Astrologia e Astrólogos

As 112 Regras de Morin de Villefranche

Jean-Baptiste Morin de Villefranche

23 de Fevereiro de 1583 – 6 de Novembro de 1656

O caráter e a composição física são realmente levados à conclusão pela disposição do céu que em um momento adequado traz a criança para fora do útero de acordo com seu destino. E – por assim dizer – um selo está impresso no nativo, que é uma representação da natureza, condição, localização e determinadas determinações dos corpos celestes.

– Astrologia Gallica, Livro 21

Regras de Interpretações formuladas por Morin de Villefranche

– Todo planeta produz efeitos específicos diferentes em cada uma das casas astrológicas. Igualmente ocorre com os signos zodiacais e com as estrelas fixas.

– Em uma mesma casa astrológica dada, cada planeta produz efeitos diferentes. Igualmente vale isto para cada signo zodiacal e para cada estrela.

– Um mesmo planeta dado produz determinados efeitos por sua conjunção com um planeta, outros diferentes por sua oposição , outros por seus trígonos, outros por suas quadraturas, etc.

– Um aspecto de igual forma (o mesmo aspecto), sinala efeitos diferentes, se ele provir de um planeta ou de outro.

– Um mesmo planeta produz efeitos de espécie diferentes, se o astro for senhor de uma casa astrológica ou de outra.

– Um lugar da esfera celeste (Eclíptica) que no tema natal de um individuo tenha sido ocupado por um planeta qualquer dado, manifesta sua atividade no sentido das propriedades deste planeta com respeito a este individuo durante toda a vida deste. Simultaneamente se o mesmo lugar tenha sido ocupado na natividade de outro individuo por outro planeta qualquer, ele é ativo no sentido das propriedades deste outro planeta com respeito a este outro individuo durante toda a vida deste segundo individuo.

Assim temos que um mesmo lugar da Eclíptica  pode simultaneamente constituir o mapa (ascendente) da natividade de um individuo e exercer assim sua ação sobre a vida e constituição deste sujeito e na natividade de outro, encontrar-se sobre a cúspide de outra casa e fazer assim sobre este outro sujeito no sentido das significações próprias desta outra casa.

Isto que é dito aqui do corpo dos planetas, deve aplicar se também aos seus aspectos.

– Todo agente celeste faz somente segundo sua natureza e a sua própria força.

– A extensão dos efeitos particulares que pode produzir um agente celeste com respeito a um individuo dado, está determinada pela capacidade deste sujeito de receber a impressão e de reagir sob esta impressão.

– Um mesmo agente celeste produz, nas mesmas condições, sempre os mesmo efeitos sobre um mesmo sujeito.

10 – Cada casa astrológica difere por suas propriedade de toda outra casa astrológica.

11 – Todo planeta difere dos outros por sua natureza, ou ao menos pelas propriedades ativas de sua influência.

12 – Todos os signos diferem entre eles por sua natureza elementar, e pelas propriedades ativas de sua influência, ou pelas duas juntas.

13 – Os diferentes aspectos de um mesmo planeta diferem entre eles pelas propriedades ou por sua potência.

14 – Todas as estrelas fixas não possuem a mesma natureza nem a mesma propriedade.

15 – As diversas atividades astrais se combinam no sujeito sobre o qual elas vêm a operar.

16 – Um mesmo planeta que atua conjuntamente com um mesmo signo, produz sempre os mesmos efeitos específicos, tanto sobre o plano elementar como sobre o das influências.

17 – Dois planetas não podem produzir cada um os mesmos efeitos no tema natal de um individuo, nem tomados separadamente, nem por combinação.

18 – Um mesmo planeta pode produzir, por sua influência, efeitos diversos sobre um mesmo assunto.

19 – Nenhum planeta produz, por sua influência, os mesmo efeitos sobre assuntos de diferentes espécies, nem tampouco sobre numerosos assuntos de igual espécie.

20 – Quando um planeta está situado fora de sua própria casa celeste, produz uma coisa em razão de sua posição na casa astrológica que ele ocupa e outra coisa distinta em razão da casa astrológica na qual ele domina.

21 – Um planeta significa somente uma coisa em tanto que ele a efetua.

22 – Todo planeta opera sempre conjuntamente com o signo na qual ele se encontra.

23 – Todo signo opera sempre sob a dependência da natureza e do estado celeste de seu senhor, porém nem sempre em razão da determinação local deste.

24 – Todo planeta opera sempre sob a dependência da natureza e o estado celeste de seu senhor; mais freqüentemente, ele opera também em razão do estado terrestre deste último. Enfim, de certa forma, ele atua todavia sob a dependência de seu senhor secundário (dispositor do dispositor).

25 – Se deve definir em primeiro lugar o estado celeste de um planeta (signo) como regulando a qualidade de seus efeitos, porém seu estado terrestre decide a categoria deste. O estado celeste compreende como elemento invariável a natureza essencial do planeta proposto e como elemento variável a natureza do signo em que se localiza, a natureza e o estado de seu senhor e a qualidade dos aspectos que ele recebe.

O estado terrestre de uma planeta consiste em sua posição com respeito ao horizonte do lugar de nascimento (vale dizer na esfera local o sistema de casa); ele se expressa pelo seu local em uma ou outra casa.

26 – Todo planeta em estado celeste favorável e considerado como benéfico em qualquer casa do tema que ele se encontre, embora, Saturno e Marte, ainda em estado celeste favorável, porém em casa ruim (6, 7 ,8 e 12) produz efeitos perniciosos.

Pelo contrario todo planeta em estado celeste desfavorável, em qualquer casa que ele se encontre, atua como maléfico. Esta última circunstância acentua todavia mais o poder maligno de planetas por natureza maléficas.

Toda planeta em estado celeste medíocre atende à média entre um benéfico e um maléfico.

A ação benéfica de planetas benéficos por natureza e por estado celeste se manifesta pela produção direta de bens quando eles estão em casa boas e pelas supressões do mal em casa ruins.

A ação maléfica por natureza e pelo estado se manifesta pela produção direta do mal em casa infelizes e pela supressão do bem em casa boas.

27 – Um planeta está determinado para um significado particular por posição, por suas dignidade essenciais, por seus aspectos e seu antíscios e por suas conexões com os outros corpos celestes, por meio de sua dominação ou regência, de seus aspectos e de seus antíscios.

As analogias naturais dos planetas só representam uma determinação geral e não particular, embora, quando estas analogias concordam com uma determinação particular acidental, elas a confirmam. No caso contrário, elas nem as invalidam nem as contrabalanceiam inteiramente.

Os elementos de determinação que encerram a conexão de um planeta com outro são duas: a) natureza e analogias deste planetas; b) a determinação particular que caracteriza a este no tema em consideração.

28 – A posição física constitui de toda as determinações a mais potente; e depois vem a dominação e os aspectos.

29 – Desde o ponto de vista do efeito dos corpos celestes tal qual este resulta de sua determinação particular, há quatro pontos a observar: a) este pode realizar o objeto desta determinação; b) pode impedir que ela produza; c) uma vez realizada, se perde em seguida; d) fazer que sua realização torne-se para o sujeito um fonte de sorte ou de desgraça.

30 – A posição ou domínio de um planeta em uma casa só designa à primeira vista uma categoria de coisas ou de acidentes que pode tocar ou não ao sujeito; porém a priori e por si mesmo eles só pressagiam a realização desta coisa. Sua realização efetiva, depende da natureza do planeta que se encontra nesta casa onde se apresenta, ou do seu senhor, e de seu estado celeste: estes mesmos elementos decidem , se for o caso, da qualidade e da natureza das coisas a se produzirem.

31 – Quando uma casa apresentada não esta ocupada por nenhum planeta, se julga da realização ou não e da qualidade das coisas significadas essencialmente por esta casa segundo a natureza e o estado do seu senhor.

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32 – É de observar, embora, que o ascendente tenha um significado mais forte com respeito à vida e à constituição da personalidade do sujeito que seu regente, se este está ausente da casa 1; os aspectos que recebe o ascendente mesmo, são neste caso mais potentes que os que recebe do seu regente. A mesma observação se aplica ao meio do céu.

33 – Quando um só planeta ocupa fisicamente uma casa, este é quem decide prioritariamente a realização ou não e da qualidade das coisas e acidentes significados por esta casa, com tudo, seu dispositor participa também disto.

34 – Todo planeta que possui por si mesmo uma analogia com as coisas significadas pela casa que ele ocupa (ou domina) realiza as coisas ou acidentes assim significados, sejam bons ou ruins, segundo a concordância de seu estado celeste ou a contrariedade que ele experimenta. Se sua analogia própria são contrarias à significação da casa, ele impede ou trabalha em maior ou menor grau a realização ou destrói o que ela produziu ou se torna uma fonte de infortúnios.

35 – Um planeta de natureza benéfica e de estado celeste favorável, não encontrando-se nas casas 8 e 12 realiza as vantagens significadas pela casa que a ocupa fisicamente.

Aqui é necessário observar sempre como a natureza e o estado celeste do planeta concorda com as significações da casas.

36 – Um planeta benéfico por natureza, situado na casa astrológica feliz, porém contrariado em se acionar pela natureza do signo sob o qual se encontra ou atacado por maus aspectos, não realiza as vantagens significadas pela casa ou ao menos consegue está realização com dificuldades ou faz empregando maus meios ou limita a aquisição a uma quantidade pequena ou de má qualidade  ou de curta duração e inútil a maioria das vezes.

37 – Um planeta benéfico por natureza porém em estado celeste medíocre e em casa feliz, pressagia a realização das coisas significadas pela casa com mais garantia que se ele se está mal disposto, porém esta realização é igualmente medíocre desde o ponto de vista tanto da qualidade quanto da quantidade como da duração das coisas.

38 – Um maléfico por natureza em mau estado celeste e em casa astrológica feliz, não realizará as vantagens significadas pela casa, senão, só impedirá que elas aconteçam e se elas se produzirem apesar de tudo, há de adquirir uma fonte de infortúnio.

39 – Um planeta maléfico por natureza porém em estado celeste favorável e em casa astrológica feliz realizará o bem significado por esta casa; com a condição, embora, de não estar contrariado pelos planetas que representa uma analogia com estas significações. Porém ainda sem estas circunstâncias, ele maléfico só pode produzir sempre as vantagens de modo imperfeito ou as faz adquirir por meios repreensíveis, ou com dificuldade, ou agrega uma desgraça logo que ser produzam as vantagens ou como conseqüência destas.

40 – Um planeta maléfico por natureza em estado celeste medíocre e em casa feliz, nem concede nem resolve nada, senão que só impede que produza as coisas boas, sobretudo se ele é contrario a estas por sua natureza própria.

41 – Um planeta benéfico por natureza e por estado celeste porém em casa infeliz (6,8,e 12) suprime ou suaviza os maus significados por esta casa. Deve ser considerado como parcialmente infeliz a casa 7 no, entanto, que ela significa também lutas e inimizades.

42 – Um planeta benéfico por natureza porém em mau estado celeste e presente na 8 e 12 ou sendo senhor de uma destas casas e estando situado corporalmente na outra não impedirá nem as enfermidades mais perigosas nem uma morte violenta.

43 – Um planeta benéfico por natureza em estado celeste medíocre em casa 8 ou 12, não causa nem supre os sucessos infelizes que se relacionam com estas casas, porém atenua somente a qualidade e modera a extensão.

44 – Um planeta maléfico por natureza em estado celeste favorável porém em casa infeliz, não suprime os maus significados por esta casa, assim, não impede que eles se produzam (a causa de sua natureza má); porém ele faz que o sujeito escape a eles ou ele modere sua intensidade (a causa de seu estado celeste favorável).

Embora, para que ela seja assim, é necessário que este estado celeste favorável compreenda os aspectos felizes de planetas benéficos, se ele está constituído unicamente pela circunstância de que o maléfico ocupa sua própria casa celeste ou seu signo de exaltação, sua potência maléfica se encontrará, ao contrario, intensificada.

45 – Um planeta maléfico por natureza, em estado celeste desfavorável e em casa astrológica infeliz favorece grandemente a realização dos males atribuídos a esta casa, os agrava e os faz concluir em uma decadência (ou degeneração), uma infâmia ou uma violência qualquer.

46 – Um planeta maléfico por natureza, em estado celeste medíocre e em casa infeliz, não suprime os males significados por está, porém contribui melhor a sua realização com seu dons, embora estes males serão menos graves que se seu estado celeste fosse mau.

47 – Toda casa astrológica possui uma significação essencial, e uma significação acidental que se relaciona em realidade com a casa que lhe é oposta. É necessário fazer esta distinção porque um planeta benéfico por natureza, em estado celeste favorável e em casa infeliz, diminui por ele mesmo o que esta casa significa essencialmente de mau, porém favorece o que ela significa acidentalmente de bom.

Pelo contrario, um planeta maléfico, qualquer que seja seu estado celeste, anuncia (por sua posição) sempre impedimentos enquanto às significações acidentais, se elas são felizes, e realizações se elas são más.

48 – Quando um planeta domina a casa na qual ele está fisicamente situado seu efeitos adquirem maior intensidade.

49 – Quando um planeta domina a casa astrológica distinta à que ele ocupa, as significações destas duas casas se combinam, embora, de acordo com a regra 28, a resultante desta combinação inclina mais para as significações ligadas a casa ocupada pelo planeta.

50 – Além do mais, da determinação do senhor de sua posição, um planeta pode sofrer outra determinação para as analogia pertinentes a um planeta distinto pelo fato de que ele se encontre em conjunção ou em aspecto com este outro.

51 – Da mesma forma, os aspectos que recebem um planeta podem exercer sobre este uma determinação complementar para as significações pertencentes ao planeta de onde eles procedem, em virtude de sua posição ou de sua dominação no tema.

52 – Um planeta está sob uma dependência mais estreita com seu dispositor quando ele está em conjunção ou em aspecto com ele (regra 24).

Pelo contrario, se ele está em estado favorável porém seu dispositor está desfavorável, o êxito ou o bem do começo terminará em infortúnio.

53 – As regras 35 a 47 e 49 a 51 se aplicam igualmente ao regente de uma casa astrológica.

54 – Quanto mais planetas há reunidos fisicamente em uma casa, mais pressagia esta reunião alguma coisa extraordinária com as coisa significadas por está casa.

55 – Quando vários planetas ocupam uma mesma casa, eles operam cada um segundo sua natureza e segundo suas outras determinações próprias. Assim pois, cada um deve ser considerado antes segundo as regras 22 a 53.

56 – A ação mais potente no sentido das significações da casa de onde se apresentam, pertencem àquela dentre os planetas que é ao mesmo tempo o senhor da casa; depois ao que está ao mesmo tempo em exaltação, e em terceiro ao que possuir a maior analogia natural com as significações desta casa.

Quando a dignidade e a analogia não correspondem a um mesmo planeta, é necessário tomar conjuntamente em consideração os dois ou três planetas sobre os quais estás condições se realizam separadamente. O quarto lugar na ordem da potência correspondente ao planeta que esta mais próximo à cúspide da casa.

57 – Quando entre vários planetas que ocupam uma mesma casa um concorda por sua analogia com as significações dadas a esta casa, no entanto que outros são contrários é necessário ver qual são os mais potentes. Se são os primeiros, as coisas significadas se realizarão, se são os últimos, sua realização será travada ou impedida.

58 – Quando os planetas que ocupam uma mesma casa são todos benéficos, eles pressagiam a realização do bem e liberam do mau significado pela casa; se eles são todos maléficos, sucederá o contrário, a menos que eles não estivessem em estado celeste favorável e que se trate de uma casa boa.

Se uns são benéficos e outros maléficos, é necessário examinar com cuidado qual dos dois e o mais potente e julgar segundo a resultante deste antagonismo.

59 – Se na casa feliz, um planeta benéfico é seguido por outro benéfico (movimento diurno o que vem antes é o mais próximo da cúspide e o que segue o mais longe) está circunstância pressagia que o bem produzido nas coisas significadas pela casa será estável. Se ele é seguido de um maléfico, o bem adquirido se perderá.

Um benéfico seguido, em casa infeliz, por outro benéfico, indica que o mal significado por esta casa não se realizará ou ao menos terá lugar de maneira muito limitada. Se este benéfico está seguido de um maléfico o mal significado pela casa se realizará com segurança, porém o sujeito escapará.

Porém, se um maléfico está seguido de outro maléfico, o mal produzido terá um caráter mais grave e o sujeito não escapara em absoluto a eles. É necessário entender aqui benéfico e maléfico no sentido exposto na regra 26.

60 – Quando vários planetas se encontram conjuntamente em uma mesma casa e seu dispositor está situado em outra, são as coisa significadas por esta outra casa as que formarão o ponto de partida do que o grupo de planetas produzira de bom ou de mal (regra 63).

61 – O senhor de uma casa astrológica situado nessa mesma casa realizará de uma maneira notável as coisa boas significadas por esta, sobretudo se possuir uma analogia natural com as significações em questão. E se tratar de um casa ruim, ele liberará o sujeito dos males significados por esta (exceto da morte certamente, pois que ele responde a uma necessidade da natureza).

Também Saturno e Marte produzem, muitas vezes, estes efeitos na casa 8 e 12, a menos que se encontrem em conexão com um maléfico ou de estar em conjunção, em quadratura ou oposição com os luminares ou de afligir ao senhor do radical.

62 – Quando o senhor de uma casa qualquer está fisicamente em outra, os significados das duas casas podem combinar; porém elas não o fazem necessariamente nem sempre. O planeta em questão só atuará em razão de sua posição, em razão de uma de suas dominações apenas, em razão de outra, e combina os efeitos que derivam de sua posição com os de uma ou da outra ou juntas de duas determinações que ele experimente pela razão de suas dominações.

Esta combinação se faz segundo as possibilidades que oferecem as coisas significadas pelas casas em questão. Entre estas possibilidades são as que concordam mais com a natureza, o estado celeste e analogia do planeta que se apresenta a que se realizam com preferência.

63 – O senhor de uma casa situado fisicamente em outra indica que as coisa significadas pela primeira venham a ser a causa ou o ponto de partida da realização das coisas significada pela segunda (regra 60).

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64 – Quando o senhor da casa 1 está situado em outra casa ou o senhor de uma casa qualquer está situado na 1, faz combinações dos significados associados às casas em questão.

65 – O senhor da casa 1 situado em outra casa do mapa indica que as inclinações e as tendências intelectuais do sujeito vão principalmente para as coisa significadas por esta casa.

66 – Ainda que toda casa possua acidentalmente as significações pertencentes essencialmente à casa oposta, o senhor de uma casa unicamente tem ação sobre os significados essenciais de sua casa e não sobre as acidentais, a menos que se encontre fisicamente nesta ou governe o senhor da casa oposta à sua.

Estando situado em sua própria casa, sua ação sobre as significações acidentais desta será funesta. Porque a casa oposta que é o ponto de partida desta significações acidentalmente constitui seu exílio.

67 – Um planeta situado em uma casa astrológica qualquer possui também uma ação sobre os significados das casas que formam um trígono com a primeira.

68 – Um planeta senhor de uma casa astrológica e ocupando outra não faz só em razão das significações das casas ocupadas e governadas, senão também em razão dos planetas que ocupam as casas que ele governa.

69 – O senhor da casa 1 ou da casa 10 em exílio ou queda, constitui uma circunstância particularmente nefasta.

70 – Quando o senhor de uma casa qualquer está situado na 8, indica por este fato que a morte do sujeito será causada diretamente pelos seres ou pelas coisas significadas pela casa onde ele domina.

71 – O senhor da casa 8 situado em outra casa qualquer indica que a morte do sujeito será causada pelos seres ou coisas significadas per esta outra casa.

72 – Quando um planeta governa várias casas sem ocupar nenhuma fisicamente, pressagia a combinação dos diferentes significados associados à estas casa. Embora, são as significações da casa com as que têm o planeta maior analogia as que predominam.

73 – De dois ou vários senhores de uma casa astrológica é necessária preferir aquele que governa a cúspide da casa considerada. Isso sobre tudo se ele possui uma analogia natural com as significações desta casa e se está potente por seu estado celeste. Embora, os outros senhores não devem ser descuidados tampouco e si, um dos dois está mais potente que o primeiro pelo fato de sua analogia natural e de seu estado celeste e terrestre, ele passa a ter importância maior que o primeiro.

74 – O senhor de uma casa astrológica tem primazia, sobre o planeta que ali está exaltado. Embora, no juízo das coisas significadas por esta casa, não é inútil considerar também o planeta que ali está exaltado ainda quando ele esteja ausente.

75 – A trigonocracia constitui também uma determinante; embora, é a mais débil de todas (ainda mais débil que os aspectos).

76 – Por sua dominação, um planeta significa estabilidade das coisas ou coisas estáveis; por sua exaltação, trocas súbitas e notáveis, por sua trigonocracia, combinações e associações.

77 – Os planetas quando se encontram disseminados em várias triplicidades dão habilidades múltiplas, reunidos em uma mesma triplicidade elas conferem aptidões limitadas em numero porém muito marcadas em uma certa direção.

78 – As debilidades essenciais unicamente deveriam ser consideradas como determinantes, no entanto, também é o planeta que se apresenta em aspecto (ainda que maléfico) com a casa (ou como os planetas situados na casa astrológica) que constitui seu lugar de exílio ou de queda. As determinações pelo fato das debilidades essenciais têm sempre uma caráter funesto.

79 – O peregrino simplesmente constitui um estado médio entre o estado celeste benéfico e um estado celeste maléfico.

80 – Os lugares da esfera celeste, de onde tem seu extremo os arcos medidos nos aspectos, estão determinados para a natureza e a constitui acidentalmente do planeta da qual procedem os aspectos considerados. Os planetas obram assim pois, por meio de seus aspectos. Como por outra lado este mesmos lugares sofrem a determinação local, a dizer o que derivam das casas astrológicas na qual caem os aspectos, resultam deles que os planetas estão “determinados por seus aspectos”.

81 – O modo de operar dos planetas em razão de seus aspectos é freqüentemente mais potente que a ação que eles exercem em razão de sua dominação. Todo planeta possui especialmente uma influência mais eficaz sobre as coisas significadas pela casa oposta à que ocupa fisicamente, que o senhor desta casa oposta se este está ausente ou bem, se encontra-se débil ou sem aspectos com ela.

Assim, quando o mapa (ascendente) esta afligido por uma quadratura ou uma oposição de Saturno ou de Marte, isso constitui um circunstância mais funesta que quando está submetido a sua dominação.

82 – Todo planeta faz por seus aspectos: a) em razão de sua natureza; b) seu estado celeste; c) seu estado terrestre, e dizer, de sua posição e a de suas casas celestes. Embora, ele não obra sempre simultaneamente , em função dos dois elementos que formam seu estado terrestre, senão ora em função de um, ora de outro, ora em função dos dois juntos.

83 – Todos os planetas formam, às vezes, aspectos de natureza diferente, exercem por este fato simultaneamente uma ação benéfica e uma ação maléfica.

84 – Nas conjunções, a qualidade dos efeitos dependem da natureza benéfica ou maléfica dos planetas que a formam, como assim também de seu estado celeste.

85 – Todo planeta exerce uma ação favorável por seu aspectos benéficos (trígono, sextil e semi-sextil); uma ação maligna por seus aspectos maléficos (a oposição, quadratura e quincunce).

86 – Os aspectos benéficos vêm de um planeta por natureza benéfica e produz seus efeitos benéficos com facilidade e abundância. Eles realizam as coisas boas significadas pelas casas nas quais caem e impedem produção das más;

87 – Os aspectos maléficos que vem de um planeta por natureza benéfica faz surgir as dificuldade, as provas e as privações.

88 – Quando um planeta por natureza benéfica se encontra acidentalmente em mau estado celeste ou terrestre, seus aspectos benéficos produzirão pouco bem, seus aspectos maléficos muito mal.

89 – Os aspectos maléficos de um planeta maléfico por natureza, produzem um dano considerável em quanto as coisas significadas pelas casas nas quais elas caem.

90 – O fato de um planeta por natureza maléfica se encontrar em mau estado celeste ou terrestre, agrava os efeitos nocivos de seus aspectos maléficos, pelo contrario, seu estado celeste favorável os diminuirá.

91 – Por seus aspectos benéficos, um planeta por natureza maléfica, realiza um certo êxito ou felicidade através de dificuldades de media consideração, embora, se o estado celeste ou terrestre do planeta considerado é mau ainda seus aspectos benéficos são prejudicados grandemente.

92 – Quando um planeta maléfico por natureza, em mau estado celeste, recebe um mau aspecto de outro planeta maléfico por natureza ou por determinação, o mal de sua ação se encontra acrescentado, se é um aspecto favorável proveniente de um benéfico, ele é diminuído.

93 – Quando um planeta benéfico por natureza, porém em estado celeste desfavorável, está infortunado por um aspecto maléfico, sua ação será nociva.

94 – Um mesmo aspecto formado por dois mesmos planetas pode ser, às vezes, benéfico para uma coisa e maléfico para outra.

95 – Dois planetas formando um aspecto entre eles se determinam mutuamente para as significações das casas que eles ocupam. Por conseqüência, todo aspecto formado entre dois planetas tem sempre uma dupla significação, segundo se relacione com um ou outro destes planetas (regra 106).

96 – Os efeitos específicos produzidos por um mesmo aspecto formado por dois mesmos planetas variam segundo os significados nos quais se fazem estes planetas e segundo as casas que eles ocupam.

97 – Na ação comum de dois planetas em aspecto mútuo, o Sol prima sobre a Lua, a Lua sobre os outros planetas, os planetas superiores sobre os inferiores. O planeta cujo estado celeste é melhor ou mais potente, prevalece sobre o outro.

98 – Nos aspectos, a aproximação (aplicação ou fluxo) é mais eficaz que a separação (defluxo).

99 – Por conseguinte, de dois planetas que estão a ponto de formar um aspecto entre eles, é o que se aproxima do outro, em virtude do movimento aparente do zodíaco, o que obra mais poderosamente sobre as significações do outro, que este não o faz sobre as significações daquele.

100 – Se um aspecto benéfico que recebe um planeta é seguido imediatamente por outro aspecto benéfico, o bem significado pelo primeiro se realizará certamente e com facilidade, se ele é seguido de uma aspecto maléfico, o bem primeiro dará lugar a um mal.

101 – Se um aspecto maléfico é seguido de outro maléfico, o mal significado se encontrara agravado e se realizará com certeza, se o é seguido de um benéfico, o mal pode mudar depois para o bem.

102 – Para aplicar corretamente as duas regras precedentes é necessário ter em conta a potência relativa dos dois aspectos que se sucedem.

103 – Quando um planeta ou um lugar do céu recebe simultaneamente dois ou mais aspectos, o mais exato é o que tem preferência sobre os outros.

104 – A ordem natural da potência dos aspectos pode sofrer exceções pelo fato de certas determinações particulares dos planeta dos quais eles procedem assim como pelo fato do estado celeste ou terrestre destes.

Um planeta senhor do ascendente é situado fisicamente na 10, exercerá por sua quadratura uma ação mais potente sobre as significações da casa 1 que por sua oposição sobre a casa 4. Um planeta terá sobre um lugar do céu mais força por sua quadratura (por conseguinte em um sentido funesto) quando ele se encontra em sua exaltação que outra sobre o mesmo lugar, por seu trígono (por conseguinte favorável, ainda que este se encontre na sua queda).

105 – Quando vários planetas enviam aspectos a uma mesma casa, é aquele cuja natureza e determinação está mais em harmonia com as significações desta casa ou de quem as determinam, deste ponto de vista as mais potentes, são as que levam as vantagens sobre os demais para a consideração de seu aspecto.

106 – Quando um planeta está situado fora de sua casa celeste, seu aspecto opera de uma maneira mais marcada no sentido das significações da casa astrológica que ele ocupa, que não se relaciona com as casas de onde ele domina.

107 – Todo aspecto sofre, pelo fato da casa na qual cai, uma determinação análoga à que ali recebe um planeta.

108 – É necessário observar sempre se as significações da casa ocupada pelo planeta da qual procede um aspecto dado, concordando com o bem ou mal significado pela casa na qual cai o aspecto.

109 – Em regra geral, para conhecer a potência e a qualidade dos efeitos que produzira um aspecto dado, se deve consider não só sua forma, o planeta e a casa de onde ele vem senão também a posição (angular ou não) e o caráter (feliz ou infeliz) da casa astrológica na qual ele termina, assim como o signo na qual ele cai, no entanto este signo pode constituir um lugar de dignidade ou de debilidade para o planeta da qual procede o aspecto considerado.

Todas as outras coisa iguais, assim pois, a circunstância de que um aspecto cai em uma casa angular ali acrescenta sua eficácia. Terminado em casa infeliz seu poder maléfico nesta casa está aumentado ou seu poder benéfico diminuído, segundo o caso; e inversamente, se o aspecto termina em casa feliz.

Quando o aspecto considerado cai em um signo de onde o planeta do qual ele procede domina ou esta exaltado, seu poder benéfico ali está aumentado ou seu poder maléfico diminuído e o contrário tem lugar quando ele cai em um signo de onde o planeta considerado está em exílio ou em queda.

Em particular, dele resulta:

110 – Se um planeta maléfico domina na casa na qual cai um de seus aspectos malefícios e que esta casa seja feliz, este mesmo aspecto maléfico exercerá um efeito mais favorável, porém violento e seguido depois de uma decadência ou de um infortúnio qualquer.

111 – Pelo contrário, se um planeta domina na casa na qual cai um de seus aspectos maléficos e que esta casa seja infeliz, o efeito produzido terá um caráter extremamente funesto.

112 – Um planeta solitário (feral), ou seja, sem ligações com nenhum outro aspecto (forte) ou por conjunção, pressagia qualquer coisa de insólito ou de extraordinário em relação à significações relacionada com a casa que ele ocupa.

Esta terminologia (feral proveniente de fera) se aplicava então aos astros sem aspectos fortes pois se afirmava deles que estão “solitários como uma fera em um monte”.

Morin de Villefranche: Estado Cósmico e Determinação Local