A Astrologia e a Ritualização dos Jogos Cooperativos

Tânia Cristina Morgado Gori

Uma Visão Integradora da Astrologia, dos Ritos de Passagem e dos Jogos Cooperativos

  “Nós podemos curar as doenças físicas com remédios, mas a única cura para a solidão e o desespero se chama amor. Existe muita gente no mundo que é capaz de morrer por um pedaço de pão, mas existe muito mais gente que é capaz de dar a vida por uma migalha de amor”

Teresa de Calcutá

Resumo

 Os Ritos de Passagem, nas suas várias modalidades, formas e funções, não se encontram apenas nas etapas cronológicas da vida, nascimento, infância, puberdade, maturidade, velhice e morte, mas nos ritos de crises existenciais, e em outras facetas do cotidiano. Através dos ritos são marcados os estados da alma. Ajudam a celebrar bons momentos e atravessar os maus. Assim como os Jogos Cooperativos. Cada fase da vida, e de momentos é marcada pela movimentação dos Astros, e este estudo chama-se Astrologia. Partindo da integração desses pontos realizou-se um estudo com o objetivo de mostrar que a união desses tópicos pode trazer um grande resgate a totalidade do ser humano.

 Observação

 Neste texto, não irei apontar qual a melhor definição para os signos, se eles derivam das constelações ou da eclíptica. Neste caso, a autora, mesmo sem considerar qual é o sistema astrológico mais usado comumente, trabalha sobre a simbologia e traços arquetípicos dos signos, e por esta razão a visão didática e astronômica dos diferenciais interpretativos da astrologia não será a determinante do seu trabalho.

A descrição completa dos jogos astrológicos cooperativos desenvolvidos pela autora está em seu Trabalho de Conclusão de Curso.

César Augusto – Astrólogo

 Introdução

 O Ser Humano é o elemento da natureza que possui a maior complexidade, é um ser holístico1que está dentro do Universo. Em virtude de a natureza possuir seus ciclos naturais de desenvolvimento, os seres humanos, como seres naturais, também passam por vários ciclos de desenvolvimento. Ciclos que são marcados pelo céu, pela terra e pelo próprio ser humano.

 1 Segundo Leonardo Boff, Holismo provém de holosem grego que significa totalidade. É a compreensão da realidade que articula o todo nas partes e as partes no todo, pois vê tudo como um processo dinâmico, diverso e uno.

 Nos dias atuais, com a grande aceleração das informações, gerando a “famosa” falta de tempo ou da indiferença entre muitos, se esquece à importância desses ciclos, de abrir e fechar as janelas em nossa estrada, da finalização e do recomeço. Criando angústias e incertezas, que em muitos casos não se sabe como ou de onde surgiram.

 O homem como ser natural, inserido e integrado harmonicamente na natureza, está cada vez mais sendo estudado e dessa maneira abrindo possibilidades para desenvolvimento do exercício de convivência, para a paz, a verdade e a não-violência. Práticas essas já vivenciadas por antepassados há alguns séculos. Em O poder do Mito, Campbell2cita a resposta do chefe Seattle, em 1852, a uma proposta de compra das terras de sua tribo feita pelo governo americano:

O Presidente, em Washington, informa que deseja comprar nossa terra. Mas como é possível comprar ou vender o céu, ou a terra? A idéia nos é estranha. Se não possuirmos o frescor do ar e a vivacidade da água, como vocês poderão comprá-los?

Cada parte desta terra é sagrada para meu povo. Cada arbusto brilhante do pinheiro, cada porção de praia, cada bruma na floresta escura, cada campina, cada inseto que zune. Todos são sagrados na memória e na experiência do meu povo.

 Conhecemos a seiva que circula nas árvores, como conhecemos o sangue que circula em nossas veias. Somos parte da terra, e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs. O urso, o gamo e a grande águia são nossos irmãos. O topo da montanha, o húmus das campinas, o calor do corpo do pônei, e o homem, pertencem todos à mesma família.

 2 Joseph Campbell, O poder do mito, São Paulo, Palas Athena, 1990, p.34

Com essa grande fala do chefe Seattle, percebe-se que coisas que consideradas crenças primitivas se mostram mais sofisticadas que as atuais. Nota-se que para os antepassados o homem é a natureza, e como natureza, o homem deverá voltar a fluir em seus ciclos naturais. Ciclos esses marcados pelos Ritos de Passagem.

 Os Ritos de Passagem podem ser um poderoso instrumento para resgatar os pedaços espalhados da espécie humana. Trazendo de volta o ser integral, uno e completo, sabendo que são seres naturais e que foram criados para a felicidade e para o bem estar.3

 3 Tânia Gori – Bruxaria Natural – Uma escola de magia – Alfabeto – SP – 2000.

 Segundo a antroposofia4, o homem é formado pelo corpo físico (terra), etéreo (fogo), astral (ar) e pelo Eu (água), elementos esses que são observados na natureza como um grande todo.

 4 Rudolf Steiner – O Conhecimento Iniciático – Antroposófica- SP – 1923.

 A observação do homem, de sua representação microcósmica, dos astros e elementos da natureza é uma das mais antigas pesquisas do ser humano. E sua associação à aspectos do comportamento humano foi se desenvolvendo em vários estágios. A Astrologia é uma das mais antigas e eternas ciências do mundo, a primeira interação do homem com o Universo. Um grito primevo em busca do absoluto.

 Cada constelação marca de forma definitiva um ciclo da vida de cada ser, e esse ciclo pode ser referenciado através de um Rito de Passagem específico.

 Sendo os Jogos Cooperativos, também, um instrumento que nasce nos primórdios da civilização, acredita-se que estavam ligados a práticas religiosas, mitos e rituais mágicos.5 Assim, esse estudo traz uma reflexão sobre como três instrumentos antigos podem promover mudanças funcionais no ser humano promovendo bem estar entre as pessoas.

 5 Maria Magdalena Vila Uribe – Mitologia e Jogos Cooperativos – Uma abordagem arquetípica do Jogo – Santos 2002.

 Através de Ritos de Passagem, que estarão em harmonia com cada movimento do céu e assim com cada etapa da vida do ser humano, as pessoas se encontrarão mais inteiras, despertando, dessa maneira, a alegria, o bem estar e integração social. Os Ritos de Passagem serão otimizados se forem associados aos Jogos Cooperativos, que podem ser aplicados no contexto social (sociológico), contribuindo na educação (educacional), como meio para compreender melhor o funcionamento da psique (psicológico), através dos costumes e história das diferentes culturas (antropológico), e expressões culturais (folclórico) e também o desenvolvimento integral do ser humano e seus aprimoramentos em sua qualidade de vida (filosófico). Assim, o jogo atua nas dimensões do ser humano em sua integridade – física, mental, emocional e espiritual e esses podem estar sincronizados com os aspectos astrológicos.

 O Contexto esta monografia ousa despertar um novo conceito dentro da visão acadêmica, elaborando possibilidades reais para aplicação de aspectos astrológicos, através dos ritos-jogos para desenvolver um aperfeiçoamento no exercício de convivência.

 A metodologia adotada será fundamentada na pesquisa teórica realizada através de estudo bibliográfico, documental, tendo como instrumento uma compilação dos conceitos bibliográficos associados à aplicação em pesquisas exploratórias e explicativas.

 Capítulo 1

 Os Ritos de Passagem: Sua Origem e sua Importância

“O visível se conhece a partir do invisível, e o invisível a partir dos símbolos que são as coisas visíveis”

 Jean de Saint Denis

 Arnold Van Gennep6, em 1908, na França, foi o pioneiro nos estudos sobre os Ritos de Passagem. No Brasil, o trabalho de Gennep foi traduzido para o português e publicado em 1978. Na apresentação da referida obra, Da Matta7 coloca as várias contribuições que Gennep trouxe ao estudo dos rituais, principalmente, no sentido de que “viver socialmente é passar, e passar e ritualizar.”

 6 Arnold Van Gennep. Os ritos de passagem. Rio de Janeiro, Vozes, 1978. 181p.

 7 Roberto Da Matta. Os ritos de passagem. Rio de Janeiro, Vozes, 1978. p.11-21

Para muitos pode parecer inesperada a afirmação que em qualquer tempo ou qualquer lugar, a vida social é sempre marcada por ritos, pois as pessoas tendem a negar a importância dos rituais em suas vidas cotidianas.

 Normalmente, se associam os ritos a eventos de sociedades históricas, ou em outro extremo, de sociedades indígenas. Existe a crença de que as pessoas pensam e vivem de forma lógica e racional, dessa maneira tendem a imaginar que a vida fora do mundo urbano ocidental é não-racional, mística ou mesmo irracional. E através desses julgamentos as pessoas estão cada dia se afastando mais e mais umas das outras. É nesse contexto que os ritos abrem as possibilidades para acalmar essas inquietações.

 Dessa maneira, para sair do julgamento, segue uma definição operativa de rito (ritual). Segundo o antropólogo Stanley Tambiah em 1985:

 O ritual é um sistema cultural de comunicação simbólica. Ele é constituído de seqüências ordenadas e padronizadas de palavras e atos, em geral expressos por múltiplos meios. A ação ritual nos seus traços constitutivos pode ser vista como “performativa” em três sentidos: 1) no sentido pelo qual dizer é também fazer alguma coisa como um ato convencional. 2) no sentido pelo qual os participantes experimentam intensamente uma performance que utiliza vários meios de comunicação e 3) finalmente, no sentido de valores e conhecimentos sendo inferidos e criados pelos atores durante a performance.

Para Gennep, os Ritos de Passagem compreendem uma sucessão de etapas, o que não significa que estas sejam estáticas ou imutáveis. Pelo contrário, são dinâmicas e recriadas. O simples fato de perceber que o indivíduo modificou-se traz atrás de si a passagem por diferentes etapas da vida e a travessia de diversas fronteiras.

 Os Ritos de Passagem, nas suas várias modalidades, formas e funções, não se encontram apenas nas etapas cronológicas da vida, nascimento, infância, puberdade, maturidade, velhice e morte, mas nos ritos de crises existenciais, e em outras facetas do cotidiano. Através dos ritos são marcados os estados da alma. Ajudam a celebrar bons momentos e atravessar os maus, as alegrias e as agonias.

 Segundo Da Matta, o ritual tende a criar o momento coletivo, fazendo sucumbir o individual e o regional no coletivo e no nacional. Desta forma, o autor dá a entender que tudo pode ser posto em ritualização. Tudo o que faz parte do cotidiano pode ser estudado sob o ângulo da ritualização.

 Porém, estudando a bibliografia existente sobre o assunto percebe-se que alguns autores discordam de Da Matta. Para Trindade-Serra e Capinan8, por exemplo, nem tudo é rito na vida social. Para eles, para que um fenômeno seja considerado um rito, se faz necessário que exista algo especial no fenômeno, ou ainda segundo o antropólogo Stanley Tambiah, devem existir valores a serem passados.

 8 Trindade-Serra, O.J.Capinan. Anuário Antropológico. Rio de Janeiro-Tempo Brasileiro.1981.

 Sobretudo, de uma maneira geral, os autores que estudam e desenvolvem trabalhos sobre os Ritos de Passagem concordam que os rituais representam a forma através das quais as pessoas se relacionam e desenvolvem diferentes papéis sociais.

 Para Douglas9 “os rituais representam a forma das relações sociais e dão a elas expressão visível. Capacitando as pessoas a conhecerem sua própria sociedade”.

 9 Mary Douglas. Pureza e perigo. São Paulo. Perspectiva, 1966. 215p.

 Dessa forma, os ritos, quaisquer que sejam, são caracterizados por possuírem um alto teor simbólico ou por serem vivenciados de forma compartilhada, durante sua execução os símbolos vão sendo transformados e vai se aumentando a carga afetiva e significativa na vida social.

 Os Ritos, tradições e costumes são uma necessidade humana básica, ritualizam os acontecimentos como um meio de entendê-los. As passagens da vida são marcadas por eventos. A morte traz tristeza, raiva e confusão, e assim necessitamos de um rito de passagem para ela. Muitas tradições possuem dois rituais um para quem morreu e outro para os sobreviventes. Quanto mais difícil e confuso for o evento maior a necessidade para um ritual. O Rito mostra que se deve parar, mudar e adaptar.

 Há dois grupos para o qual cada Rito de Passagem é executado: a sociedade e a pessoa ou as pessoas que atravessam a passagem. Os Ritos de Passagem encorajam as comunidades em mudar, alegrando e sendo testemunha da passagem. Quando a comunidade se reúne para testemunhar uma passagem, se reconhecem como parte da mesma comunidade, como algo maior.

 Os Ritos de Passagem promovem uma transformação, trabalham para reconhecer a transformação que está ocorrendo. É uma espécie de lembretes internos profundos. Os Ritos de Passagem despertam o eu interior.

 Desde os primórdios da humanidade, os homens usam rituais variados para entrar em contato com os seres da natureza, dos espíritos ancestrais. Nas sociedades paleolíticas e neolíticas, rituais de nascimento e morte eram realizados em grutas e cavernas, que simbolizavam o encontro com a natureza. Mais tarde, os povos antigos começaram a dramatizar seus mitos. A combinação de dança, mímica, música, textos, vestimentas e objetos cerimoniais variavam em função da cultura de origem.

Os povos antigos celebravam com seus rituais as transformações e a regeneração da Natureza. Os rituais eram uma parte integral e essencial da existência humana, dando um significado mais profundo às vicissitudes e dificuldades da vida e proporcionando uma conexão com a natureza. Havia rituais para caçar, para plantar e para colher, para reconhecer e celebrar as mudanças da natureza vegetal e humana, para cura, para comunicação com os antepassados e com os seres da natureza, ordenações ou ainda fases da lua.

Porém, com o passar do tempo e a transição das comunidades agrárias e pacíficas para sociedades belicosas, as conquistas tecnológicas e a violentação da Terra, a humanidade perdeu a conexão com a mãe natureza e trocou a maneira pacífica de viver, celebrar, pedir e agradecer por cerimônias formais e rituais institucionalizados. Alguns ritos sobreviveram, principalmente, nas tradições dos povos nativos e nos costumes folclóricos dos países europeus.

Perdeu-se a conexão com os momentos importantes da vida, esquecendo de refletir sobre os eventos que ocorrem ao redor, pararam de questionar de onde vieram e para onde está indo, alienando-se cada vez mais da Mãe Terra. A sociedade está afastada da Natureza, o homem moderno perdeu seus ritos, esqueceu dos outros, dos valores e expectativas da vida moderna.

Os Ritos de Passagem ocupavam uma posição essencial na antiguidade, quando cada idade e fase importante da vida eram marcadas com ritos específicos que mostravam e enfatizavam a relação do homem com a natureza, ensinando valores e diretrizes para o encontro de sua totalidade.

Os ritos atuam em dois níveis – psicológico e transcendental10, assim sendo os Ritos de Passagem celebram as transições naturais da vida e toda sua multiplicidade, formando o ser humano, mostrando seu lugar na sociedade, na comunidade e cultura, indicando muitas vezes o status que alguém ocupa.

10 Movimentação das forças universais (astros e estrelas) para mudar a realidade material.Nível geofísico e eletromagnético.

Os ancestrais sempre viveram em profunda relação com a Terra e seus fluxos, celebrando a natureza e suas mudanças como partes integrantes da vida. Os Ritos de Passagem podem ser comparados com a psicoterapia, pois desperta nossa memória emotiva e são realizados para transformar não só os valores centrais de um indivíduo, mas também suas crenças, construindo um novo conceito de mundo, capaz de reintegrar um indivíduo em sua comunidade, preparando-o para a vida. Mudando os velhos paradigmas, recriando uma nova maneira de viver.

A sociedade exilou o amor, renegou as regiões estreitas do diálogo social. O homem pode chegar a Lua, mas não consegue manter a paz em sua família e em sua vizinhança. A paz é muito mais que a ausência de guerra e de violência, é um estado em si mesmo. Os Ritos de Passagem oferecem estruturas energéticas pelas quais são modificadas as vivências e as situações significativas da vida. Eles se lembram da unidade e formam a teia conectiva da sociedade, trazendo novamente os valores perdidos com o tempo.

Para Durkheim11, os ritos criam um corpo de idéias e valores que, sendo socialmente partilhados, assumem uma conotação religiosa. Religião para Durkheim, portanto, não é algo que diz, necessariamente, respeito aos deuses e ao sobrenatural, mas à sociedade. A sociedade é “sagrada”, já dada, sacrossanta; sua existência não é questionável.

11 Émile Durkheim, socióloga francês (1858-1917).

Para Gennep, os ritos exibiam sempre uma ordem comum: primeiro, havia uma separação das condições sociais prévias; depois, um estágio liminar de transição; e, finalmente, um período de incorporação a uma nova condição ou reagregação à antiga. Estas três fases dos rituais foram vistas como universais. Para Gennep, não era obrigatória a associação entre ritual e religião, para ele os ritos não dependiam da crença em poderes sobrenaturais, simplesmente marcavam uma mudança na vida de um indivíduo ou de um grupo.

Os Ritos de Passagem, independentemente da crença ou da fé de cada pessoa, trazem benefícios de transcender a rotina e a superficialidade do cotidiano, expressando, metaforicamente, algo além e maior, com a beleza de símbolos universais e a profundidade dos significados pessoais. Ritualizando grandes e pequenos eventos do dia-a-dia, melhorando a qualidade de vida.

Capítulo 2

 A Astrologia: Sua Origem e seus Eventos

“Gostaria de falar com a natureza, totalmente em desenhos.”

 Goethe

A Astrologia é uma ferramenta para o autoconhecimento e crescimento, buscando a harmonia com a fonte de vida e energia: o Universo.

 Nasceu em um passado longínquo, em condições desconhecidas. É uma das tradições mais antigas e mais difundidas, encontrando-se desde há muito entre os egípcios, os hindus, os chineses, os etruscos e, especialmente, entre os babilônios, através dos quais chegou à Grécia no século IV a.C., estendendo-se à Roma alguns séculos mais tarde. O nascimento da Astrologia deve estar ligado à impaciente curiosidade humana e ao desejo de harmonia.

 O movimento do Sol regulava e vivificava a Terra. A chuva, as trovoadas e as enchentes vinham igualmente do céu. Era, portanto, natural pensar que os poderes superiores que regem o destino humano provinham dos céus, e que os decretos desse poder podiam ser ali lidos, desde que se aprendesse o significado das alterações dos astros na sua trajetória. O Sol, a Lua e os planetas passaram a ser encarados como divindades celestes, sendo-lhes conferidos nomes de deuses e deusas. Se alguém aprendesse a ler e interpretar o sentido da atividade desses deuses, seria possível descobrir quais os seus objetivos. Daí, paralelamente ao estudo de interpretação, amplamente baseado na posição relativa dos astros, desenvolveu-se uma análise da própria posição e do movimento dos mesmos.

 Há cerca de seis mil anos, quando a mente humana ainda estava adormecida, os sacerdotes caldeus ficavam à noite em seus mirantes, olhando as estrelas, e observando suas influências na sociedade como um todo.

 L.L. Whyte12 declara, “todas as coisas do universo têm alguma relação com nossa natureza, nossas necessidades e potencialidades. Cada processo reflete algum processo em nós mesmos e evoca alguma emoção, embora talvez não tenhamos percepção disso”. A idéia de Whyte expressa aquilo que os astrólogos antigos chamavam de relacionamento entre o microcosmo e o macrocosmo, isto é, a concepção de que as funções e fatores existentes dentro do indivíduo refletem princípios e os processos universais.

 12 L.L. Whyte – Accent on Form. Nova York: Harper & Bros., 1954.

 Dessa maneira a Astrologia se desenvolveu tornando-se uma técnica de autoconhecimento. Tudo isso, em um sentido mais amplo, leva a concluir que cada um, ou melhor, cada ser vivente, seja sob a forma mineral, vegetal ou animal, é uma célula de um grande corpo e de um grande organismo, que se expressa na matéria através do Sistema Solar.

 Então, em resumo, assim como o corpo é formado por células, cada indivíduo é uma célula de um corpo maior. O Sistema Solar, que por sua vez, já é uma célula de um corpo ainda maior, ou seja, a galáxia. E a galáxia também é uma célula de um corpo ainda maior, um corpo intergaláctico, e assim infinitamente.

 Partindo desse princípio, a Astrologia trabalha através de um mapa, ou seja, uma carta astral, que é o desenho do Sistema Solar no momento do nascimento. Porque, se a energia manifestou-se quando o todo estava assim, é porque ela, como parte desse todo, também tinha que estar assim.

 O Sistema Solar é composto por uma estrela central, o Sol, ao redor do qual giram os planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter e Saturno13.

 13 Sistema astrológico tradicional, não está se fazendo menção a Astronomia.

 Além do Sol, existem muitas estrelas no Sistema Solar, que não giram ao redor dele, porém com ele. Algumas dessas estrelas formam as chamadas constelações zodiacais, que em número de doze formam um cinturão ao redor dele, estabelecendo um limite para o grande corpo do Sistema Solar. São elas : Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.

Analogamente, assim como no Céu, são encontradas as doze constelações zodiacais, no mapa astral, também na parte mais externa, são encontrados os doze símbolos correspondentes a essas doze constelações zodiacais, chamadas na astrologia de signos.

 Os signos equivalem aos arquétipos de que C.G. Jung fala, isto é, o comportamento das pessoas, as características herdadas: que por sua vez fazem parte do inconsciente coletivo. O inconsciente coletivo, conseqüentemente, é todo o conhecimento herdado, aquilo que não foi adquirido pela própria pessoa – aquelas experiências e reações pelas quais todos passam e, que existem desde o início da humanidade. Portanto, constelações zodiacais e signos, é a mesma coisa, só que constelação zodiacal é um termo astronômico, enquanto que signo é um termo astrológico. Ambas as ciências lidam com os corpos celestes. A astronomia visa o corpo físico do corpo celeste e a Astrologia visa o corpo energético do corpo celeste.

 Na parte mais externa do Sistema Solar, se encontram as estrelas, que giram no sentido horário, e na parte interna os planetas que giram no sentido anti-horário. No mapa astral, também, encontra-se na parte externa as estrelas, ou seja, os doze signos que giram no sentido horário e na parte interna giram os planetas no sentido anti-horário.

 Como eu disse no início do texto, não discutirei a descrição da autora quanto ao sistema astrológico-astronômico. O entendimento acerca da construção de um mapa astrológico e muito simples.

César Augusto – Astrólogo

 2.1. Astrologia e o Ser Humano

Num tempo onde as comunidades eram essencialmente agrícolas, este conhecimento revelou-se um instrumento precioso para as plantações. Observaram também que, além do Sol e da Lua, havia outros corpos celestes se movendo na mesma trajetória da eclíptica, e passaram a nomear e estudar os planetas que fossem visíveis ao olho nu: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno.

 Tudo era observado: as diferentes posições dos planetas nos diferentes signos e o efeito disto nas colheitas, boas ou ruins.

 Eclipses principalmente os da ocultação do Sol (símbolo da luz, do calor e da vida) passaram a ser vistos como manifestação de má fortuna. Assim, nas primeiras civilizações da humanidade, a astronomia, a Astrologia e a matemática foram se desenvolvendo juntas como ciências.

 As civilizações antigas foram crescendo, se tornando mais poderosas. O conhecimento astrológico passou a ser restringido às escolas iniciáticas que formavam sacerdotes e sacerdotisas, para que melhor pudessem oferecer assessoria ao rei.

 O rei procurava o sacerdote para que lhe aconselhasse em suas decisões: se devia casar, se os céus estavam favoráveis para o nascimento de um herdeiro, se o momento era oportuno para ampliar suas fronteiras, se os deuses estavam a favor do reino ou do inimigo.

Os sacerdotes, na realidade, eram homens de estudos que detinham o conhecimento das leis da natureza. Suas palavras eram provenientes de sua sabedoria, mereciam respeito e uma admiração religiosa.

 2.2. Semiótica

 A Astrologia é uma leitura de sinais. É uma linguagem apoiada numa estrutura matemática natural e integral (o organismo celeste), na simbologia universal depositada nas grandes tradições religiosas do mundo e em suas mitologias reveladoras que eternamente alimentam as civilizações.

 Sua história também é a história do homem, suas dúvidas e suas respostas ao infinito e ao absoluto. A Astrologia talvez seja presunçosa em seu objeto de estudo: o Céu, mas com certeza tal tarefa exige humildade de quem se propõe a tal. Presunção ou não, o infinito convida, e o absoluto se impõe tanto na história como na psique, ou nas partículas.

 Os astrólogos que enfrentam esse desafio vivem um grande momento histórico. A história já legou certas precauções e espera ser compreendida. No entanto, o pensamento moderno parece ter caído na própria armadilha, pois, protegido na superioridade tecnológica, se vangloria da vitória contra a tirania do absoluto, do universal. O positivismo é essa autodefesa da razão que se tornou doentia e tirânica, se estendendo inclusive à filosofia, se intitulando a única devoção, o único conhecimento, a única moral, a única religião.

 A autêntica Astrologia reconhece que o conhecimento universal exige, em contrapartida, o conhecimento do particular, o que requer um estudo do objeto a ser correspondido com as configurações celestes.

 Já a Astrologia é nada mais que uma técnica, uma linguagem que comenta a relação intrínseca entre o sujeito e o objeto que estão sempre por se encontrar; entre as dimensões finita e infinita. Longe de relações ocultas, trata-se de relações metafísicas entre estruturas homólogas. Enfim, é um comentário do diálogo, já existente, entre todas as coisas que se situam num mesmo universo, ou seja, regidas por um mesmo princípio. Como mostram os autores abaixo:

Fernando Pessoa

 “O azul do céu faz pena a quem

não pode ter

Na alma um azul do céu também

Com que viver.”

Platão

  Timeu

 “O motivo pelo qual Deus criou a visão foi seu pré-conhecimento de que, tendo nós humanos observados, movimento periódico e regular da inteligência divina nos céus, poderia fazer uso deles em nós mesmos: tendo estudado a fundo esses movimentos celestes, que são partícipes da retidão da inteligência divina, poderemos então ordenar por eles nossos próprios pensamentos, os quais, deixados a si mesmos, estão sujeitos à aberração.”

Plotino

 Enéada

 “Tudo manifesta símbolos e sábio é aquele que em qualquer coisa pode ler outra.”

Muhyddín Ibn Arabi

 Clave Espiritual de la Astrologia Musulmana por Titus Burckhardt

 “O céu sem estrelas é também o céu das doze “torres” ou “signos” do zodíaco; estes não são, pois, idênticos às doze constelações zodiacais contidas no céu das estrelas fixas, senão que representam “determinações virtuais” do espaço celeste e não se diferenciam senão em relação com as “estações” ou as “mansões” planetárias projetadas sobre o céu das estrelas fixas.”

 Santo Tomás de Aquino

 Comentário sobre Boécio

 “A ciência divina deve ser estudada depois das matemáticas, pois, para conseguir seu conhecimento das substâncias separadas, ela necessita ter conhecidos o número e as classes das esferas celestes, o que não é possível sem a Astrologia.”

 Dante Alighieri

 O Convívio

 “A Astrologia é altíssima entre todas as Ciências pela nobreza de seu objeto e pela sua certeza que vem de perfeitíssimo e reguladíssimo Princípio. E se alguns a põem algum defeito, não é por causa desta ciência, senão, como disse Ptolomeu, por nossa negligência, e a esta há que imputá-la.”

Shakespeare

 Tróilo e Cressida

 “O próprio céu, os astros e este mundo observam grau, prioridade, escala e curso, e proporção, forma e rodízio, comando e posto em toda a linha de ordem.”

Kant

 Crítica da Razão Prática

 “Duas coisas existem que inundam a alma de assombro e veneração sempre novos, e que se tornam maiores quanto mais freqüente e detidamente delas se ocupa nossa reflexão: o céu estrelado sobre mim e a lei moral em mim. A primeira provém do lugar que eu ocupo no mundo sensível externo e estende para o imensamente grande o enlace em que estou com mundos e mais mundos e sistemas de sistemas (…). A segunda provém do meu eu invisível, de minha personalidade, e me expõe em um mundo que tem verdadeira infinitude (…), e com o qual (e em conseqüência, ao mesmo tempo também com todos os demais mundos visíveis) me reconheço enlaçado não de modo puramente contingente (…), mas universal e necessário.”

 Cacique Seattle

 Carta ao presidente dos E.U.A. Franklin Pierce em 1855

 “Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. (…) Ele trata sua mãe – a terra – e seu irmão – o céu – como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelhas ou miçanga cintilante (…). De uma coisa nós sabemos: a terra não pertence ao homem: é o homem que pertence a terra. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si.”

René Guénon

 A Grande Tríade

 “… as influências astrais não determinam o que o indivíduo é, apenas exprimem, em virtude do acordo ou harmonia que deve necessariamente existir entre o indivíduo e seu meio. Sem isso esse indivíduo não poderia realizar, de modo algum, as possibilidades cujo desenvolvimento constitui o próprio curso de sua existência. A verdadeira determinação não vem do exterior, mas do próprio ser e os sinais exteriores permitem apenas discerni-la, dando-lhe, de algum modo, uma expressão sensível, pelo menos para os que souberem interpretá-los corretamente. É esse, aliás, de modo geral, o princípio mesmo de todas as aplicações “divinatórias” das ciências tradicionais. (…) uma vez que o que se exprime através dessas influências, sob forma inteligível coordenada, é a porção indefinida de elementos diversos que constituem esse meio todo.”

 Ortega y Gasset

O Homem e a Gente

 “O céu azul não começa por estar lá no alto tão quieto e tão azul, tão impassível e indiferente a nós, mas começa originariamente por atuar sobre nós, como um riquíssimo repertório de sinais úteis, sua função, sua atividade, o que nos faz atender a ele e , graças a isso, vê-lo em seu papel ativo de semáforo. Faz-nos sinais”. “Compreendemos muito bem Heine, quando nos insinua que as estrelas são pensamentos de ouro que a noite tem. O seu palpebrar, ao mesmo tempo minúsculo em cada uma e imenso na abóbada inteira, é para nós um permanente incitamento para transcendermos do mundo, que é o nosso contorno, para o radical Universo.”

 Carl Jung

 Sincronicidade

 “Estamos numa situação um pouco mais favorável quando nos voltamos para o método astrológico, que pressupõe uma “coincidência significativa” de aspectos e posições planetárias com o caráter e o estado psíquico ocasional do interrogador (…) Embora a interpretação psicológica dos horóscopos seja uma matéria ainda muito incerta, contudo, atualmente há a perspectiva de uma possível explicação causal, em conformidade , portanto, com a lei natural. Por conseguinte, não mais justificativas para descrever a Astrologia como um método mântico.”

Seyyed Hossein Nasr

 Introduction to Islamic Cosmological Doctrines

 “Considerada tradicionalmente, a base metafísica da astrologia é a identificação espontânea dos ritmos dos céus com os protótipos do mundo físico (…) os ciclos regulares dos céus, nos seus ritmos simbolizam as “eternas essências” enquanto seus efeitos sobre a Terra indicam o inter-relacionamento das partes do cosmo e a submissão dos seres deste mundo aos seus protótipos celestes. A base da astrologia é simbolicamente o indissolúvel casamento entre céu e terra e a derivação de todas as coisas na terra de suas contrapartes celestes.”

 Helena P. Blavatsky

 Doutrina Secreta

 “Na filosofia esotérica, os elementos – especialmente o Fogo, a Água e o Ar –aparecem como progenitores dos nossos cinco sentidos físicos e, conseqüentemente, em relação direta com eles, de um modo oculto.”

2.3. Os Quatro Elementos

A Astrologia é baseada nos quatro elementos do universo: Ar, Terra, Fogo e Água, cada qual representando um aspecto da natureza humana.

 Ar, Terra, Fogo e Água formam as quatro vigas-mestras que sustentam a estrutura energética do mapa astral. Os elementos astrológicos representam “padrões de energia”, e cada um deles está conectado com realidades específicas, não só a nível da própria individualidade, mas fundamentalmente com todo o Universo.

 Embora os filósofos gregos ensinassem que o princípio de todas as coisas era a água, conforme Tales, ou o Ar, como dizia Anaximandro ou o Ar e a Água, como afirmava Xenófanes, ou os quatro elementos, Terra, Água, Ar e Fogo, como propugnava a escola de Hipócrates, o pensamento grego marcou as profundas distinções que desembocaram na teoria dos quatro elementos, dos quatro humores do corpo humano, que mantiveram os discípulos de Aristóteles.

 As teorias de Hipócrates incorporavam aspectos de anatomia, fisiologia e temperamento. Ele postulava que o temperamento surgiu de variadas misturas dos quatro humores (terra, água, fogo e ar), que respondiam por medos (phobos), vergonha e pesar (lype), prazer (hedone), e as paixões em geral.

 Hipócrates fez muitas afirmações sobre astrologia, e uma delas é que “Não toque com ferro aquela parte do corpo regida pelo signo em que a Lua estiver transitando por ele”. Em outras palavras, os signos regem diferentes partes de nosso corpo, e segundo ele, não se devem realizar procedimentos cirúrgicos na parte do corpo governada por um signo quando a Lua estiver viajando nele. A lua demora aproximadamente dois dias e meio na travessia de cada signo e Hipócrates aconselhava estar atento e não operar a área regida por tal signo durante esse período.

 Foi ele quem afirmou: “Um médico sem conhecimento de astrologia não é um médico”. Os médicos que fazem o Juramento para Hipócrates possam “ao menos até certo ponto”, pensar no que Hipócrates disse sobre Astrologia enquanto fazem o Juramento.

 Em tempos mais recentes, o Dr. Edward Bach, pai da terapia Floral no ocidente, viu a relação entre o posicionamento da Lua e a personalidade humana. Ele tinha descoberto 12 essências florais e enfatizou a necessidade de dar a essência relacionada ao posicionamento da Lua em cada um dos 12 signos.

 Paracelso, C.C. Jung, Hipócrates, Culpeper, são apenas alguns dos nomes de médicos e terapeutas célebres que são citados como referência. Mas, é importante saber que entre os séculos XV e XVIII, a Astrologia era utilizada pela grande maioria dos médicos da Europa, e, portanto, ensinada nas Universidades.

 A propósito, uma lista semelhante de elementos foi apresentada pelos sábios da China e Japão: fogo, água, madeira, metal e terra. A teoria dos elementos e a idéia oriental da transmutação dos quatro elementos se sincretizaram em Alexandria, sendo desenvolvidas posteriormente pelos alquimistas árabes Jabir (Geber), Razi (Rhasis) e Ibn Sina (Avicena).

 A Astrologia, como já foi visto, é a leitura da linguagem simbólica da energia criadora que se manifesta na natureza. Os quatro elementos, representam diferentes formas de expressão dessa energia e são os construtores invisíveis das estruturas da vida. Cada um dos quatro elementos é representado por três signos, formando assim quatro trígonos. Utilizar a magia dos quatro elementos é, simplesmente, seguir as leis e os acessórios fornecidos pela Mãe-Terra. Na natureza não existem só elementos puros. Isso quebra a visão de que tudo tem que ser exatamente como relacionado na “tabelinha” e na prática não é por aí.

Cada elemento é, portanto, um tipo básico de consciência ou atividade que impera em cada indivíduo. Cada pessoa responde a essa influência de um modo particular, conforme o modelo básico que corresponde ao seu mapa de nascimento.

O balanço dos elementos permite identificar se essas quatro forças do universo estão equilibradas ou desbalanceadas na psique das pessoas.

 O elemento água traz a sensibilidade, a emotividade e a empatia. O elemento terra traz a estabilidade, a praticidade e o contato com a realidade. O elemento fogo traz a iniciativa, o entusiasmo e a expressividade. O elemento ar traz o pensamento racional, a intelectualidade e a sociabilidade.

 Para exemplificar um balanço de elementos devem-se entender o que acontece com uma pessoa que possui muitos planetas em signos de fogo. Isso implica que essa pessoa possui um desequilíbrio dos elementos devido ao excesso de fogo. O excesso de fogo dá a capacidade de empreender e arriscar, sem pensar nas conseqüências. Ao mesmo tempo, a pessoa é franca, às vezes grosseira, objetiva e não tem paciência para esperar, quer ser a primeira a saber e a fazer. São indivíduos alegres, divertidos e barulhentos. Preocupam-se em agradar o próprio ego e isso traz conseqüências para a formação psíquica dessa pessoa, fazendo com que ela tenha um excesso de energia vital que traz exageros na autoconfiança, no entusiasmo e na individualidade, podendo ser uma pessoa egoísta, vaidosa, egocêntrica, sem tato, extravagante e auto-indulgente.

 O excesso desse elemento unido ao elemento ar, causa cegueira e arrogância intelectual. A pessoa, por impaciência, perde o foco de seus estudos e não consegue concentrar-se em atividades que requeiram debates ou diálogos sobre assuntos que envolvem o contexto social. Buscam a diversidade de assuntos sem aprofundamento, são dispersos, faltando conteúdo que dê embasamento à suas afirmações. Normalmente, possuem dificuldade para explicar seus posicionamentos e irritam-se quando questionados.

 Conforme Manly P. Hall14, “os quatro elementos são a base dos elementos materiais físicos – terra, fogo, ar e água – assim como também são a vida que há por trás deles. Todas as coisas superiores a essas quatro essências só podem ser conhecidas pela visão espiritual.”

 14 Manly P. Hall – The Divine Art – Unseen Forces

 Segundo Arroyo15, “para entender a essência da ciência astrológica, temos que compreender plenamente os elementos”.

 15 Stephen Arroyo – Astrologia, psicologia e os quatro elementos – Pensamento – 1975 . 101p.

 Os elementos têm sido, tradicionalmente, divididos em dois grupos, sendo o fogo e o ar considerados ativos e auto-expressivos e água e terra, passivos, receptivos e auto-repressivos. Esses dois grupos são idênticos aos da divisão básica da filosofia chinesa: yin (água e terra) e yang (fogo e ar). Também são idênticos à concepção grega das duas expressões da energia: Apolônia, referência ao Deus Apollo (fogo e ar que, ativa e conscientemente, formam a vida) e Dionísia, referência a Deusa Diana (água e terra, que representam forças que se manifestam de modo mais inconsciente e intuitivo).

 Via de regra, mantemos mais sintonia com dois elementos, e menos com os outros dois. Muitas culturas no mundo inteiro incluem os quatro elementos nas suas tradições filosóficas, religiosas e/ou mitológicas. Por exemplo, num pequeno tratado zen-budista sobre Bodhidharma, escrito em 1004 a.C., os elementos tradicionais são representados como as quatro qualidades que compõem a criação: luz, ar, fluidez e solidez.

 Na antiga Suméria, onde a religião abrangia cada aspecto e cada atividade da vida, as divindades mais importantes correspondiam aos elementos: Anu, o céu (ar), Enlil, a tempestade (fogo), Ninhursaga (terra) e Enki (água).

 2.3.1. O Elemento Fogo

O elemento fogo se refere a uma energia universal irradiante, uma energia que é excitável e entusiástica e que, através de sua luz, dá colorido ao mundo. Esse elemento foi relacionado por C.G. Jung16, com o núcleo dinâmico da energia psíquica, aquela energia que flui espontaneamente, de maneira inspirada e auto-motivada. Isto explica porque as pessoas com signos de fogo dominantes no mapa astral são tão egocêntricas e, normalmente, bastante impessoais. Elas sentem que são canais de vida e não podem esconder, facilmente, o seu orgulho a respeito desse fato.

 16 C.G. Jung,. Jung e Astrologia – Ed. Nova Fronteira. 1988

 Tradicionalmente ligado ao Elemento Fogo, está o corpo vital ou espírito que representa a chama e alimenta a vida. Através dele, o todo está ligado ao Universo, e podem superar a ilusão de separatividade.

 O fogo traz luz à escuridão, não tem forma nem tamanho é volátil e imprevisível.

 Segundo Paracelso, seu elemental é a salamandra. Para o fogo é importante SER.

 O elemento fogo representa a vida terrena, a luz, o brilho, o calor, a secura, a dispersão, a febrilidade, a dominação, a audácia, a agressividade, e a mobilidade. Vinculado à historia da própria espécie humana, esse elemento fala da criação, buscando paralelo entre a origem da Terra que era, no início, uma grande bola de fogo. Daí dizer que Áries é um signo criador, explosivo e temperamental. Que Leão é exibicionista, realizador, quente e explosivo e que Sagitário é libertário, natural, pouco comedido e brilhante.

 Os signos de fogo exemplificam a decisão, a grande fé em si mesmo, o entusiasmo. Precisam de uma grande dose de liberdade para se expressarem de forma natural, e normalmente garantem esse espaço para si mesmos por meio da incansável insistência nos seus pontos de vista. Os signos de fogo tendem a ser impacientes com as pessoas mais sensíveis ou mais gentis, especialmente com aquelas que têm predominância da água e da terra.

 Eles sentem que a água os extinguirá e que a terra os sufocará e freqüentemente se ressentem com a gravidade e o emocionalismo desses signos. Por outro lado, os signos de ar abanam as chamas do fogo, fornecendo novas idéias que as pessoas dos signos de fogo podem tomar como guia. Por essa razão, o fogo geralmente é considerado compatível com o ar, mas é preciso assinalar que os signos de fogo freqüentemente são por demasia espalhafatosos e impacientes para o delicado sistema nervoso dos signos aéreos e estes poderão não tolerá-los por muito tempo.

 De fato, embora os signos de fogo sejam freqüentemente estimulados pelos signos de ar, eles também se cansam facilmente e se entediam com as observações intelectuais que não podem ser seguidas com bastante rapidez.

 O fogo estimula e é criativo com um equilíbrio adequado de fogo, temos boa energia física e vitalidade, e podemos manifestar as idéias em forma de ação. Há também autoconfiança, alegria, otimismo, coragem, inspiração, calor e afeição.

 Características:

 Áries: EU SOU. O indivíduo em busca de sua auto-afirmação e atividade. Qualidades: pioneiro, executivo, competitivo, impulsivo, animado, corajoso, independente, dinâmico, vive no presente e é rápido.

 Leão: EU QUERO. O indivíduo que busca a realização de seus desejos desenvolve um maior magnetismo. Qualidades: Dramático, idealista, orgulhoso, ambicioso, criativo, majestoso, romântico, generoso, autoconfiante e otimista.

 Sagitário: EU COMPREENDO. O indivíduo que busca a visualização em seu caminho. Qualidades: Honestidade, filosófico, amante da liberdade, tolerante, atlético, generoso, otimista, justo, religioso, estudioso e entusiástico.

2.3.2. O Elemento Terra

Uma afinação com este elemento indica que a pessoa está em contato com os sentidos físicos e com a realidade do “aqui e agora” no mundo material. Os signos de terra tendem a confiar mais nos seus sentidos e no raciocínio prático do que nas inspirações, nas considerações teóricas ou nas intuições dos outros signos.

 Estão sintonizados com o mundo das formas, que os sentidos e a mente prática encaram como real. A compreensão inata de como o mundo material funciona dá aos signos de terra mais paciência e autodisciplina do que tem os outros signos.

 Raramente é preciso dizer a eles de que modo devem se adaptar ao mundo para ganhar a vida, como suprir suas necessidades básicas, ou como devem persistir até que um objetivo seja alcançado.

 Para Paracelso, seu elemental é o Gnomo. Para a terra é importante TER e FAZER.

 A Terra é resultado do esfriamento da crosta do planeta, nos mostra o que é concreto, palpável, petrificado, lembra rigidez, constância, laboriosidade, prudência, dúvida, fecundidade, secura e absorção, todos esses conceitos estão ligados às características do próprio planeta, um corpo estelar que se solidifica com o esfriamento e a constância de seu movimento pelo espaço. Daí a conceituação de que os nativos dos três signos deste elemento são os mais realistas dos seres. Touro é lento, comedido, parcimonioso, constante e teimoso. Virgem é detalhista, sensível, sóbrio, escrupuloso e racional e Capricórnio mostra persistência, determinação, aceitação e severidade.

Embora o elemento terra seja um dos elementos passivos ou receptivos, como a água, tem uma força de resistência e de persistência que faz com que as pessoas dos seus signos sempre sejam capazes de cuidar de si mesmas. O elemento terra tende a ser cauteloso, premeditado, e bastante convencional. As pessoas desse elemento geralmente suspeitam ou duvidam das pessoas mais espertas, de mente ágil, e reagem aos signos de ar com certo grau de reserva, embora possam ficar um pouco fascinados por eles.

 Os signos de água, por outro lado, partilham das suas qualidades de retentividade e auto-proteção. Portanto, a terra acha que a água a refrescará e a tornará capaz de ser ainda mais produtiva.

 A própria afinação, que dá aos signos da terra a sua força e as suas habilidades especiais, também podem ser as fontes de seus maiores defeitos.

 O envolvimento com o mundo prático pode, com freqüência, limitar sua imaginação, caso eles confiem, demasiadamente, nas coisas como elas são ou conforme parecem ser. Isto pode levar a um apego à rotina e à ordem e a uma falta de habilidade para lidar com as áreas de atividades abstratas e teóricas. Mais do que qualquer outra coisa, os signos de terra precisa se abrir para a realidade do mundo invisível e devem se comprometer com ideais específicos que servirão de guia para suas atividades.

Tradicionalmente o corpo físico, é ligado ao elemento terra.

 Características:

 Touro: EU TENHO. O indivíduo em busca da estabilidade. Qualidades: paciente, conservador, doméstico, sensual, escrupuloso, estável, digno de confiança, prático, artístico e leal.

 Virgem: EU ANALISO. O indivíduo que busca a praticidade. Qualidades: diligente, estudioso, científico, metódico, discriminativo, apurador de fatos, exigente, asseado, humano e buscador da perfeição.

 Capricórnio: EU USO. O indivíduo que busca a ambição. Qualidades: cauteloso, responsável, escrupuloso, convencional, profissional, perfeccionista, tradicional, prático, trabalhador, econômico e sério.

 2.3.3. O Elemento Ar

O elemento ar é a energia vital que tem sido relacionada com a respiração ou com aquilo que os iogues chamam de prana. O domínio do ar é o mundo das idéias arquetípicas, que estão atrás do véu físico, da energia cósmica convertida em padrões de pensamento específicos.

Enquanto os signos de fogo estão preocupados em desejar que alguma coisa passe a existir, os signos de ar focalizam suas energias em idéias específicas que ainda não materializaram. Desse modo, embora os signos de ar sejam, freqüentemente, acusados de ser seguidores de sonhos sem valor prático, estão desempenhando um papel na realização da criação, no nível social mais amplo, pois suas idéias podem, eventualmente, afetar a vida de milhões de pessoas.

 Freqüentemente eles carecem de emoções profundas e da aceitação das limitações do corpo físico. Podem valorizar excessivamente a competência intelectual e se recusar a encarar o fato de que as idéias precisam ser testadas para ver se funcionam, antes que lhes seja atribuído um grande valor. O pensamento é uma força tão dominante na vida dos signos de ar que, muito facilmente, eles se sentem ameaçados se suas opiniões são ignoradas ou se a qualidade do seu intelecto é depreciada.

 Para Paracelso, seu elemental é o Silfo. Para o ar é importante PENSAR.

 O elemento ar é fluído, etéreo, nos passa sempre a impressão de elemento úmido, instável e pouco palpável, representando os aspectos mentais e intelectuais do ser humano, suas idéias, pensamentos e conceitos. Por isso, o ar, terceiro dos elementos da natureza, nos leva à euforia, ao equilíbrio, ao humor, à instabilidade, à sutileza e à adaptação. Os atributos humanos relacionados aos sentimentos vinculam-se a essas características. Mutável por ser elemento gasoso, o ar transmite aos seus signos esse caráter etéreo e sonhador. Assim, se diz que Gêmeos é inquieto, curioso, dúbio, agitado e mutável; que Libra é equilibrado, harmônico, conciliador e pacífico e que Aquário é sensível, inventivo, fantasista e idealista.

 Naturalmente, os signos de terra e de água são aqueles que mais, provavelmente, desvalorizarão as idéias dos signos de ar, pois estas normalmente não são aprovadas nos testes de profundidade emocional ou de utilização prática, nos quais os signos de terra e de água insistem. Por seu lado, os signos de ar não querem ficar confinados pelas limitações da terra e também não desejam ter a sua despreocupada liberdade saturada pelos sentimentos e pelas restrições dos signos de água.

 Por outro lado, os signos de fogo estimulam os signos de ar no sentido de obter maior liberdade de expressão, dando aos signos de ar um sentimento de confiança e de força que estes não podem encontrar em ninguém mais. Embora os signos de ar admirem, de muitas maneiras, os signos de fogo, ainda assim eles insistirão no seu direito de ponderar as coisas antes de assumir um compromisso, um hábito que pode se tornar cada vez mais irritante para os signos de fogo.

 Todo o padrão mental está inscrito no mapa astral, já que o homem é também aquilo que pensa ser. O corpo mental, ainda é mais sutil que o corpo emocional, está conectado ao elemento ar, e determina a maneira peculiar e única de pensar.

Características:

Gêmeos: EU PENSO. O indivíduo em busca de sua comunicação e da versatilidade. Qualidades: agradável, curioso, adaptável, expressivo, perspicaz, literário, inventivo, destro e inteligente.

 Libra: EU EQUILIBRO. O indivíduo que busca o equilíbrio e a harmonia. Qualidades: Cooperativo, persuasivo, amistoso, amante da paz, refinado, imparcial, artístico, diplomata e sociável.

 Aquário: EU SEI. O indivíduo que busca a sabedoria e imaginação. Qualidades: Independente, inventivo, tolerante, individualista, progressista, artístico, científico, lógico, humano, intelectual e altruísta.

 2.3.4. O Elemento Água

Aqueles que têm o elemento água fortemente ativado em seus mapas astrais, percebem, desde o seu nascimento, que vários fatores intangíveis desempenham um papel em sua vida muito maior do que aquele que geralmente se acredita. Os signos de água estão em contato com os próprios sentimentos, em sintonia com as nuances e sutilezas que muitos outros sequer percebem.

 O elemento água representa o reino da emoção profunda e das reações de sentimento, indo desde paixões compulsivas e temores irresistíveis, até uma aceitação e um amor que abrange toda a criação. Uma vez que os signos de água, por sua própria natureza são parcialmente inconscientes, simultaneamente, têm a percepção do poder da mente inconsciente mas, não têm consciência deles próprios, do muito daquilo que os motiva realmente.

 Os signos de água, como a natureza da própria água, não têm solidez ou forma própria. Portanto, sentem-se mais felizes quando sua fluidez é canalizada e modelada por outros, particularmente pelos signos de terra, que possuem a solidez na qual a água pode confiar e pode se apoiar.

 Os signos de água tendem a sentir aversão por aqueles que são turbulentos ou têm personalidades fortes, tais como as pessoas dos signos de ar e de fogo. Sentem-se mais confortáveis com outros, mais discretos e reservados, o que lhes dá sensação de proteção e segurança.

 A sensibilidade dos signos de água é tão grande e sua vulnerabilidade à mágoa é tão acentuada que, se as reações emocionais não são controladas e adequadamente canalizadas, podem levá-los a um estado de instabilidade emocional e a uma predisposição para serem influenciados com demasiada facilidade.

 Entretanto, essa sensibilidade não deve ser considerada uma fraqueza, pois a água tem grande força e tem um longo e penetrante poder especialmente quando é canalizada de uma forma concentrada. Os signos de água sabem, instintivamente, que devem se proteger das influências exteriores, a fim de garantir, para si mesmos, a paz interior necessária à reflexão profunda e à sutileza de percepção.

 A compreensão da verdadeira natureza das suas emoções e anseios é um processo lento e muitas vezes doloroso, mas assim que se dispõe a encarar seus verdadeiros motivos, eles podem ter certeza de que, com o passar dos anos, terão um contentamento interior cada vez maior.

 Para Paracelso, seu elemental é a Ondina. Para a água é importante SENTIR.

 O elemento água é suave, receptivo, moldável e aderente. Quarto dos elementos que formam a natureza terrestre, dá aos signos que agrupa sua própria constituição. Vital para a sobrevivência dos seres vivos, ela está ligada aos sonhos, fantasias, desejos, emoções, família, origens e à criação, quando vista pelo ângulo sexual. Daí por que Câncer lembra fecundidade, memória, inteligência sensorial e imaginação. Escorpião é a representação dos instintos, sexo, indisciplina e violência, Peixes mostra o lado místico, mediúnico, a bondade e a compaixão nos seres humanos.

 O padrão astrológico reflete também comportamentos e atitudes emocionais diante da vida. O corpo emocional é relacionado ao elemento água. É as emoções, tão sutis e delicadas como a própria água, as grandes responsáveis pelo estado emocional. O resgate do corpo emocional é de fundamental importância na vida moderna.

 Características:

 Câncer: EU SINTO. O indivíduo em busca de sua devoção. Qualidades: tenaz, intuitivo, maternal, doméstico, sensível, retentivo, prestativo, simpático, emocional, patriótico, boa memória e tradicional.

Escorpião: EU DESEJO. O indivíduo em busca da intensidade. Qualidades: motivado, penetrante, realizador, cheio de expedientes, determinado, investigativo, explorador, passional e consciente.

 Peixes: EU CREIO. O indivíduo que busca a compreensão. Qualidades: Compassivo, caridoso, simpático, emocional, sacrifica-se, intuitivo, introspectivo, musical e artístico.

 Capítulo 3

Os Jogos Cooperativos

“De repente, me deu vontade de um abraço…
Uma vontade de entrelaço, de proximidade…
De amizade, sei lá!”

 Vinícius de Morais

 3.2. Os Jogos Cooperativos e a Astrologia

 Usando a Astrologia com o auxílio dos Jogos Cooperativos pode-se, equilibrar corpo e alma, produzir normas, valores, atitudes e reforçar a convivência. Criar jogos usando a energia da Astrologia para fortalecer etapas nos momentos da vida. Suas buscas pessoais ou grupais, fortalecer ou desenvolver características que estão em desequilíbrio.

 Os Jogos Cooperativos junto com a Astrologia podem trazer à nossa sociedade uma determinação de tempo e situações, para as pessoas ou grupos e estabelecer Ritos de Passagem para cada emoção vivenciada sobre a energia de uma constelação.

 A combinação da Astrologia, dos Ritos de Passagem e dos Jogos Cooperativos é referencial e simbólica, representando a cada indivíduo a busca de sua totalidade. Podendo encontrar material de apoio à sua sensibilidade para com o sagrado, geralmente não percebido pelos outros e, às vezes, até negado por eles mesmos.

 Segundo Welwood17, “um senso de algo mais na vida, além do que é usualmente reconhecido, de que não é preciso ficar confinado pelas visões limitadas da família, da sociedade, e nem por aquilo que os pensamentos habituais impõem; a vida contém muitas dimensões, profundidades, texturas e significados que estendem muito além das crenças e conceitos com os quais se está acostumado.”

 17 John Welwood – Ordinary magic-everday life as spiritual path. Boston, Shambala, 1992.

Considerações Finais

 No desenvolvimento do trabalho apresentei como que a utilização de ritos/jogos pode ajudar a despertar nas pessoas uma nova consciência, dentro de uma visão integradora, utilizando os 12 signos do zodíaco juntamente com os jogos, que acredito ser mais interessantes, e percebi que as pessoas desenvolvem uma maior percepção de si e do outro.

 Enfatizei os jogos da Astrologia, marcando um início de cada despertar de uma virtude, fazendo parte de meu trabalho diário, porém qualquer dos jogos poderá ser facilmente adaptável de acordo com a vontade do focalizador, pois as 12 constelações, divididas em quatro elementos estão aí em qualquer um dos jogos, quer o jogo os utilize explicitamente ou não.

Na minha concepção, o jogo em si já é um rito que marca as passagens, e a consciência de sua ligação com os 4 elementos e a força zodiacal só faz potencializar uma aprendizagem constante.

Acredito que na nova era educacional, a transdiciplinaridade, do aprender a conhecer, do fazer, do ser e a viver junto, e mais um grande passo, para a relação com os quatro pilares fundamentais, pois aprendendo a conhecer, desperto a consciência do ar, o raciocino; do fazer a ligação com a terra, concretizar projetos, de ser com o fogo e a viver junto com a água, minhas emoções.

 É preciso perceber a totalidade desses elementos e ciclos para que se desenvolva um ser totalmente integrado a natureza e a ele mesmo. Fica claro o fato de que a interferência em uma das 12 energias zodiacais ou dos 4 elementos gera conseqüências, mostrando que somos e estamos em uma grande teia, que uma ação influencia todo o complexo.

 O focalizador trabalhando bem os ciclos e em harmonia, levará o seu grupo a uma evolução física, mental, emocional e espiritual através dos Jogos Cooperativos. Mostro neste trabalho que a união dos Ritos de Passagem, juntamente com os jogos são uma mina de ouro para despertar em cada ser sua importância, o viver para construir uma sociedade de virtudes e valores. Uma grande teia para transformação do ser humano descobrir novamente como SER HUMANO.

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