais se destacar, especialmente na aplicação dos ensinamentos astrológicos de Steiner na cultura de plantas medicinais. Com o advento das grandes cadeias de rádio, surge o segundo momento importante para o desenvolvimento da Astrologia no Brasil, projetando duas figuras da área astrológica em âmbito nacional: Omar Cardoso e Assuramaya.

A figura marcante do astrólogo Omar Cardoso, com suas mensagens recheadas de otimismo e de um sentido construtivo, amplia ainda mais a penetração da Astrologia na alma brasileira. Também nesta época, Leo Costet de Mascheville, filho de Albert Costet de Mascheville, faz uma cruzada nacional pela divulgação do esoterismo, incluindo sempre em suas palestras estimulantes ensinamentos astrológicos.

É também na década de 50 se dá a fusão da Astrologia com a Umbanda, que pode ser considerada uma das raras ramificações genuinamente brasileira da Astrologia. Nos trabalhos de pesquisadores como W. W. Matta e Silva, no Rio de Janeiro, e o núcleo C.E.U., em Porto Alegre, resultou numa conceituação dos orixás em bases esotéricas e com estrito fundamento astrológico.

Assuramaya iniciou seus trabalhos na Granja Experimental de Astrologia, em Sepetiba, Rio de Janeiro (1954). Biólogo e proprietário de um laboratório de análises clínicas, Assuramaya percebeu a sintonia entre os ritmos lunares e a proliferação de microorganismos, ponto de partida para dedicar-se ao estudo da Astrologia. Em 1956 publica o livro Introdução Astrológica à Zootecnia onde analisa os ciclos férteis de animais selvagens e domésticos. Manteve por 12 anos atividades em rádio, com larga audiência, especialmente na Rádio Nacional, onde substituiu Omar Cardoso, chegando a receber mais de três mil cartas por mês. Mantinha coluna no O Jornal e na revista O Cruzeiro. Publicou o livro Manual de Astrologia e um almanaque que chegou a ser reeditado nos anos 70 e na década de 80.

Em 1955 se iniciam as atividades da Fraternidade Rosa-Cruz em São Paulo, que ministra cursos de Astrologia a seus membros, com base nos ensinamentos de Max Heindel, cujos livros se tornaram clássicos, unindo conceitos da Astrologia clássica com enfoque espiritualista.

1960 – 1973

Os anos 60 trazem um novo impulso para a Astrologia em escala mundial, o que se reflete também no Brasil. Sob a conjunção de Urano e Plutão em Virgem e tendo como um dos pólos mais fortes a recém fundada Brasília, a Astrologia atrai a geração hippie, embalada pelos acordes do tema musical da peça Hair, prenunciando no refrão“Let the sun shine”. A alteração de paradigmas que o acompanha começa a tirar definitivamente a Astrologia da reclusão das confrarias herméticas e do isolamento da prática individual, para uma difusão em todos os meios socioculturais.

Para isso, o advento dos microprocessadores e dos circuitos impressos, permitindo o desenvolvimento do computador pessoal contribui de forma avassaladora. Zeferino Pina Costa é o primeiro a trazer para o país um computador dedicado exclusivamente a cálculos astrológicos. Graças a sua formação em engenharia eletrônica, Zeferino irá se beneficiar amplamente da informática, sendo o pioneiro no país e um dos primeiros no mundo a estudar os efeitos de Kiron.

A maior parte dos astrólogos atuantes no país se formou ou foi formada enquanto Urano atravessava o signo solar do país, surgindo entre estes, autores de talento, pesquisadores de grande profundidade, professores que implantaram uma nova didática de ensino da Astrologia, fomentadores de eventos e congressos, fundadores de instituições destinadas a organizar e melhorar a qualidade da profissão.

Em São Paulo, por exemplo, atua o astrólogo Wilehm F. Bader, que teve, entre outros alunos Waldir Bonadei Fucher, que além de criar uma das mais importantes escolas de Astrologia de São Paulo – a Régulus – será um dos pioneiros em organizar cursos e workshops de Astrologia no interior do estado.

Em todo o país, desenvolve-se o movimento naturista. No Rio Grande do Sul, Mário Algayer Costa lidera a fundação da Associação Macrobiótica e a Fundação Editorial e Educacional Universalista, responsável pela publicação e distribuição gratuita de vários livros com conteúdos astrológicos, que incentivam o estudo e a pesquisa. Sob o nome genérico de movimento alternativo, que teve nas lojinhas naturistas a sua vitrine e nas revistas e jornais independentes a difusão de sua ideologia.

Dada a escassez de revistas especializadas em Astrologia, essas publicações abrigaram boa parte da produção escrita dos astrólogos brasileiros de 74 até a segunda metade dos anos oitenta. Podemos citar Ordem do Universo, revista Transe, Comum Unidade, Nave, Vida & Cultura, Outra, Orgon, Luta & Prazer, além dos boletins mimeografados da Comunidade dos Sarvas, de Brumadinho; da Aurora Espiritual, do Rio. Cabe assinalar ainda que astrólogos foram presença constante nos encontros anuais de comunidades alternativas – ENCAS – que prosseguem acontecendo desde 1979 ininterruptamente.

Surgem os primeiros cursos mais estruturados, culminando com a organização do IPA – Instituto Paulista de Astrologia (1969), fundado por Antônio Facciolo Neto e Ivan Moraes. Transformado em Associação Brasileira de Astrologia (1971), com o vital apoio de Alfredo César Muller, descendente direto de Johanes Muller, o famoso astrólogo de cognome Regiomontanus. Muller, psicólogo formado em Zurich, discípulo de Jung, mas seguidor da escola de Szondi assistiu ao primeiro curso de Astrologia ministrado em uma universidade européia, desde o decreto de Colbert, que em 1666, baniu a Astrologia das cátedras universitárias.

Muller, até o final de sua vida, seria um ferrenho defensor da Astrologia, dividindo com a psicóloga e astróloga Regina de Aquino de Brasília, a primazia em assumir publicamente o uso da Astrologia na prática terapêutica. Regina de Aquino, discípula de Petro Ubaldi e Emma Costet de Mascheville, destaca-se também pelo uso da Astrologia em sua prática de atendimento a doentes terminais.

Os anos 70 marcam a proliferação dos meios de comunicação, de escolas, cursos, livrarias, eventos; a vinda de astrólogos estrangeiros e a ampliação dos espaços geográficos onde se pratica e se reflete sobre a Astrologia. Reverbera ainda o boom místico da década anterior, com grupos de vários matizes místicos apropriando-se do simbolismo astrológico.

É o caso do Vale do Amanhecer, em Brasília. Por outro lado, instituições mais tradicionais como a Teosofia, abririam espaços para palestras e cursos de astrólogos de seus próprios quadros ou visitantes. Ricardo Lindemann, astrólogo formado nos cursos de Emma de Mascheville, chega a assumir cargos de alto escalão na Sociedade Teosófica e estimula a publicação de obras de Astrologia através da editora da instituição.

No auditório do Diário de Notícias no Rio de Janeiro, Assuramaya promove a realização do Primeiro Congresso de Astrologia no Brasil. Mas o encontro não atinge seu objetivo e se encerra com a realização de somente duas palestras.

Em Porto Alegre, um Ciclo de Debates de Arte e Filosofia realizado na PUC, conduzido por Darwin Oliveira aborda o tema do realismo fantástico, onde são divulgadas informações sobre a Era de Aquário.

Um veículo de comunicação que desempenha até hoje um importante papel na aglutinação de profissionais da Astrologia é a Revista Planeta (1973). Ela amplia e aprofunda o trabalho iniciado pelo Almanaque do Pensamento, abrindo espaço para a divulgação de conceitos e enfoques que só os estudiosos mais aprofundados de Astrologia tinham acesso.

1974 – 1979

Em 1974, Urano ingressa em Escorpião, o signo que ocupa o Meio Céu do Grito do Ipiranga e o signo solar da República, iniciando um período de grande expansão da Astrologia no Brasil. Nesta época, é nas livrarias que os astrólogos se encontram. Em São Paulo, na Zipak, de propriedade de Luís Pellegrini, que viria a ser um dos editores da Revista Planeta, são promovidos cursos de Astrologia. A Livraria Fretin é também um ponto de encontro informal entre profissionais e pesquisadores que ali adquirem seu material de estudo.

O mesmo acontece na tradicional Livraria Laissue, no Rio, e mais tarde na Livraria Thot em Brasília, na Horus Paulista e Pororoca, na zona sul do Rio de Janeiro, dirigida por Álvaro Piano.

O primeiro boletim astrológico da ABA começa a circular (1975) e prepara o terreno para a realização do primeiro grande encontro de astrólogos do país, três anos depois.

Astrodata seria a marca do primeiro serviço de Astrologia por computador em larga escala a ser lançado no Brasil, tendo como astrólogo responsável Assuramaya e Nelson Gorini como analista de sistemas. Num mini computador IBM, durante nove meses Assuramaya e uma equipe de 40 alunos produziram mais de cinco mil textos e 800 mil informações gravadas em fita magnética. Divergências entre os sócios proprietários do sistema impediu o lançamento final do produto – peripécias de Urano e Netuno no mapa do Grito do Ipiranga?

Assuramaya funda na Universidade Estácio de Sá o primeiro centro de pesquisa de Astrologia com respaldo acadêmico (1974), ministrando cursos de extensão para alunos da Universidade, até o ano de 1982.

Em 1977, a grande sensação é a descoberta de Kiron, que inicialmente é classificado como um planetóide, e que será tema de controvérsia entre os astrônomos, ao apresentar a formação de uma cabeleira semelhante a dos cometas à medida que se aproxima mais do Sol. (mais tarde, na década de 90, quatro outros corpos semelhantes a Kiron serão descobertos: Damocles, Omphalos, restando outros dois sem nome).

E é nesse ano que acontece na Academia de Yoga Vayuananda, do professor Carlos Ovidio Trotta, um importante encontro entre uma nova geração de astrólogos do Rio de Janeiro. Um dos alunos da academia, Pedro Tornaghi, irá se destacar por um pioneiro trabalho de união da yoga e meditação com Astrologia, desenvolvendo um método que chamou de Astro Deprogramação. Através de práticas que atuam sobre os chakras, a técnica propõe a possibilidade de uma experiência mais integrada das energias presentes no mapa natal e nos trânsitos.

O sistema foi aperfeiçoado ao longo de sete anos de pesquisas e aprendizado na Índia. Entre 88 a 90, Pedro Tornaghi enfrentou o desafio semanal de descrever a personalidade de uma figura de famosa sem saber de quem se tratava. A descrição astrológica era publicada ao lado de uma entrevista em que o retratado e alguns amigos, analisavam o seu perfil.

A coluna só cessou quando o plano Collor impôs uma contenção de despesas no JB. Atualmente, Tornaghi desenvolve um novo estudo inédito que estabelece a relação dos ritmos respiratórios com as energias dos planetas.

Também é em 1977 que a profissão de Astrólogo ingressa no Código Brasileiro de Ocupações do Ministério do Trabalho sob o Código 1-99, incluída entre os trabalhos científicos, técnicos e artísticos. Esta foi uma importante conquista da ABA em prol da classe.

Já no final da década ocorre o Primeiro Colóquio Brasileiro de Astrologia – organizado pela Escola Superior de Ciências, dirigida pelo Prof. Flávio Pereira e pela ABA, então presidida pelo Dr. Juan Alfredo César Muller (1978). O evento se realizou nos 14 a 16 de abril, no auditório Brasílio Machado Neto na Federação de Comércio do Estado de São Paulo e reuniu alguns dos mais expressivos e atuantes profissionais da área.

Os astrólogos presentes elaboraram uma Declaração de Princípios referente à Astrologia no Brasil, em doze itens. Com o objetivo de buscar uma nova linguagem para o atendimento, ensino e divulgação, surge no cenário a Escola Júpiter de Astrologia, em SP (1979), que mantém serviços de consultas, cursos regulares e edita três números da Revista Júpiter durante seu primeiro ano de funcionamento.

A Escola Júpiter, como outras escolas, organizou seminários, eventos, palestras tais como o Pequeno Seminário de Astrologia (fev/79) e o Segundo Seminário de Astrologia (set/79). O pioneirismo da Escola Júpiter – fundada por Olavo de Carvalho, Mary Lou Simonsen e o autor destas linhas – foi ter sido a primeira escola de astrologia brasileira que promoveu a vinda de um astrólogo estrangeiro para um evento: Boris Kristoff (Paraguai).

A Escola Júpiter acaba incentivando o surgimento de outras escolas: a de Cláudia Lisboa no Rio de Janeiro, de Maurice Jacoel – a Girasol – e a GEAGrupo de Estudos de Astrologia de Elizabeth Friederich.

A Astrologia dá mais um passo de volta à Academia em 1979, quando Juan Alfredo César Muller, auxiliado por Raul Varella Martinez ministra o primeiro curso de extensão de Astrologia aplicada na Psicologia na PUC de São Paulo. Raul Varella irá dar continuidade a esta iniciativa entre os anos de 86 a 94, mantendo cursos anuais de extensão universitária em Astrologia no Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp).

Os cursos buscavam verificar a validade de alguns princípios astrológicos observados em cartas de pessoas de projeção pública, destacando-se os estudos feitos nos temas de Ayrton Senna, Getúlio Vargas e do acidente que vitimou Ulysses Guimarães.

O Primeiro Seminário de Astrologia no Rio de Janeiro realiza-se entre 21 a 22 de setembro de 79, promovida pela ARCA e será de fato, o primeiro evento de caráter nacional a acontecer entre os cariocas.

Em 1979, a ABA realiza em São Paulo, o Segundo Colóquio Brasileiro de Astrologia. Dividindo, a partir daí com o Rio de Janeiro o palco dos grandes eventos de astrologia no país, a ABA realiza entre 80 a 92, nada menos do que nove congressos nacionais, mais um colóquio e três congressos unindo Astrologia e ciência herméticas.

A exemplo do que já vinha acontecendo na Europa e Estados Unidos, começam a surgir no país – especialmente em shoppings – os primeiros serviços de interpretação e previsões astrológicas por computador, que depois de quase duas décadas vêm sendo substituídos pelos serviços telefônicos pré-gravados e ao vivo.

1980 – 1984

A década de 80 traz o ingresso definitivo de Urano na Casa X do Grito do Ipiranga, com eventos de Astrologia de grande porte acontecendo no eixo Rio-São Paulo. A década se inicia pelo surgimento do primeiro sindicato em São Paulo e da primeira sociedade de astrólogos, no Rio.

É nesta década que se firma a ponte entre a Astrologia e a Ufologia, por nomes como Luiz Gonzaga Scortecci de Paula e Ademar Eugênio de Melo. Surge também a ligação da Astrologia e Homeopatia, que teve um dos seus precursores com o Dr. Fiore Feola Filho em São Paulo.

A acupuntura, que viria a ser reconhecida como especialidade médica no Brasil na década de 90, é também motivo de presença de astrólogos em eventos sobre o tema, e de estudo, por parte de médicos das bases astrológicas dos cinco elementos, notadamente por Silvio S. Harres.

A medicina fará outro elo com a astrologia, através das terapias florais e o médico Roberto Oliveira e Sérgio Mortari, homeopata e cirurgião plástico, começam, na década de 80, um importante resgate das raízes astrológicas da medicina. Roberto Oliveira trará mais tarde, da Alemanha, rico material de pesquisa do Departamento de História da Universidade de Frankfurt, sobre a história da Astronomia.

Mortari, além de estruturar todo um trabalho de diagnóstico utilizando-se de importantes fundamentos da Astrologia, destaca-se como o primeiro professor regular de um curso de Astrologia e Medicina, no Insitituto Delphos, de São Paulo e como palestrante do assunto em eventos por todo o país.

Na primeira metade da década, o Centro Astrológico de São Paulo, liderado por Hélio Amorim, Rui Alvarenga, Marcos Alvarenga e Ilza Fiúza publicam a revista Astrologia. Amorim realiza um trabalho de compilação de textos inéditos de vários cursos que frequentara no passado.

A primeira Associação de Astrólogos Profissionais do estado de São Paulo é organizada (1980) pelo mesmo grupo que fundara o IPAInstituto Paulista de Astrologia e a ABAAssociação Brasileira de Astrologia. Começam também as primeiras tentativas de legalização e reconhecimento oficial da profissão.

Transformada mais tarde em sindicato (1988) associação paulista dará frutos: surgem depois os Sindicatos do Rio de Janeiro e Pernambuco.

A 18 de setembro de 1980 é fundada a SARJSociedade de Astrologia do Rio de Janeiro – que movida pelo carisma e capacidade de agregação de Maria Eugenia de Castro, toma a liderança dos grandes eventos de Astrologia, reunindo no Rio de Janeiro o que há de melhor na Astrologia Nacional. Maria Eugenia amplia a atuação da SARJ colocando o Brasil no circuito dos eventos mundiais com a vinda de alguns nomes importantes aos quatro congressos de cunho internacional que realizou com grande brilhantismo. Ela é responsável também pelo nascimento do SINARJ e da Escola Superior de Astrologia, formando em seus cursos uma grande quantidade de expressivos nomes da astrologia carioca.

Movimento em Revista foi o título da primeira tentativa de um mini tablóide de distribuição gratuita no Rio de Janeiro, com amplo conteúdo astrológico, fundado por Paulo Carvalho e que tinha no conselho editorial a hereditariedade astral.

No mesmo ano nasce a Astroscientia, que na tentativa semelhante do Instituto Delphos de São Paulo, busca dar a seus cursos um currículo com características universitárias. Ali, uma plêiade de profissionais ministra aulas e workshops. Foi no Centro Educacional da Lagoa (CEL), em 1981, que surgiu a primeira associação de astrólogos para a manutenção de um curso regular de Astrologia. Maria Eugenia de Castro, Cid de Oliveira e Gustavo Corrêa Pinto, professor de I Ching, locaram três salas da escola e mantinham cursos em conjunto.

Fernando Fernandes produz a primeira dissertação de mestrado brasileira que analisa ideologicamente o fenômeno da cultura alternativa e sua contraposição ao modelo convencional, abordando as comunidades rurais e o conceito de Era de Aquário.

Danton de Souza lança em 1982 o livro Predições Astrológicas, fruto de mais de 50 anos de pesquisas, é uma obra pioneira em Astrologia Mundial no país, analisando com precisão minuciosa os temas astrológicos do Brasil, França, Rússia, Portugal, Alemanha, Itália, Israel e Argentina. Ali, Danton apontava para março de 1991 o início de um período de crise para o governo e assinalando nos anos de 92 a 94 de grandes dificuldades para o país o que coincidiu com a crise do período Collor-Itamar Franco. Somente anos mais tarde (1996) o trabalho de Danton terá uma continuidade, apesar da existência de várias pesquisas importantes na área, com a publicação do livro No Céu da Pátria Nesse Instante, de Barbara Abramo.

Em 1983, Valdenir Benedetti participa, no Rio de Janeiro, de um evento que tem por tema o destino, organizada pela empresa Mandala. No ano seguinte, estará presente no Congresso da SARJ realizado no Hotel Glória. Naquele mesmo ano, inicia sua trajetória de promotor de eventos e coordenador de publicações para a Editora Hipocampo, a par de seu trabalho editorial na Editora Três, na série Astrologia Hoje.

Valdenir é o pioneiro em reunir trabalhos inéditos de grandes nomes da astrologia nacional. Possibilidades Terapêuticas da Astrologia e Interpretação do Horóscopo – Técnicas e Estilos, e Astrologia Hoje são os títulos das publicações.

A SARJSociedade de Astrologia do Rio de Janeiro realiza em 1984 seu primeiro grande evento: é o Primeiro Encontro Aberto de Astrologia do Rio de Janeiro. Participam profissionais de expressão e grandes pesquisadores.

Em paralelo ocorrem cursos introdutórios e consultas. A este evento seguirão outros nove, sempre com grande assédio de público: Em 1985 o Primeiro Congresso Internacional no Hotel Nacional, em 86 na Academia Brasileira de Letras, em 87, 88 e 89 no Copacabana Palace; em 91 na Faculdade da Cidade, em 93 no Teatro da Barra, em 94 no Fórum de Ipanema e em 1997 no Teatro do Leblon. Em Fortaleza, Ceará, é fundada a SACSociedade Astrológica Cearense (1984). Em 1984, Anna Maria Costa Ribeiro, lança pela Editora Hipocampo o livro Conhecimento da Astrologia, que além de ser o primeiro grande compêndio de astrologia nacional, se tornará o primeiro grande sucesso editorial da área.

1985 – 1989

Carlos Alberto Botton publica a primeira Tábua de Casas para o Hemisfério Sul, pela Editora O Pensamento (1985). Dois anos antes, Botton inicia com Mary Lou Simonsen o AstroCenter, que virá a ser um pólo de intensas atividades em aconselhamento, pesquisa, workshops, astrologia empresarial, software e formação de Astrólogos.

O Astrocenter traz ao Brasil Richard Eidemon – o primeiro parceiro de Liz Greene e Jeff Jawer, criador do Astrodrama, para cursos e palestras de grande repercussão.

Em março de 1985 os fundadores do Astrocenter participam como conferencistas do décimo quarto encontro anual da National Astrological Society, realizado no Kanover Renaisance Hotel em Miami com a palestra de “The Work of Emma Costet de Mascheville”.

Ainda naquele ano, o evento Novos Caminhos da Astrologia, organizado por Valdenir Benedetti é o primeiro a utilizar-se da projeção de mapas gerados em computador em telão de vídeo.

É também em 85 que Osmar Jardim organiza um pioneiro serviço profissional em astrologia empresarial e financeira, faz os mapas de todas as empresas que negociavam ações nas bolsas de valores, passando a montar carteiras de papéis para investidores.

Adonis Saliba e Dulce Montes fundam em Belo Horizonte (1987) a AstroInvest, empresa dedicada à astrologia financeira de Bolsas de Valores. Embora tenha tido sucesso, se dissolveu por achar-se distante do principal eixo financeiro do país.  Além deste trabalho, Adonis detém a rara condição de astrólogo e produtor de Urânio mineral.

Em Minas Gerais a Escola Universos Centro Cultural, fundada por Renato Quintino (1985) é quem lidera o movimento astrológico. Entre 1989 e 1996 promove congressos anuais de Astrologia, com a participação de astrólogos de vários estados do país, culminando com a presença de Dona Cunnigham, astróloga norte-americana.

Nasce em Salvador a Plêiades, Núcleo de Estudos de Astrologia. O grupo atua ativamente na produção e organização do “Primeiro Encontro Nacional de Astrologia na Bahia”.

Amauri Magagna produz o primeiro software genuinamente brasileiro de Astrologia: Vega (1986). A este se seguirão vários outros, destacando-se Pégasus e Canopus.

Em Curitiba, acontece o “Encontro Nacional da Era de Aquário”, no Hotel Paraná Suite – promovido pela Aquariana Cultural. Até 89, Ana Mendes irá polarizar o movimento astrológico em Curitiba. Na segunda metade da década de 80, surgem vários movimentos em busca de uma união da linguagem corporal e da astrologia, os mais expressivos situam-se no Rio de Janeiro e Ceará, criados por Zoé de Freitas e Claúdia Carvalho.

Em Junho de 1987, sob o trígono de Júpiter em Áries com Urano em Sagitário acontece o Primeiro Encontro de Astrologia na Bahia promovido pelo Grupo de Astrologia da Bahia, composto pela associação das escolas Plêiades, Astrolab e Phoenix. Além de estabelecer um marco na história da Astrologia na Bahia, será o primeiro grande evento a acontecer fora do eixo Rio-São Paulo.

O Primeiro Encontro Nacional de Psicomagia, em São Paulo, será a última participação pública de Juan Alfredo César Muller em eventos ligados à Astrologia. Também no ano de 89 foi formada em Curitiba, por iniciativa de Aline Alvarenga a sociedade ASASAstrólogas Associadas, que proporcionou a estrutura básica para a realização do evento “O Futuro da Astrologia” (1992) em parceria com Valdenir Benedetti.

Em novembro de 1987, a Escola Totalidade, traz ao Brasil o casal Bruno e Louise Huber, do API – Astrologisch Psychologisches Institut de Zurique para cursos, conferências e lançamentos de livros. O casal Huber participa de vários eventos e seminários promovidos pela Totalidade, estimulando estudantes e aperfeiçoando profissionais, não só da capital como também do interior de São Paulo, num esforço pioneiro de Elisa Gerra Malta Campos e Sônia Lima. José Maria Gomes Neto, um dos alunos do curso ministrado pelo casal Huber em Campinas irá polarizar o movimento astrológico em Niterói no estado do Rio, com a abertura de oficinas de estudo da Astrologia. Mais tarde, em 1996, inaugura o espaço Jardim Secreto, onde mensalmente recebe centenas de interessados em Astrologia para palestras sobre as lunações.

O II Encontro Nacional da Era de Aquário acontece em Curitiba, entre 29 a 31 de julho de 1988, no Teatro Guairá, promovido pela Aquariana Cultural e a Escola Totalidade. Em outubro deste mesmo ano, realiza-se o Primeiro Encontro Porto-Alegrense de Astrologia, realizado de 20 a 23 de outubro, no Clube de Cultura. Apesar de contar com uma profunda e disseminada cultura astrológica, principalmente pela longa atuação de Emma Costet de Mascheville em Porto Alegre, a tentativa de fundação de uma associação não progride.

Um persistente grupo de astrólogos se reúne durante todo o ano de 89, na tentativa de formar no Brasil, uma entidade semelhante à AFANAmerican Federation of Astrologers Network. A AFAN nasceu da reação de um grupo de Astrólogos americanos à falta de democracia e transparência da mais antiga instituição de Astrologia nos USA: a AFAAmerican Federation Astrologers, que não cedia a nenhum outro grupo sua mala direta para divulgação de eventos independentes. O grupo brasileiro chega a elaborar um minucioso estatuto, mas o ideal não se concretiza.

Nativitas

James Martin Harvey

Por conta de suas pesquisas, James Martin Harvey acumulou uma das mais raras bibliotecas de astrologia em todo o mundo. A Escola Triom tem como um de seus fundadores Rodrigo Araês Caldas Farias, que ali ensina astrologia esotérica e tradicional. Ele foi pioneiro em falar publicamente sobre as ligações da astrologia e vidas passadas, no Primeiro Colóquio Brasileiro de Astrologia (1978), abrindo caminho para Ademar Eugênio de Melo, Waldemar Falcão, Antonio Escavone e José Maria Gomes Neto, que entre tantos outros, dedicam-se ao tema.

Em março de 1992 ocorre o encontro Astro 92 no auditório do jornal O Dia. Em setembro e dezembro deste ano, realizam-se em São Paulo e Curitiba, os eventos O Futuro da Astrologia, coordenados por Valdenir Benedetti e Aline Alvarenga. É o primeiro no gênero a dedicar-se exclusivamente a uma reflexão sobre a prática da Astrologia e o papel do astrólogo.

Sob a conjunção exata de Urano e Netuno em Capricórnio, acontece no Rio de Janeiro, na Fundição Progresso e no Hotel Marina Palace o evento Céu Aberto, que será o primeiro a proporcionar um curso de introdução à Astrologia com entrada franca. Lá é exibido o vídeo “Muitos Falam por Mim” produzido em conjunto por Claudia Lisboa e seus alunos. O trabalho é o primeiro registro em vídeo tape do processo de ensino e aprendizado da astrologia baseado no testemunho dos participantes de um curso. Claudia inova a metodologia de ensino da astrologia, conduzindo seus alunos através da associação do ensino da teoria com vivências coletivas dos signos, casas e planetas.

Chega às bancas o Universus (1994) o mais bem sucedido jornal de Astrologia surgido em nosso país, que chega a atingir a marca de 20 mil exemplares distribuídos mensalmente. Veículo de divulgação da escola Astro*Time, fundada por Otávio Azevedo e Paula Salotti, é também o único de circulação nacional. Universus é também a única publicação de astrologia brasileira disponível na Internet.

A Gravadora Polygram lança a coleção Astrodisc, composta por 12 Cds contendo previsões, musicas especialmente compostas para cada signo, textos e fotos ilustrativos e um gráfico para calculo do Ascendente.

Acontece em Salvador o Primeiro Simpósio de Astrologia da Bahia coordenado pelo núcleo de Astrologia da Bahia (1994).

Neste mesmo ano, liderados por André Peixoto, um grupo de astrólogos encaminha à Câmara Legislativa de S. Paulo, o projeto do Museu de Astrologia Contemporânea. Além de buscar reunir acervo sobre a história da Astrologia, o projeto prevê a formação de uma biblioteca informatizada e atividades culturais. Ivan de Freitas, um dos participantes do grupo, além de sua atuação em jornais, revistas e programas de rádio e TV, é o primeiro astrólogo a assumir a direção de uma rádio – Antares FM 106,5 MHz de São Caetano do Sul em São Paulo e a colocá-la a serviço da divulgação da Astrologia.

1995 – 1997

Felipe Heuser, que fez parte de sua formação com a astróloga Emma Costet de Mascheville e na Grande Fraternidade Universal de Porto Alegre, torna-se em 1995 o primeiro astrólogo brasileiro a exibir uma página na rede internacional de computadores Internet.

Oscar Quiroga após colher grande sucesso nas colunas de jornais e revistas, estrutura em São Paulo, o primeiro serviço de atendimento de Astrologia pelo telefone, através do prefixo 0900 (1995). A partir daí estes serviços irão se expandir com ofertas de consultas telefônicas por grupos liderados por profissionais nacionais e estrangeiros.

Naquele mesmo ano, Marcos Vannuzini inaugura na Internet a lista de discussão de Astrologia e Ocultismo Equinox, que depois toma o nome de Solstix. A lista reunirá mais de uma centena de interessados no primeiro fórum eletrônico à disposição dos astrólogos no país e assinala o ingresso definitivo da astrologia brasileira na grande teia aquariana de troca de informações. Luciana Leme, astróloga formada com Cláudia Lisboa, seguindo a tradição familiar de atuar na área de comunicação, abre o primeiro canal de bate papo de Astrologia na Internet brasileira.

O décimo congresso de Astrologia da SARJ realiza-se no teatro do Leblon de 8 a 10 de novembro. Em Busca da Felicidade é a chamada para o evento que se realizou logo após o ingresso do Sol em Áries, no auditório do Othon Palace Hotel, na Bahia, buscando uma reciclagem da Astrologia local com o ingresso de Urano em Aquário.

Entre 24 a 25 de janeiro de 1997, o SINARJ realiza com amplo sucesso, sob a conjunção de Sol, Júpiter e Urano em Aquário, o Primeiro Encontro Nacional de Astrologia. Um dos pontos altos do evento é o primeiro debate entre astrônomos e astrólogos. Representando a Astronomia comparecem Sérgio Menge de Freitas, Alberto Delerue e Jorge de Albuquerque Vieira.

No ingresso em Áries de 1997, se realizam simultaneamente, em São Paulo e Rio, os eventos Astrologia em São Paulo e o Encontro @berto de Astrologia, que unidos por um canal IRC na Internet, lança a primeira semente dos eventos interativos no país. O encontro de São Paulo, coordenado por Valdenir Benedetti. Será a primeira vez, desde 1978, onde as várias correntes de Astrologia de São Paulo se fazem presentes.

Inaugura-se na MTV o quadro Pop Astral no programa Semana MTV, pioneiro em enfocar as relações da Astrologia com o mundo musical. Em maio de 1997, entra em fase de teste a lista de discussão Prometeu, primeira dedicada exclusivamente à Astrologia e que depois irá se transformar na lista de discussão de Astrologia Mundial Zigurat, também única no tema em nosso país. Em junho, nos dias 20 e 21 realiza-se no Rio de janeiro o “Primeiro Encontro Nacional do Solstício”, no Fórum de Ciências da UFRJ – Urca. O evento propõe uma discussão aberta sobre o destino e a liberdade humana.

Num país de dimensões continentais as telecomunicações e a Internet com certeza irão ser o grande canal de expansão da Astrologia e a possibilidade de que os cursos e consultas não tenham mais limites geográficos. O ideal de se criar uma rede de contato entre astrólogos está se consolidando através das listas de discussão, que em breve poderão suportar canais de áudio e vídeo.

Os eventos tenderão também a se sofisticar em interatividade, mas sem dúvida os encontros pessoais serão ainda a grande forma de trocas mais profundas e efetivas. No encerramento deste texto, sincronicamente, recebo email da Vannuzini anunciando a implantação do primeiro diretório da Comunidade Astrológica Brasileira na Internet – o ZiNet CAB.

Os aspectos astrológicos recorrentes em todos os principais temas associados à história do Brasil, apontam, sem qualquer dúvida que aqui irá se desenvolver cada vez mais, uma visão muito particular e inovadora da Astrologia. Esta breve esta resenha histórica será um testemunho disso.

Por último, meu agradecimento a Adonis Saliba e à Makron Books, que na qualidade de maior editora de livros técnicos e de administração do país, ao decidir editar uma obra como essa, deixa patente não só sua convicção na importância da Astrologia no mundo moderno, mas também na existência de um público no Brasil com interesse suficiente para lhes garantir, sob a atmosfera propícia de Júpiter e Urano em Aquário, mais um novo sucesso neste segmento editorial.

Agradeço aqui a todos que me auxiliaram com informações, críticas e sugestões, em especial a Fernando Fernandes e Barbara Abramo, sendo toda e qualquer imprecisão plena e única responsabilidade minha.

Petrópolis, sob o trígono de Sol em Gêmeos e Urano em Aquário de maio 1997, Antonio Carlos S. Harres.

Cadernos Brasileiros de Astrologia

História da Astrologia: Professor Rubens Peiruque, em Bagé, em 1943

3 replies »