Temas Transcendentais

Estudando o Arqueômetro

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Orlando Júnior

Decifrando o Arqueômetro

O autor concedeu-me a permissão para publicar estes trechos de seu livro que foram extraídos de seu blog. Nestes dois capítulos em que se demonstram os princípios astrológicos como uma linguagem universal, engrenada em outros decodificadores de princípios construtores que ordenam e geram a vida em nosso planeta e em todo o universo visível e invisível, podemos ver uma introdução ao elevado nível do discurso que deveria enredar o entendimento astrológico, fato que está bem distante do discurso astrológico proposto pelas mídias e pela falsa intelectualidade da sociedade.

César Augusto – Astrólogo

Capítulo VIII

Um ensaio com os números

Neste capítulo iremos descrever como estão definidos os números no Arqueômetro, buscando entender a ideação nos diversos níveis, pois já vimos nos capítulos anteriores que nada neste instrumento existe ao acaso. Por isso, o objetivo é entender esta formação, dar os primeiro passos, sedimentar o conhecimento da estruturação dos números e seus aspectos qualitativos e quantitativos primários.

Não é incomum, em primeiro momento, observarmos os números relacionados com as letras, cores e sons do Arqueômetro e não encontrarmos nenhuma lógica, pois, aparentemente, são atribuições, sem ordenação; não é nada disso, quando passarmos a observar como se contextualiza essa ordem, logo percebemos que existe a famosa autológica citada por Saint Yves d´Alveydre, nunca devemos esquecer que tudo que está representado no planisfério do Arqueômetro apresenta-se de forma harmônica.

Primeiramente, precisamos rememorar o conceito que diferencia o aparelho em três camadas. Rever esta distribuição é muito importante, pois a disposição dos números encontra-se camada a camada, e essa escala segue rigorosamente a lógica da hierarquia do planisfério dividido através das visões: Divina (Teogônica), Cósmica (Cosmogônica) e Humana (Antropogônica), respeitando a formação hierárquica das letras Raízes ou Constitutivas, Planetárias e Zodiacais, respectivamente.

Devemos deixar registrado ou reforçar que não diferenciamos números de letras, pois estas constituições são pura geometria, portanto, diretamente relacionadas aos números. No Arqueômetro toda a morfologia está diretamente relacionada aos números, cada letra tem seu número correspondente, conferindo à estes quantidades e qualidades.

Observe a disposição do Arqueômetro em ordem numérica, perceba os números atribuídos às letras, fizemos uma distribuição diferenciando em cores os três níveis ou camadas, as letras Constitutivas (amarelas), as Planetárias (azuis) e as Zodiacais (vermelhas). As letras e os números estão na sequência de unidade, dezena e centena. Aparentemente, não existe uma lógica, parece tudo misturado, mas não é bem assim, tudo aqui tem um motivo e uma função, a nossa missão, neste primeiro ensaio, é entender como ocorre essa distribuição, por isso iremos analisar quadro a quadro, camada a camada, percebendo como funciona e como uma camada serve de instrumento de formação da outra. Primeiramente siga a recomendação, analise o quadro completo, veja bem a distribuição de todos os números e as letras correspondentes, quando tiver memorizado minimamente este quadro siga analisando o restante do texto.

Para reforçar o entendimento dos nossos estudos vale lembrar que o Arqueômetro tem vinte e duas (22) letras, observe que foram divididas em unidade, dezena e centena, preste bastante atenção, pois essa divisão segue uma lógica qualitativa que determina parte da função dos números em cada camada da mandala arqueométrica.

Numerologia 1

Observou? Procuraremos deixar, no primeiro quadro, o maior número de informações possíveis para que possa fazer suas anotações e utilizá-lo como referência para o entendimento dos números no Arqueômetro.

Então sigamos com a primeira análise: isolamos as letras e os números da camada Constitutivas ou Raízes, veja que separamos somente a cor amarela. A finalidade é permitir uma visualização mais detalhada da distribuição dos números que possibilite a análise da formação da ideação neste plano, pois é a semente de todas as outras que virão a seguir. Os números dispostos em sequência podem ser muito bem analisados, veja todas as variações, observe detalhadamente, e perceberá que estão divididos em três planos distintos, logo visualizará a autológica, pois sempre estará disposto na ordem harmônica.

Numerologia 2

Vejamos a primeira representação dos números, pois visa expressar de forma abrangente o conceito de início: o ponto e o número um (1), a unidade, o meio, dois pontos ou uma reta, o número (60), a dezena, e finalmente, os dois semicírculos unidos pelas extremidades, a centena, o número quatrocentos (400).

Repare que este desmembramento visa explicar de forma didática, simples, como funcionam as três letras ou formas e seus números. Para isso basta reparar que os números significam o início, o meio e o fim, ou seja, o um (1) é o Alfa, o nascer, a seguir, o sessenta (60), o viver, e o quatrocentos (400) é o Ômega, o morrer. Observando a formação de todos os números contidos nesta tríade percebe-se que foi atribuído a qualidade do princípio, do nascer, o primeiro número, o um (1), do viver, ao sessenta (60), e do fim ou morrer ao último, o quatrocentos (400).

Fica fácil quando explicitado, pois muitas vezes a mente complexa não permite visualizar uma informação tão simples. Portanto, já temos os primeiros conceitos e funções dos números no Arqueômetro, esses permeiam a construção de todos outros números neste aparelho, pois representa o Universo em movimento e como se constitui. Lembra muito os ensinamentos budistas, o conceito de “criação, conservação e destruição”, retornando ao processo que se repete indefinidamente, a “impermanência”. No caso dos números retornando ao número um (1), veremos isso na adição dos números em cada camada do Arqueômetro, ou seja, a reafirmação do processo da transformação divina no nascer, viver e morrer infinito, pois o espírito é eterno e o matéria finita.

            Na continuidade iremos levantar mais alguns véus, pois é fundamental que se firme a idéia em torno da premissa que rege este conhecimento e que determina a identidade numérica na mandala.

        A primeira missão é evidenciar, através do somatório, que o retorno ao número um, à essência, é inevitável, e o surgimento do número dois (2), no outro plano, o Planetário, ocorre através também do somatório dos números, essa técnica irá se repetir para todas as camadas, observe com atenção, finalizando perceba que sempre haverá um número de ligação entre uma camada e a outra, representando o portal, o número e letra de saída e o retorno entre os planos, as ligações entre o divino, o cósmico e humano.

      Os números, 1, 60 e 400, representam a primeira esfera, a divina, ou a energia mental. Por isso é importante focar fortemente nesta primeira regra, pois toda a construção da mandala arqueométrica se constitui dessa forma, apontando o somatório para o número um (1) ou para a forma original, o retorno, quanto se tratar de geometria ou morfologia, para o ponto, podemos aplicar esta regra para todas as camadas que funcionará.

Reforçando o conhecimento

A unidade, a dezena e a centena, estão relacionados também a luz, som e movimento, ao pensar, sentir e agir, ao Tantra, Mantra e Yantra, ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, à Osíris, Ísis e Horus, etc. Cada camada contém essas tríades em representações diferenciadas, são parecidas mas não são iguais, os valores obtidos a cada camada tem uma representatividade específica, vejamos as qualidades que os números tem por camada:

1. Constitutiva – Mente – Tantra – Luz

Mente

2. Planetária – Sentimento – Mantra – Som

Ação

3. Zodiacais – Ação – Yantra – Movimento

Ação

Perceba que são parecidas, mas não são iguais, porem um conjunto está contido no outro, essas interseções demonstram as interações entre os planos, porem a individualidade permanece, indicando a ordem primária, secundária e terciária de cada plano, observe as três camadas e analise as similaridades e diferenças:

Mente, sentimento e ação

         Sejamos bem pragmáticos, na primeira camada encontra-se o raio gerador, as raízes da Cabala do Arqueômetro, as fundações dessa Árvore da Vida Bramânica, portanto, encontramos as formas primárias, a cor branca que irá se desmembrar em todas as outras e os números que são a base dos demais.

A tabela está numerada em ordem crescente como pode ser observado, ordenada por unidade (Mente), dezena (Sentimento) e centena (Ação).

Pergunta-se: qual representação do menor número dessa tabela que possa indicar o princípio, o Alfa, a ideação? Claro que é o número 1, pois está relacionado com o ponto, o início. Seguindo este raciocínio podemos fazer outra pergunta: qual o último número dessa tabela para representar o Ômega? O número 400. Então, o fim, está relacionado com os semicírculos unidos pelas extremidades.

Fica fácil entender que existe uma lógica, agora iremos para última pergunta, visando fechar os números e as formas da tríade dessa camada. Já temos a unidade e a centena, falta uma dezena para mediar, ser o meio de equilíbrio dessa ideação. Qual a dezena que somada com a unidade e centena possibilita representar o retorno à unidade e o nascimento numérico do plano seguinte? Pode utilizar todas as dezenas, somente o número sessenta (60) cumpre essa função, vejamos a seguir:

Demonstração do retorno à unidade:

400 + 60 = 460 = 4 + 6 + 0 = 10 = 1 + 0 = 1

Aqui está a prova que o 400 + 60 são frutos da unidade, pode repetir com todas outras dezenas que não encontrará este resultado.

Demonstração do nascimento da dualidade:

400 + 60 + 1 = 461 = 4 + 6 + 1 = 11 = 1 + 1 = 2

       Aqui está a prova que o DeVA (D=4, V=6 e A=1) propicia o nascimento do Alfa ou o Alef do plano Planetário, a Lua, se observar da maneira adequada, tem a forma bem explícita dos dois semicírculos e da reta, analise e perceberá esta afirmativa.

      Após demonstrar como nasceu, numericamente, o outro plano, sigamos com a exposição da camada Planetária e de seus números, observe outro desmembramento da tabela, analise seus números, os planetas e as formas.

Numerologia 3

Já está definido o número dois (2), o 1, o 60 e o 400 não podem ser utilizados, por isso utilizaremos somente os que restaram, seguindo a mesma linha de raciocínio ou a autológica do Arqueômetro. Como encontraremos o Ômega Planetário? O último número é Saturno, o número é o trezentos (300). Agora só falta encontrar quem é a dezena que irá mediar o bailado cósmico, pois não temos mais três números, são sete, precisamos encontrar o mediador para todos os planetas. Vejamos se número do Sol, o cinquenta (50), cumpre o papel de mediador entre os eixos dos planetas:

(Lua) 2 (Sol) 50 (Saturno) 300 = 352 = 3 + 5 + 2 = 10 = 1 + 0 = 1

     Fechamos o primeiro raciocínio, o eixo Lua (2) + Sol (50) + Saturno (300), no somatório, retorna à unidade. Está seguindo o bailando cósmico do Arqueômetro, no sentido horário, pois são as letras evolutivas, encontraremos a seguir outro eixo, Vênus, o número três (3) + o Sol (50, perceba que o Sol continua ao centro) + Marte (20). Este eixo tem que demonstrar a mesma fórmula do somatório dos números que retornam ao um (1), vejamos:

            (Vênus) 3 (Sol) 50 (Marte) 50 = 73 = 7 + 3 = 10 = 1 + 0 = 1

    Perfeito! Não há dúvida que continuam dentro do mesmo raciocínio.

(Júpiter) 4 (Sol) 50 (Mercúrio) 90 = 144 = 1 + 4 + 4 = 9

O que saiu errado? Nada.

        Saint Yves d´Alveydre alerta sobre a importância da letra de Mercúrio o (Ts) e a de Virgem o (Y) como portal e referência de saída para o mundo das formas (Yantra) ou para o plano Zodiacal. Neste ponto entende-se por que o autor chamou a atenção pela inversão ou utilização do (M) de Escorpião (40) no lugar do (Y) de Virgem (10). Este detalhe é muito importante, pois um portal tem um tratamento de entrada e saída. O plano Planetário precisou do número um (1) para achar o número 2 no somatório, ou seja, o plano do sentimento precisou do plano da mente para se constituir. O plano da ação precisará dos dois planos (mente e sentimento) para que ocorra a manifestação do movimento na camada Zodiacal, ou seja, para que exista o portal, então vejamos:

Júpiter (Plano Sentimento) 4

Número 60 (Plano da mente)

  Mercúrio (Portal plano da ação) 90

  = 154 = 1+ 5 + 4 = 10 = 1 + 0 = 1

      Como se trata de um portal poderíamos utilizar o próprio número 10 de Virgem para evidenciar o nascimento da forma sem alterar o eixo, na realidade o 10 + 50 = 60, demonstrando que o eixo de saída contém uma parte da tríade superior.

Júpiter (4) Sol (50) Mercúrio (90) Virgem (10)

  = 154 = 1 + 5 + 4 + 10 = 1 + 0 + 1

eixos

Os eixos coloridos indicam como foram realizados os somatórios dos números. Portanto, os números explicam o motivo do portal ser no Zodíaco de Virgem, não existe nenhum outro eixo que permita a saída utilizando o mediador 60, a reta, como elemento de formação do plano das formas, as letras involutivas.

Numerologia 4

Agora iremos para última camada, a Zodiacal, o plano das formas, já utilizamos 10 números, como o alfabeto é de 22 letras só nos restam 12 números, um para cada signo, é fácil, saindo pelo portal da letra Y (Virgem), número 10, devemos girar a mandala do Arqueômetro no sentido anti-horário, pois estamos tratando as letras involutivas, já utilizamos os números 1, 2, 3, 4, 20, 50, 60, 90, 300 e 400, então não podemos repeti-los, acompanhe o raciocínio, iniciaremos utilizando todas as dezenas, iniciamos no portal 10 – Virgem, seguindo a ordem das dezenas temos livres na ordem astrológica,  o  30 – Libra, 40 – Escorpião,  70 – Sagitário, 80 – Capricórnio, enceram-se as dezenas livres, continuamos com as centenas livres, 100 – Aquário e 200 – Peixes, acabaram as centenas, sigamos com as unidades livres, 5 – Áries, 6 – Touro, 7 – Gêmeos, 8 –  Câncer e 9 – Leão, acabaram-se os números,  some todos os números,  de 1 a 400, o plano das formas contém todos os números, assim obterá o total 1495 = 19 = 1 + 9 = 10 = 1 + 0 = 1, retornamos ao um.  Será coincidência? Outra observação importante: o Zodíaco começa em Áries (5), menor número deste plano e encerra em Peixes (200), mais uma vez constatamos a autológica, o Alfa e o Ômega.

Neste capítulo fizemos o primeiro ensaio com os números do Arqueômetro, existem muitas revelações, demos um importante passo, pois adentrar alguns Arcanos não é fácil, a mente endurecida pela ciência moderna não nos deixa divagar por assuntos abstratos, muitas vezes encontramos barreiras que parecem intransponíveis, mas persista, para ser um estudioso destes assuntos é preciso paciência e aprofundamento.

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Capítulo X

O entendimento do Uno

Pensamentos e ideias dessas origens

Não se trata de querer criar uma técnica específica ou definir uma modalidade de entendimento deste tipo de conhecimento, até mesmo porque este estudo requer o despertar de algumas percepções que não dependem necessariamente de métodos. O fato é que, para um estudo mais aprofundado é fundamental que se promova o desenvolvimento destas percepções, principalmente sobre astrologia, alquimia e outros ensinamentos de ordem hermética. À medida que cada conhecimento for aprofundado exigirá uma visão diferenciada dos níveis de distribuição e da organização destes saberes, facilitando as interpretações das representações divinas ou teogônicas, universais ou cosmogônicas e naturais ou antropogônicas.

Como já vimos existem três níveis de representações que traduzidas nos estudos superlativos, comparativos e positivos que, permitem o desenvolvimento sistematizado dos entendimentos dos mistérios através de graus diferenciados que se interpõe, permeando e interligando um nível ao outro.

Contudo, não se trata de criar uma sistemática, que possibilite a visão amplificada do conhecimento, mas de dispor as informações que promovam o desenvolvimento da mente, permitindo a amplificação dos fatos que conduzem às visualizações destas sobreposições dos saberes, evoluindo para os pontos mais importantes, buscando desvendar os arcanos menores e posteriormente os maiores. Estas premissas permitem uma postura descolada do puro apelo materialista e convencional, construindo uma nova e única visão do que vem a ser o sagrado.

À medida que se adentra nos segredos desvelam-se as cifras, as formas de representações contidas nestes enigmas, o funcionamento e a prática que traduz esta estrutura pródiga. Ao praticar a abstração necessária a este tipo de estudo, o entusiasta promove uma maneira diferenciada de pensar, pois os detalhes fazem diferença, porém na simplicidade e na lógica é que se elucidam as respostas. Pontos importantes dessas estruturas encontram-se expostos, mas exige um estudo sistematizado de alguns conhecimentos dos mistérios.

A verdade é que, ao alcançar a prática desse método e aplicar suas técnicas, o indivíduo torna-se apto a desvendar alguns pontos desses códigos e seus mistérios. Ao passo que se aprofunda nos estudos, rapidamente se apercebe que os indícios dessas representações contêm chaves que precisam ser decifradas. Muitos desses códigos apontam para uma sociedade de mentes altamente argutas e sagazes, pois nestes conteúdos velados pelas formas expressas nos mapas astrológicos, nas mandalas, nas técnicas da alquimia e outras formas de representação do sagrado, encontram-se elementos suficientes para elaboração de códigos matemáticos, geométricos, artísticos, religiosos e filosóficos que confirmam a engenharia de uma lógica apurada. Afora a harmonia, a beleza, a simetria, a sonometria e a ordenação de pensamentos superiores que evidenciam um saber diferenciado e um estudo aprofundado das mais variadas ordens.

Pois bem, em um primeiro momento, cabe utilizar alguns princípios básicos contidos neste poderoso aparelho astrológico ou mesmo nos textos alquímicos de algumas escolas de mistérios, para demonstrar como se constituíram, por exemplo, os princípios dos alfabetos dos antigos patriarcas. Demonstrando, também, como viviam e desenvolviam visões diferenciadas e aprofundadas das mais variadas áreas do saber, interligando estruturas geométricas, constituindo um profundo conhecimento dos números, sínteses e ordens filosóficas, expressões artísticas nos mais variados ramos sociais e estruturas religiosas pautadas em saberes profundos, todos, indistintamente, voltados para os conceitos da formação planetária e cósmica, bem como, do entendimento sobre os aspectos relacionados à divindade – verdadeiros princípios teosóficos.

Assim, as questões não passam somente por explicações de ciência astral e revelações dos antigos ancestrais e suas academias, mas pela busca da compreensão e da continuidade das formulações de novas discussões, estudos comprobatórios destes fatos, visando confirmá-los, torná-los verídicos, argumentar e contra argumentar com propriedade, sem jamais estar movido ou vencido pelo ópio do absolutismo intelectual, pois o objetivo é formular hipóteses, como sugerem as ciências modernas e ainda demonstrar tais possibilidades.

Ao observar os movimentos dos planetas, principalmente o de translação, nossos ancestrais, mestres dessas academias, registraram esta lógica nos documentos da época, transcrevendo com profunda propriedade este planisfério astrológico. Autenticaram o encontro da grande confraria dos espíritos ancestrais e imprimiram este momento como uma espécie de selo cósmico, evidenciando a importância destes eventos, com registros astrológicos que foram transpostos para os pergaminhos e referências registradas e autenticadas através da astrologia.

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Em diferentes partes do mundo fizeram os mesmos registros astrológicos, associando estes eventos aos ritos, calendários e às ciências em geral, aplicando-os até mesmo aos costumes mais simplórios de um variado número de sociedades. Consolidaram estes hábitos sociais e sacerdotais como uma conjugação chave, um marco, algo que precisava ser fixado através dos tempos. Algumas escrituras versam sobre estes registros, todas indicam e demonstram que seus arquitetos detinham uma cultura adiantada e profundamente aperfeiçoada. Nestas sociedades existiam regras e estruturas muito elaboradas, bem como, uma infinita necessidade de gravar essa presença, talvez já prevendo que, em algum momento, deveriam ser resgatadas.

Tratando especificamente da abóbada celeste e da observação dos movimentos dos astros que funcionaram como um dos primordiais legados dos princípios da astronomia moderna e de outras ciências, pode-se afirmar que dessas fontes nasceram os conceitos e fundamentos sobre a constituição da vida na sua forma mais ampla, porém, os mistérios da astrologia ficaram reservados aos argutos e persistentes exploradores dos saberes dos antigos sacerdotes, contidos nos enigmas que determinam a síntese desta ciência, bem como, da filosofia, da religião e da arte destas antigas sociedades.

As representações dos mapas astrológicos identificam os elaborados ciclos e ritmos dos astros, suas conjunções, registros detalhados destes movimentos, que expressam uma significativa necessidade de guardar e velar o conhecimento. Estes fatos foram descritos e guardados em locais especiais, longe das “aves de mau agouro”. O mapa que registrou o encontro das mais antigas confrarias do planeta foi transcrito de forma a perpetuar o encontro que marcou o mais sagrado dos momentos, uma antiga e fiel transcrição gráfica, selada para sempre, originando a mandala astrológica, momento sagrado e consagrado à eternidade.  Estes eventos e suas conjunções se repetem através da circunvolução cósmica, em períodos aproximados de pouco mais de vinte e cinco mil anos. O registro contido no mapa astrológico é um momento desse bailado cósmico delimitando cada período em sequência de constelação ou signo, conhecido como a era de cada ciclo.

O que os antigos patriarcas, magnífica confraria dos senhores da luz, fizeram foi registrar de forma sublime o que ocorria nos céus no momento em que se consumou a criação deste selo. Como está descrito, na figura abaixo, é um simples e magistral registro daquele momento, convencionado através das representações dos planetas regentes e das constelações ou signos regidos.

A síntese deste selo pode ser descrita, por exemplo, através de um observador terreno que perceba as circunvoluções dos planetas e suas passagens ou circunvolução de uma constelação a outra. Estes eventos foram transcritos para os pergaminhos, formando o que conhecemos como mandala astrológica, iniciando o registro ao norte, observando o movimento de Saturno que passa pelas constelações de Capricórnio e Aquário, transpondo para os livros esotéricos o conceito de regência destes dois signos que aparece registrada na parte superior da mandala e expressa um rápido movimento helicoidal, da movimentação deste planeta de uma constelação à outra.

Estas regras repetem-se para os movimentos dos outros planetas, seguindo a mesma forma de explicação, sendo assim definiu-se o movimento de Júpiter que passa pela constelação de Peixes e Sagitário, o planeta Marte tem esse registro em Áries e Escorpião, a estrela matutina, Vênus, é observada na passagem por Touro e Libra, e o pequenino e inflamado Mercúrio é observado na passagem por Gêmeos e Virgem, isoladamente, na representação da individualidade, dos princípios feminino e masculino, surgem a Lua e o Sol, que regem o signo de Câncer e Leão respectivamente, na clara intenção de evidenciar os princípios da fecundidade, ativo e passivo, emissor e receptor, expresso na luz polarizada da Lua, fecundada pelo espectro do Astro Rei, o Sol.

Em um primeiro momento os mais conservadores tendem às explicações convencionais, insistindo em ver o quadro representativo astrológico como um registro bidimensional e estático destes eventos, fixado em algum momento do passado sem representatividade expressiva, mas a realidade é outra.

Os mapas astrológicos são mandalas e não se limitam a uma representação determinada somente por altura e largura, pois estas duas não expressam a plenitude, assim, faz-se necessário o acréscimo de um o terceiro elemento: a profundidade, atribuindo, para finalizar, a qualidade do movimento que é fundamental para as explanações destes fatos.

movimentos

Um plano tridimensional é mais que apropriado para os estudos que irão conduzir algumas variações da forma de pensar a metafísica, pois permitirá a compreensão dos fundamentos em contextos mais amplos e possibilitará um estudo aprofundado. A construção da estrutura astrológica em nível tridimensional expressa com propriedade os princípios espirituais, cósmicos e naturais.

Então, a representação mais lógica é a tridimensional, mas para isso é necessário dispor de uma variação que irá constituir a explicitação destes fatos a um patamar maior, pois a expressão da mandala na forma cônica, com altura, profundidade e largura, como um chapéu de mago, confere aos estudos uma magnitude de altíssimo nível nos planos dos mistérios, revelando que a Lenda de Merlin não é mera coincidência.

Os alquimistas utilizavam esses famosos chapéus, confeccionados em puro ouro, ornamentados por toda uma grafologia, que representavam as forças oriundas do cosmo ordenado pela divindade, esses instrumentos funcionavam captando forças universais que eram agregadas ao possuidor desta ferramenta de incorporação do magnetismo dos astros, conferindo ao mago alguns poderes inimagináveis.

Em resumo, era um poderoso instrumento de evocação das energias em planos superiores. Isto não é lenda, faziam desta forma e conheciam o poder contido nestes elementos, sabiam utilizar os mantras mágicos de aberturas dos portais. Posteriormente, foram ridicularizados pelas ciências modernas que beberam destas fontes e que, por não conhecerem a contraparte da ação dessas práticas, mergulharam no que não entendiam – no poço dos mitos.

Não tinha o conhecimento dos aspectos metafóricos, como a transformação do chumbo em ouro, que tratava da transformação interior do indivíduo iniciado, da condição mental bruta, alegoricamente atribuída ao elemento chumbo por suas características pesadas, aparentemente grosseiras e comuns, até alcançar a condição mental reluzente do ouro, que representava o ser que se libertou dos apegos materiais e ascendeu às esferas espirituais.

A verdade é que insistiram em contar a história do jeito que lhes convinha, sem se importarem muito com o porquê destes hábitos, fixando-se nos exemplos dos alquimistas místicos, taxando seus hábitos e rotulando os que ousassem optar pela prática destas teorias. Também desconheciam as metáforas da transformação através da condição dos estados alquímicos, que C. G. Jung mapeou com extrema sabedoria e ao contrário do que alguns seguidores deste ícone da psicologia acham, não inventou nem associou, simplesmente reproduziu a técnica alquímica e traduziu estes eventos sabiamente para a Psicologia Analítica.

As peças eram estabelecidas para graus diferenciados de entendimentos, alcançando graus de consciências diferenciadas, desde uma mera distração pública, passando pelos caminhos do aprendizado dos acontecimentos encenados, até os que conseguiam perceber que por detrás daquelas fantasias existia algo mais, estes eram arregimentados para as academias de iniciados que distinguiam aqueles que demonstravam um grau básico de entendimento do sagrado.

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Exteriorizados, nas figuras anteriores, encontram-se expressos os registros de um momento, pois mesmo a representação em forma cônica não permite a expressão fidedigna de todos os eventos, para ajudar a amplificar a forma de visualizar e assimilar este conhecimento, mas o ideal seria registrar os movimentos variados e todas as ideações gráficas de planetas e signos na forma tridimensionais. O que se percebe ainda é uma fração congelada de um evento, um registro, uma parte de inúmeras representações.

Porém, é muito importante para a compreensão destes fatos, de forma didática, este tipo de representação, pois estas observações ganham um acentuado sentido quando assim expostas, comprovam síntese e decomposição em uma mesma teoria, não exigindo um intenso grau de abstração, pois demonstra claramente a ideia de um núcleo de embriogenia, representado pelo ponto que se estende a partir do topo de todo o espaço cônico, delineando o surgimento, aparente, de novas formas em graus secundários e terciários.

A partir do movimento do ponto, no topo do chapéu ou do cone, inicia-se o processo de construção das outras formas geométricas como a reta, o triângulo, o quadrado e o círculo, ocorrendo o mesmo com as matizes de cores, notas musicais e números que estão associados às formas básicas.

Não é difícil concluir que estes conceitos giram em torno das estruturas primordiais que envolvem a ciência, a filosofia, a arte e a religião. São manifestações lógicas para se obter a formulação de teorias e da comprovação prática, consubstanciando o que era conhecido como sagrado.

Ao examinar as figuras em movimento no chapéu, parte da representação da mandala, na forma bidimensional, percebe-se a evolução no sentido horário a partir do ponto que, passo a passo, vai se transmutando e possibilitando a aparição de uma variação de formatos, que constituem uma representação de cinco formas geométricas básicas, que foram utilizadas na concepção dos antigos alfabetos.

Pois, constituíram toda uma estrutura correlacionada, perfeitamente disposta em uma sequência harmoniosa e lógica, livre de ideações desordenadas e das conjecturas de que estas ordenações ocorreram ao acaso. Isto permite uma iniciação de fato entre os contextos do sagrado que eram impulsionados por uma ética de ideias inigualáveis.

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Ao observar o movimento desta nova figura, nota-se também que, de seu centro origina-se um ponto no movimento helicoidal original, para os sentidos estes movimentos sugerem a formação de outras formas geométricas, que se transformam sucessivamente em outras, constituindo a ideação da origem do todo, elementos ainda impronunciáveis ou sem representações no mundo da matéria. Estas ideias são extremamente sutis, muito difíceis de serem repassadas, pois foge do convencionalismo, exigindo de quem busca compreender estes ensinamentos muita dedicação, principalmente o desenvolvimento da mente abstrata e da libertação da alma – das convenções que limitam os mais apegados.

No desenvolvimento destas idealizações, um bom exemplo para demonstrar algumas destas afirmativas está na descrição sumária do movimento inicial e primário, considerando sua construção gradativa até alcançar as formas mais complexas, sempre observando o desenho cônico do chapéu do mago ou da mandala tridimensional. Simular este movimento do chapéu do mago até a imagem se tornar bidimensional muda totalmente o plano de observação e síntese, induzindo a uma análise mais concreta, retirando da mente o foco mais abstrato delineado na observação tridimensional.

Este exercício entre um objeto observado por um foco ou outro visa aproximar o objetivo e transmitir ao núcleo do cérebro estes eventos, por vias que se utilizarão de lógica mais concreta em um determinado momento e, por uma linha mais abstrata em outro. Esta sugestão mental permite a percepção por outros ângulos, eliminando uma visão predeterminada e distorcida dos conceitos e das observações.

Na realidade, a prática desta visão diferenciada permite ao neófito a confirmação do funcionamento, executando determinadas rotinas rituais, sem perder a consciência da essência que procura expressar a idealização divina, cósmica e planetária em graus diferenciados até alcançar uma compreensão definitiva, consumando uma máxima de que todas essas expressões são “folhas e frutos” de uma mesma árvore, que se apresentam em circunstâncias variadas e que faz parte de um contexto momentâneo, exigindo do aprendiz o desenvolvimento de técnicas, as quais possam permitir a dedução de como se desenvolvem estas situações, para não se deixar enganar pelas impressões produzidas nas variadas condições destas análises.

A sequência da figura que veremos a seguir visa representar os movimentos em alguns passos distintos e sucessivos para evidenciar que, dependendo do foco de observação, o mesmo conceito pode se manifestar de forma distinta, porém contínuo, expressando, apesar de diferenciados focos, uma única ideia. Dependendo do objetivo das explanações, uma será mais adequada do que a outra, sem perder a base de que a expressão tridimensional é a ideal para o desenvolvimento dos altos estudos e aprofundamentos do conhecimento do sagrado, pois esclarece as discussões sobre as visões divina, cósmica e planetária, em plano inteligível e inconteste, demonstrando a expansão desde o principio até a formação da visão que dispõe a vida no universo como um todo.

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a) Sequência 1:

Possibilita uma visão tridimensional da mandala, constitui a expressão dos diversos níveis energéticos e cósmicos, que formam a visão diferenciada do todo, desde a expressão da formação primária, origem de todas as cores, sons, números e formas.

b) Sequências 2, 3, 4 e 5:

Representação dos movimentos intermediários que demonstram as inclinações graduais, constituindo a última sequência em uma visão bidimensional. Didaticamente se apresentam nas visões diferenciadas de um mesmo conceito.

c) Sequência 6:

A visão mais comum e utilizada é a bidimensional, funciona atraindo, dispersando e fixando forças, são utilizadas em paredes, dispostos em mesas de santuários e em ritos ou atos temporários para fins específicos.

A partir destas explanações preliminares é possível chegar ao ponto inicial de onde estes antigos ancestrais fundamentaram o conceito da ciência do sagrado, representado-a, comentado anteriormente, através do alfabeto, nas suas observações cósmicas e planetárias, expressas nos elementos da filosofia, nas manifestações artísticas através de instrumentos musicais, movimentos corporais, pintura e teatro, na revelação do contexto religioso, sendo fundamental registrar que a religião não existia separadamente do restante.

Entre estes fundamentos não havia diferenciações, era uma síntese que estabelecia a manifestação humana em plenitude, o sagrado, fundido nos quatro pilares que sustentavam as relações da vida no planeta, dos conceitos da composição do cosmo e da interação com o divino. Portanto, a síntese representada na mandala, tridimensional ou bidimensional, é uma forma extremamente inteligente de simbolizar o conteúdo amplo desse contexto, pois encerra as diversas visões dos conceitos em planos diferenciados de entendimento, possibilitando o desenvolvimento das visões positivas, comparativas e superlativas.

Na apreensão de alguns métodos básicos, para principiar a análise e estudos de alguns mistérios em grau positivo, pode-se utilizar as teorias que fundamentam a representação da mandala cósmica ou do Planisfério Arqueométrico de Rama sob alguns conceitos bem próximos do entendimento inicial.

O método mais provável é a compreensão do funcionamento da geometria em nível sagrado, trata-se de um elemento determinante na formação dos alfabetos e das representações mais fortes destas antigas civilizações, pois se utilizavam de técnicas científicas para determinar o funcionamento de fórmulas que envolviam graus, ângulos e outros elementos da matemática, como também uma elaborada filosofia de conceitos divinos, ou seja, estes métodos não traduziam somente um conjunto de ideias, mas inclusive a vivência em plenitude dos fundamentos contidos nas relações destas práticas concretas e abstratas.

As representações do alfabeto de 22 letras foram utilizadas por grande parte das sociedades mais inteiradas das convenções das representações e suas relações com o sagrado. Seguiam uma ordem lógica de representação dos três planos: o divino, o cósmico e o planetário, em que a expressão desta formação constitui uma sequência extremamente elaborada e destituída de impressões fantasiosas, ao contrário, reúnem elementos suficientes para evidenciar a presença de ideações engenhosas, que constituíram os fundamentos dos mais importantes colégios de mistérios em um passado distante.

Seguindo uma lógica para o desenvolvimento deste tipo de raciocínio, imagine um chapéu de mago, cônico, pontudo e com uma aba circular harmoniosa. No ápice deste chapéu existe um ponto, elemento básico do princípio geométrico que, ao se movimentar de forma circular descendente, em grande velocidade, afeta os sentidos humanos causando a sensação inicial da formação de uma reta, nesta sucessão de movimentos outras impressões se constituem no campo visual, originando novas figuras geométricas, formando triângulos, quadrados e círculos. Estas representações básicas da geometria estão associadas à formação cósmica e dos planetas que compõem o nosso sistema solar, ou seja, uma forma geométrica para cada um, representando a construção cronológica e geométrica do cosmo, expressões registradas nos pergaminhos destas culturas.

Como tudo está em movimento, a representação da mandala nada mais é do que o registro de um momento, uma fotografia, passível de análise e decomposição de seus significados, mas não expressa o todo, pois é impossível representar todos os movimentos. A visão da ação é velada, mas ao permitir este tipo de análise o mistério se desfaz, estes conceitos estão presentes em algumas filosofias, como a do budismo sobre a impermanência que causa a ilusão. Um bom exemplo desta afirmativa é o movimento do ponto que cria a impressão aos sentidos da formação de uma reta ou mesmo de um ponto em lugares diferentes, ocasionado por rápidos movimentos, motivando a ilusão que formam outras imagens geométricas harmônicas.

Esta concepção amplia-se para todas as outras formas mais complexas, confirmando várias teses da física quântica e da química oculta. Seguindo esta linha de raciocínio pode-se evidenciar a matemática pitagórica para analisar a qualidade destes conceitos geométricos, pois as antigas escolas não se utilizavam somente dos aspectos quantitativos, mas associavam às formas geométricas cores, sons e números.

Partindo destas explicações iniciais pode-se expor, por exemplo, as formas contidas em alguns alfabetos mais antigos como o sânscrito e o devanagári, o hebreu que manteve fielmente alguns ensinamentos destas escolas dos mistérios através da Cabala.

Nestes estudos há uma tendência para utilizar o sânscrito e o devanagári, pois se encontram fortes evidências de bases geométricas em todas as expressões desta grafia. Em um plano geral, sem atribuir ênfase a essa ou aquela escrita, a exposição dos princípios arqueométricos são suficientemente valiosos para esse tipo de entendimento. Na análise das três primeiras letras primárias desses alfabetos, percebe-se claramente o princípio do ponto, da formação da reta e da expansão da terceira letra, consolidando o conceito primário de luz, som e movimento.

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Sem adentrar, no mérito dos fonemas, inicialmente tratar-se-á das formas e da essência. Ao analisar a última figura com três letras primárias, que dão origem a todo o alfabeto de algumas antigas sociedades, observa-se que as três representações se traduzem em um ponto, ou seja, a lógica é conduzir ao princípio, evidenciando a presença do sagrado ou do divino em tudo, sendo o ponto uma representação precisa da divindade no mundo das formas, que ao se manifestar gera nos primeiros movimentos, a ilusão da formação de dois pontos que representa a segunda letra, que unidos formam uma reta.

Na continuidade destas ideias e deste movimento observa-se o desdobramento da figura que representa a expansão cósmica, registrada no formato de dois semicírculos unidos pelas extremidades, mas na realidade não passa de um círculo ou de um grande ponto como pode ser observado quando se une as duas partes da imagem. As constituições destas três representações encerram a ideia de formação do núcleo da mandala que contêm os fatores protogeradores de todas as outras ideias contidas na circunferência intermediária e na terceira e última, a mais externa, como pode ser observado.

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