O Significado Astrológico dos Planetas

Os Planetas
São os corpos celestes que giram em torno do Sol, acompanhando-o através do Zodíaco sobre os vários signos.
Chamados “Mensageiros de Deus”, os planetas são centros de emissão de Força Astral que por seus movimentos particulares, através das Casas ou Setores do Zodíaco, nos favorecem com suas vibrações, proporcionando as oportunidades para o nosso desenvolvimento individual.
As configurações formadas por um planeta em relação a outro, ou em relação às casas, chamamos Aspectos. Estes aspectos propiciam certas condições particulares.
Sol
Sua influência é considerável, é o pai, o gerador universal em nosso mundo.
Mercúrio
O mais próximo do Sol, representa a infância com seu trasbordamento de vitalidade e ação.
Vênus
Conhecida como a “Estrela da Manhã”, representa a juventude feminina com todas as suas faceirices, suas seduções e seus perigos – é a deusa do amor em todas suas modalidades.
Lua
De grande importância para o homem, é na verdade a matriz astral de todas as produções terrestres de que o Sol é o pai vivo. Tudo o que chega à Terra passa pela Lua e tudo o que parte da Terra, pela Lua, do mesmo modo, passa.
Marte
O mais próximo da Terra. É a própria imagem do homem de guerra. Possui a coragem, a energia, a cólera e a violência.
Júpiter
Calmo e metódico é a imagem do homem de razão e de vontade, no qual as violências e arrebatamentos da juventude estão domados, sendo verdadeiramente senhor de si mesmo.
Saturno
Indica o homem triste, porém de grande experiência. Sua energia conduz a um comportamento restritivo-pessimista e acompanha a introversão e o isolamento.

Deste modo, encerra-se o Septenário Astrológico, determinado por muitos autores como uma fase ou ciclo. Como se vê Sol, Mercúrio, Marte, Júpiter e Saturno representam os diferentes estágios da vida humana, desde a infância até a velhice, além de indicar o caráter moral e intelectual em cada um destes períodos que o ente humano atravessa.
Quanto à Lua e Vênus, especificamente, estes se relacionam com o feminino, representando suas duas grandes modalidades; a maternidade e o amor.
Do oitavo planeta em diante, os chamados trans-saturninos, inicia-se uma nova série que representa outro ciclo mais elevado de influências astrais.
Assim, temos uma trilogia intimamente ligada às forças que constantemente impelem à mudança psicológica; à transformação que leva ao desenvolvimento:
Urano
Representa a energia explosiva do redemoinho caótico. É a força que se manifesta em mudanças súbitas, nos planos do ser. É o intelecto ligado aos planos superiores da iniciação.
Neptuno
Representa a sublimação e o preparo ao retorno da espiritualidade incorporal, pois sua força age através do mais puro amor, levado ao idealismo que transcende em beleza.
Plutão
Representa o grande princípio masculino. Muitos astrólogos são concordes em afirmar que Plutão simboliza dimensão tão complexa que está envolto em uma aura misteriosa. Está relacionado aos mais profundos ideais espirituais. Representa, também, o impulso vital em busca da forma. Marca os passos evolutivos da humanidade.
 Características e Influências
Sol
Conceito Mitológico
 O Sol é conhecido na Mitologia Grega como o Apolo e sua fábula é uma mistura de tradição e alusões retiradas da sabedoria astrológica dos antigos povos.
Simbolizando o homem na sua forma mais elevada, os caldeus e fenícios adoravam-no sob o nome de Belo; os egípcios o confundiam com Osíris e Hórus; os moabitas o chamavam Belfegor; os amonitas o denominavam Moloch e os persas o adoravam como Mitra.
Para os gregos Apolo era o filho herdeiro do poder do senhor do Olimpo e foi associado ao planeta por sua força, luz e pureza. Governava as estações do ano, a agricultura, e era o guardião dos rebanhos e das manadas.
Significado e Influências
 O planeta, de polaridade masculino-positiva, elétrico, quente e seco, pertence ao elemento fogo, luminoso, magnético. Governa tudo o que se relaciona com honras, glórias, respeito, dignidade, poder, soberania e riqueza. Determina idealismo e lealdade, por sua força vital e por sua energia criativa. Pela manifestação dinâmica, é o próprio ego ativo, a síntese da personalidade.
Seu domicílio é o signo de Leão; encontra-se exilado em Aquário, exalta-se em Áries e tem queda em Libra. Representa o pai, o esposo, o noivo ou amante, o poder e a celebridade.
Anatomia
 Rege principalmente o coração. Também influencia as costas e a coluna vertebral. Governa o fluído vital, que é distribuído através do baço. Age sobre a circulação do sangue, a oxigenação e os olhos.
Lua
Conceito Mitológico
 A Lua é conhecida na Mitologia Grega como Ártemis, filha de Zeus e irmã de Apolo. Teve de Zeus o poder de guardar uma virgindade perpétua. Foi de seu pai, também que recebeu arco e flechas douradas para reinar sobre os bosques.
Os mitos associados com a Lua são raros. Porém em geral ela é considerada feminina, associada à virgindade e à pureza. Também vinculada à gravidez, eram-lhe dedicados sacrifícios sanguinolentos. Estava sempre ligada às manifestações do inconsciente individual ou coletivo.
 Significado e Influências
 Um planeta de polaridade feminino-negativa, magnético, prático, emocional e fecundo; pertence ao elemento água. Governa a memória, dinamiza os sentidos interiores e estimula os estados mentais passivos, desenvolvendo a imaginação dando tendência ao sonho e à fantasia.
Ao contrário do Sol, este planeta expressa a força receptiva e dispersiva da personalidade. É a base sensível do ego. Representa toda condição emotiva com as manifestações exteriores.
Seu domicílio é o Signo de Câncer, portanto encontra-se exilado em Capricórnio. Tem exaltação em Touro e queda em Escorpião. É o elemento principal da geração, passividade, imaginação, inconstância, amor materno, altruísmo, intuição e misticismo.
Representa a mãe, a esposa, a noiva, a amante, a irmã e a mulher em geral.
Anatomia
 Governa o ciclo menstrual e a concepção. Rege os vasos linfáticos, o sistema nervoso simpático, o sistema alimentar ou nutritivo, o esôfago, estômago, fígado, vesícula biliar, pâncreas e intestinos.
 Mercúrio
Conceito Mitológico
 Mercúrio, também conhecido como Hermes, era outro filho de Zeus. Um deus ligado às coisas terrenas, era patrono dos negociantes. O mais ocupado deus do Olimpo, era também, o mais eloqüente deste sagrado monte. Mensageiro e confidente governava a política dirigia as assembléias e os jogos. Possuindo asas nos pés, tinha extrema mobilidade.
Diz a lenda que foi Mercúrio quem inventou a Lira, a qual fez presente a Apolo. Em troca da Lira, Apolo deu a Mercúrio uma vara chamada Caduceu. Conta-se que certa vez Mercúrio encontrou duas cobras em luta; pondo o caduceu entre elas separou-as e conseguiu fazer com que se reconciliassem. Depois disto, Hermes portou esta vara como embaixador da Paz, e era com ela que conduzia ao inferno as almas dos mortos.
Significado e Influências
 Mercúrio é um planeta de polaridade neutra, energicamente mutável ou conversível, o que significa que absorve polaridade e características dos planetas que lhe enviam aspectos e, é influenciado pelo signo que ocupa. Bipolar, nervoso e estéril, pertence ao elemento terra. Ativa a palavra, a expressão, a comunicação e os intercâmbios. Corresponde aos contatos primários com o mundo externo; o impulso para adquirir conhecimento e comunicá-lo. É o principal indicador de inteligência e raciocínio.
Representa os irmãos, os consortes, os obreiros, os criados, as crianças, o comércio, a indústria, a literatura e as ciências.
Seu domicílio são os signos Gêmeos e Virgem, portanto estará exilado em Sagitário e Peixes, tendo sua exaltação em Virgem (Aquário, segundo alguns astrólogos) e a sua queda em Leão.
Anatomia
 Governa a região direita do cérebro, os nervos, a circulação pulmonar, o sistema cérebroespinhal, a distribuição do fluído vital e nervoso, as cordas vocais, os cinco sentidos físicos e a respiração.
 Vênus
Conceito Mitológico
 Filha de Zeus, diz a lenda que foi originada das espumas do mar sobre uma concha gigantesca. Vênus a deusa da beleza sem igual, ficou associada à Deusa do Amor, influenciando a fertilidade, a sexualidade e a vida familiar.
Em virtude de Zeus, tê-la dado como esposa a Vulcano, um ferreiro coxo, feio e disforme, dizem que Vênus o ganhou em uma festa, quando a discórdia lançou sobre a mesa uma maçã dizendo que a fruta deveria ser entregue à mais bela deusa ali presente. Disputaram o concurso Hera, Atenas e Vênus. O juiz foi Páris, que sem hesitar, entregou a maçã a Vênus.
 Significado e Influências
 De polaridade feminino-negativa, Vênus é magnético, sensível, fecundo, pertencente ao elemento ar, suas vibrações atingem a sensibilidade. Refina as sensações e emoções, estando associado à beleza, à paz e à harmonia. Afeta as atividades artísticas e todas as manifestações de criatividade.
Simbolizando a atração recíproca dos seres e das aproximações sexuais, Vênus representa a esposa, a amante, a jovem, a mãe, a amiga, as artes e o prazer.
Em Libra e Touro encontra seu domicílio, e seu exílio está em Áries e Escorpião. A exaltação está em Peixes e a queda em Virgem.
Anatomia
 Vênus governa especialmente sobre os rins e as paratireóides. Domina sobre o tato, a virilha e os órgãos genitais femininos.
 Marte
Conceito Mitológico
 Irmão de Vênus, Marte foi educado por Príapo que lhe ensinou a dança e os exercícios corporais. Crescendo forte e valente, desde cedo se especializou nas artes guerreiras.
Diz a lenda, que muitos foram os amores de Marte; o mais conhecido foi o que manteve com sua irmã Vênus, que era esposa do Deus das Forjas, Vulcano. Por isto foi preso numa rede invisível, juntamente com Vênus, para que outros deuses vissem o ultraje.
Significado e Influências
Este planeta vermelho, de polaridade masculino-positiva, é elétrico, enérgico, expansivo e estéril. Seu elemento é o fogo. Pode-se dizer que é a fonte de energia da dinâmica corporal; dá o impulso de lutar, dominar, construir ou destruir e seu domínio é o vigor físico, mental e os impulsos instintivos.
Sua influência confere a vontade de expandir-se, conquistar e possuir. É a vibração que dele emana o que determina a combatividade, agressividade, coragem e confiança. Proporcionando grande força muscular, exalta o desejo sexual e os instintos materiais.
Ao contrário de Vênus, Marte governa a paixão, mas não o amor; é sexual, mas não fecundo. Inclina para a verdade, a liberdade e a realidade e repele toda forma de sujeição, fantasia ou romantismo.
Embora Marte proporcione a vitalidade e a saúde, é sobre sua influência que se tem a destruição do corpo físico; sendo responsável pela morte violenta, provocada por mãos humanas, desde o assassinato até a guerra.
Seu domicílio é Áries e Escorpião; seu exílio está nos signos opostos, Libra e Touro. Em Capricórnio, Marte encontra-se exaltado e, em Câncer têm sua queda.
É o próprio símbolo da energia e vitalidade. Simboliza o amante, o rival, o consorte, o inimigo franco, as pessoas e coisas violentas, turbulentas, brutais e perigosas.
Anatomia
 Marte atua sobre o sistema muscular e sobre as glândulas sexuais. Governa a matéria corante do sangue, a coluna vertebral e os nervos motores.
Júpiter

Conceito Mitológico
 Júpiter, chamado pelos gregos de Zeus, era filho de Saturno – o senhor do tempo – e de Réia.
Antes desta divindade, todas as lendas narram personagens que são caracterizados por uma linha caótica. Assim, antes de Júpiter reinava a confusão e só a partir de seu evento é que tem início a hierarquia do “Céu Grego”. Conhecido como o “deus dos deuses”, foi a partir dele que o mundo teve uma ordem.
Diz a lenda que Júpiter escapou à sorte de seus irmãos, que eram devorados pelo pai ao nascer. Uma profecia dizia que Saturno seria destronado por um de seus filhos; assim o “deus do tempo”, Cronos, procurando assegurar-se de que isto não ocorresse, comia-os a todos, logo após o seu nascimento. Porém, ao dar à luz a Júpiter, sua mãe imaginou um meio de fazer com que seu filho escapasse e entregou a Saturno algumas pedras embrulhadas num pano. E, conforme a profecia, o menino cresceu e ao atingir a maioridade, destronou Saturno. Estabeleceu-se Júpiter no Olimpo, cercado por outros onze deuses.
A partir de Júpiter, o mundo teve uma ordem e foi dividido em três, cabendo a ele e seus dois irmãos Netuno e Plutão – que também vieram a sobreviver – governarem o mundo. Sua autoridade suprema sempre se fez valer; entre as divindades, Júpiter sempre ocupou o primeiro lugar.
Representado sob a aparência de um homem maduro, de grandes barbas e grande cabeleira, sentado num trono tendo ao lado a águia e na mão um feixe de raios, na Líbia foi conhecido por Júpiter-Amon; no Egito por Júpiter-Serapis; (templos) na Assíria por Júpiter-Bel e em Creta por Júpiter-Astério (Astério -Grego- Brilhante como um astro).
 Significado e Influências
Um planeta de princípio quente e seco, sua polaridade é masculino-positiva; elétrico, vitalizante e fecundo. Domina sobre a ordem, a cultura, a lei e a hierarquia; seu elemento é o fogo.
Os códigos e as leis que visam estruturar a sociedade humana são criados sob sua influência; e é sob sua influência, também, que a fé se reveste com os paramentos da liturgia e se encastela atrás da rigidez dos dogmas, transformando-se em religião.
Júpiter é o conhecimento mais avançado, representa a autoridade maior. Embora não dê excepcional poder criador, dá grande habilidade para realizar, administrar e aperfeiçoar o que os outros criam. É indicador de boas qualidades mentais e morais, saúde, ambição nobre e generosidade. É a figura arquetípica do pai; representa o dono, o chefe, o diretor, o protetor, o amigo generoso, o poder, a honra, a fortuna e a riqueza.
Tem seu domicílio em Sagitário e Peixes; está exilado em Gêmeos e Virgo. Encontra sua exaltação em Câncer e sua queda se dá em Capricórnio.
 Anatomia
 Sempre ligado à maior glândula do corpo, Júpiter domina sobre o fígado, sobre as glândulas supra-renais e a pituitária. Rege ainda, no corpo, a circulação arterial e a gordura.
Saturno
Conceito Mitológico
 É o mais antigo dos deuses da teologia helênica, Saturno, ou Cronos – o senhor do tempo. A condição para Saturno governar o mundo era jamais ter filhos homens, por esta razão, logo que sua mulher dava à luz um filho varão, ele o devorava. Usando o estratagema que já vimos, Réia, sua esposa, conseguiu subtrair ao marido o menino Júpiter que veio a ser o deus dos deuses.
Depois de destronado, foi mandado para a Terra e foi louvado pelos homens, sendo erigidos vários templos para a sua adoração. Por isto, nas asas do Tempo, a Terra percorre os caminhos sem fim do espaço sideral. Sua imagem é a de um velho com asas, tendo à mão uma foice ou uma ampulheta. Na Babilônia, conhecido por Assur, era simbolizado por um velho, tendo ao seu redor um círculo que representava o tempo, sem começo ou sem fim. Os egípcios o chamavam de “O Gerador Superior”, Hórus.
 Significado e Influências
De polaridade masculino-positiva, é elétrico, coesivo e estéril. Frio e seco, seu elemento é a terra. Sua força represa, restringe e limita, determinando melancolia, solidão, ausência de movimentos, sons e cores; repele tudo o que é pueril, ruidoso, policromo e alegre.
É este planeta, também chamado “grande maléfico”, que determina prudência, calma, reflexão, modéstia, castidade, laboriosidade, construtividade, paciência, constância e ambição.
Embora não dê ao intelecto o brilho de Júpiter, ou a versatilidade de Mercúrio, torna a inteligência profunda, fria e extremamente poderosa.
Saturno indica a circunspecção, a concentração, a reflexão, a perseverança, a melancolia, a solidão, o celibato, a castidade e a sobriedade. Representa os avôs, os sogros, os inimigos ocultos, as pessoas austeras, solitárias, velhas; as ruínas, os hospitais e os cemitérios.
Tem seu domicílio em Capricórnio e Aquário, seu exílio em Câncer e Léo. É exaltado em Libra e tem queda em Áries.
 Anatomia
 Governa o esqueleto, os dentes, os ligamentos, as articulações, o nervo vago e a vesícula biliar; o baço, a pele e o lobo anterior da pituitária que regula as glândulas sexuais e a estrutura óssea e muscular.
 Urano
Conceito Mitológico
 Urano é uma divindade que pertence à primitiva teogonia dos pré-helenos e pouco se conhece a seu respeito. Diz a lenda que Urano – Ouranos ou ainda Céu, – era filho do Éter e da Terra. Tornou-se incestuosamente, pai de toda a humanidade. Seus filhos, os Titãs, eram – quarenta e cinco ao todo. Por ele ter sacrificado os Ciclopes – outros de seus filhos – Saturno foi incitado pela Terra a castrá-lo por vingança. Assim, mutilado pelo seu próprio filho, Urano morreu de desgosto.
Significado e Influências
De polaridade neutra, Urano é imprevisível, violento e estéril; eletromagnético, assexuado e variável. Pertencendo ao elemento terra, é fermentado pelos princípios frio e seco.
Confere o máximo de poder mental, dá ilimitado poder criador e sua influência é avançada, revolucionária e transformadora. Determina genialidade, originalidade, intuição e aspiração.
Sua influência leva ao inconvencional, ao original. Repele todas as limitações, regras, códigos e formalidades, embora conduza à fraternidade e ao cooperativismo, foge de qualquer associação que possa impedir a liberdade de ação ou pensamento.
Urano confere inclinação para os estudos e pesquisas, filosóficas ou metafísicas e para as mais modernas atividades técnicas e científicas. Este planeta, que dá início à primeira série de uma órbita ou ciclo mais elevado de influência astral, tem a mesma natureza de Mercúrio, porém numa oitava mais elevada; simbolizando o intelecto já conectado com os planos da intuição superior e da iluminação interna.
É sob sua regência que encontramos os chamados “gênios incompreendidos”.
Está domiciliado em Aquário e Capricórnio. Exila-se em Leão e Câncer; estará exaltado em Escorpião e terá sua queda em Touro.
Urano, regulando o poder mental e a criatividade, é a força de decisão.
 Anatomia
 Governa o sistema circulatório, as mãos, os gases e éteres; a glândula pineal. Está relacionado com o terceiro olho. Influi de maneira especial sobre os olhos.
 Netuno
Conceito Mitológico
Conhecido também como Possêidon, Netuno, filho de Saturno e Réia, era irmão de Júpiter.
Quando o universo foi dividido em três partes, coube a Netuno governar sobre o império das águas, como prêmio conferido por Júpiter a quem ajudou a destronar o pai.
Com seu tridente, erguia o mar em fúria, mas também era o deus dos navegadores e protetor dos povos marítimos. Diz também a lenda, que diante de Netuno, as ondas se amansavam com respeito, quando o seu carro – uma concha puxada por cavalos marinhos – deslizava sobre as águas – acompanhado de um imenso cortejo de tritões e nereidas.
Há muitas lendas onde o papel de Netuno é significativo.
 Significado e Influências
Um planeta gigante, de polaridade neutra, é excitável e estéril, porém magnético, bissexuado e sensível. Seu elemento é o ar. Suas qualidades básicas são a aspiração e o amor, nas suas mais elevadas manifestações. As suas vibrações ativam os contatos espirituais, a imaginação e as faculdades psíquicas, pois governa a faculdade de sonhar e os sentidos extrafísicos, proporcionando o dom da telepatia, da psicometría, da clarividência e da clariaudiência.
É sob sua influência que se inclinam os indivíduos para as investigações místicas ou herméticas. Netuno dá entusiasmo, alegria, afetividade, simpatia e espiritualidade; imaginação, sensibilidade, amor universalista e sentido de beleza, de harmonia, de forma, de som, cor e ritmo.
Levando a um contato mais íntimo com a natureza, impele à busca do distante e da aventura.
Seu domicílio é Peixes e Sagitário. Está exilado em Virgem e Gêmeos; sua exaltação se dá em Câncer e sua queda em Capricórnio.
É Netuno quem dá a faculdade para sentir e definir as pessoas e os ambientes e de captar as vibrações benéficas e maléficas.
 Anatomia
 Governa a glândula pineal, a fibra nervosa e o canal da espinha – sistema nervoso em geral. Domina sobre o tálamo, as drogas, além dos anticorpos, líquidos ambióticos e a vida fetal.
Plutão
Conceito Mitológico
Os gregos o chamavam Hades, “o deus dos infernos”. Outro filho de Saturno, irmão de Júpiter e Netuno, coube-lhe reinar nas profundezas da Terra e ao seu lado estavam sempre os mais preciosos minérios.
Plutão foi de tal modo temido entre os povos primitivos que criminosos antes de morrer lhe eram consagrados, e depois, imolados em seu favor.
Interessante notar que, juntamente com Apolo, Plutão compartilhava as honras de um mesmo templo. Plutão era considerado como a antítese do deus Sol.
Diz a lenda que na cidade de Mênfis, no Egito, havia um lago chamado Aquerúsia, no qual se jogavam os mortos depois de embalsamados.
Além do lago havia belos bosques que formavam uma floresta compacta; no meio da floresta havia um templo, e ao lado do templo duas lagoas. Depois dessa viagem ter sido completada é que o morto chegava ao inferno, onde reinava Plutão. Era crença que ninguém podia morrer sem que Prosérpina, a esposa de Plutão que foi raptada do Olimpo, (pois ninguém desejava casar com Plutão devido à tristeza que reinava no Inferno) tivesse cortado o fio da vida; um fio mais fino do que um cabelo, e invisível.
 Significado e Influências
 Considerado de polaridade masculina e positiva, pouco se conhece das influências e significados de sua atuação sobre o homem e a natureza. O principal conceito talvez seja que, no nível espiritual, Plutão representa a vontade criadora, a vivificação, a transformação. Em nível material representa a decomposição, a violência e a morte.
Plutão marca os passos da evolução da humanidade. Regula fases vitais, erupção do mundo subterrâneo, cataclismos e convulsões na natureza. No ser humano, seus efeitos tendem a ser sociais e pode representar o impulso vital em busca da forma.
Dominando sobre as mutações, induz a mudanças interiores, intensificando forças profundas, tanto na natureza como no homem.
Muitos astrólogos dão sua regência ao Signo de Escorpião e Áries, tendo portanto seu domicílio nestes dois signos, e conseqüentemente, tendo seu exílio em Touro e Libra. Encontra-se exaltado em aquário e tem sua queda em Leão.
Anatomia
Representa os testículos, os processos regenerativos; domina a sexualidade, a reprodução e a formação celular.
Um Breve Resumo dos Planetas
Planeta en la Astrología
Os Orbes dos Planetas e seus Movimentos, da Antigüidade a Copérnico

Solar System orbits, artwork

A Questão do Símbolo na Mitologia e na Astrologia
Sociedade das Ciências Antigas
Na Ciência da Antiguidade os sábios estudavam os fenômenos da Natureza por todos os prismas imagináveis. Um exemplo típico é a própria Astrologia, onde os sábios não se limitavam somente ao aspecto descritivo dos fenômenos celestes, como o movimento dos planetas; eles foram além e investigaram como estes elementos influenciavam a psique humana. Abrangeram, com isso, tanto os fenômenos visíveis quanto os invisíveis no tocante ao Universo. Para expressar suas descobertas em ideias compreensíveis recorreram a uma linguagem simbólica, e assim o fizeram porque, entre outras razões, os símbolos eram muito superiores em termos de conteúdo informacional do que simples palavras ou termos técnicos. Os chamados termos técnicos, que então fixaram os múltiplos significados dos símbolos antigos em palavras ou composições de palavras, foram introduzidos somente com o advento dos filósofos pré-socráticos no século V A.C., portanto em época bem posterior às primeiras arguições astrológicas. Introduziu-se, com isso, a letra que matou o espírito vivificante dos símbolos antigos.
A associação de um determinado símbolo com um dado fenômeno investigado era realizada por meio do método analógico. Assim, por exemplo, a Terra, devido à sua solidez e à sua densidade, tornou-se o símbolo que representaria, entre outras coisas, a estabilidade do caráter de uma pessoa. Representaria também as Sensações, já que a Terra é palpável e visível, portanto suscetível à experimentação pelos sentidos. Já a Água, por sua vez, representaria os Sentimentos, já que o choro traz consigo a companhia das lágrimas, tanto as de alegria quanto as de tristeza. Os exemplos dados do uso da Terra e da Água como símbolos são apenas gotículas de um oceano gigantesco de associações possíveis entre os símbolos e os fenômenos visíveis e invisíveis.
Foi deste oceano de associações que os sábios da Antiguidade buscaram os símbolos que permitiriam traduzir as influências planetárias e zodiacais, já que estas mesmas influências, invisíveis, geravam fenômenos visíveis: o comportamento do homem no mundo externo, comportamento este que traduz e desvela sua própria personalidade.
Desta mesma fonte – o oceano de associações simbólicas – nasceu a Mitologia. A Mitologia não é apenas uma coleção de histórias de rara beleza literária; é, antes de tudo, uma jornada simbólica pelos reinos do espírito e da alma humana, e pelos diversos planos sutis que compõem a Criação. Os deuses, deusas, heróis e heroínas da Mitologia são todos produtos de um simbolismo profundo, estando todos associados à eventos que ocorrem no interior do ser humano, nas profundezas de sua alma. Compreender os Mitos significa conhecer a si mesmo; eis então a chave de todo o desenvolvimento espiritual do ser humano.
A Astrologia e a Mitologia bebem, portanto, da mesma fonte: o oceano de simbolismos. Como as Leis da Natureza são imutáveis e a Verdade é Eterna, os símbolos empregados tanto pela Astrologia quanto pela Mitologia deverão ser os mesmos para o mesmo tipo de fenômeno; eis então de onde surge a correlação entre a Astrologia e a Mitologia. A Mitologia, por retratar a personificação das forças interiores do homem nas figuras de seus deuses e deusas, apresentou uma nomenclatura muito precisa, e é por isto que a Astrologia utiliza os deuses e entes mitológicos para descrever as influências planetárias e zodiacais na personalidade e na vida ser humano.
A existência de uma fonte comum entre a Astrologia e a Mitologia – o oceano de correlações simbólicas – responde a primeira questão representada na seção anterior. Posteriormente será demonstrada a exatidão destas correlações.
Responder a segunda questão levantada na seção anterior é relativamente fácil. Em nenhum outro país a Mitologia ganhou tanta complexidade e riqueza quanto na Grécia. É justo o tributo que se faz às Mitologias egípcia e mesopotâmica como as grandes inspiradoras de muitos Mitos gregos; porém, estas mesmas influências são como o chumbo que, em mãos gregas, transmutou-se em ouro. Nunca as Virtudes e as paixões humanas foram tão bem retratadas como os gregos realizaram nas figuras vivas de seus deuses e deusas; nunca os deuses foram tão próximos ao homem, a ponto até de dividirem a mesma mesa em banquetes. Homens e deuses, lado a lado, em batalhas, em disputas, em jogos de sedução, em situações corriqueiras da vida mundana.
Pelas semelhanças psicológicas entre os deuses e os homens, e pela grande sociabilidade que existia entre eles, pode-se dizer que os deuses e deusas gregos eram como homens e mulheres divinizados, e não seres sobrenaturais, perfeitos, cuja única semelhança com o homem seria em relação à sua antropomorfia. Os deuses gregos se apaixonavam, se entristeciam, enganavam, roubavam, traíam, se arrependiam, choravam, e estavam sujeitos à tantas outras vicissitudes que acometem os seres humanos. Após a dominação da Grécia por Roma, novos deuses foram adicionados ao já rico panteão grego, e muitos deuses gregos receberam novas atribuições e se fundiram com deuses análogos romanos. Formou-se, assim, da riqueza da Mitologia Grega, com algumas adições romanas, a denominada Mitologia Greco-Romana.
São graças à estes complexos perfis emocionais apresentados pelos deuses greco-romanos, tão semelhantes aos dos humanos, que os Planetas recebem seus nomes e propriedades. E é exatamente por esta riqueza de detalhes que a Astrologia emprega os ícones dos deuses e deusas greco-romanos na expressão das influências planetárias. Isto explica o porquê de ser a Mitologia Greco-romana a eleita entre tantas para expressar as ideias astrológicas, o que responde assim a segunda questão colocada na seção anterior.
Uma vez colocada a natureza simbólica tanto da Astrologia quanto da Mitologia, cabe agora uma investigação mais detalhada sobre algumas das características psicológicas mais proeminentes do ser humano antes mesmo de se abordar propriamente os Mitos Greco-romanos. Estas características psicológicas são determinadas por algumas Virtudes e defeitos que podem ser consideradas como principais e que, a partir destes, outros se derivarão em maior ou menor grau.
Uma brilhante luz sobre este tema fora lançada ao mundo por meio das obras do Doutor da Igreja São Tomás de Aquino, que desenvolveu o conceito de Virtudes e Defeitos Capitais. Este conceito tomista será discutido na próxima seção, e constituirá em uma importante base para os desenvolvimentos posteriores.
O Conceito de Virtudes e Defeitos Capitais

Esfera celeste, Cambridge, Harvard University, Houghton Library, MS Typ 007

O estudo sistemático das características positivas e negativas da personalidade remonta aos primeiros filósofos gregos. Nesta época a Psicologia não existia como uma ciência individual; ela era apenas uma parte da Filosofia. Platão e Aristóteles na Filosofia, e Hipocrates na Medicina, com sua teoria dos humores e temperamentos, lançaram as pedras fundamentais do que seria mais tarde a Psicologia, em especial o ramo desta ciência que trata da personalidade.
É na Idade Média, porém, que surge um dos mais importantes estudos sobre a personalidade humana, elaborados pelo Doutor da Igreja São Tomás de Aquino. São Tomás de Aquino, baseado em estudos anteriores de João Cassiano e São Gregório Magno, lançou uma série de argumentações sobre Virtudes e os defeitos da personalidade humana em duas de suas principais obras, Sobre o Mal e Suma Teológica.
Um defeito, via de regra, corresponde à propensão do indivíduo de realizar o mal em uma de suas vertentes. Assim, por exemplo, a faceta do mal que se refere à agressividade cristaliza-se no defeito da Ira. Um indivíduo que apresente a Ira como defeito estará propenso a ser agressivo, o que configura a realização do mal de uma maneira específica, caracterizada pela agressividade.
O termo “capital” aplicado aos defeitos se origina das significações do termo latino correspondente, “caput”: cabeça, líder. Assim, agrupando os defeitos imagináveis em algumas sequencias com estruturas semelhantes, os capitais seriam os principais de cada grupo, seus ‘cabeças’ ou ‘líderes’. Dentro destes grupos, argumenta São Tomás, os demais defeitos derivariam dos capitais, como que se fossem seus ‘filhos’.
A maneira pela qual um ‘filho’ se vincula a um defeito capital se refere principalmente à sua finalidade. A finalidade de um defeito qualquer se reduz à finalidade correspondente do defeito capital. Por exemplo, imagine o caso de um fraudador que enseja com o fruto de seu golpe acumular riquezas. A finalidade da fraude é o engano, cuja finalidade, por sua vez, é a de distrair a atenção do foco do ato para se obter a desejada riqueza. Porém, a obtenção de riqueza é a finalidade da avareza. Portanto, a finalidade da fraude e do engano se reduz à finalidade da avareza, o que demonstra o fato de a avareza ser o defeito capital, e a fraude e o engano serem suas filhas.
São Tomás agrupa os defeitos capitais em sete famílias, e se utiliza uma copiosa argumentação para demonstrar estas associações. Uma das mais interessantes argumentações, que desvelam quais são os sete defeitos capitais, se encontra em sua obra Sobre o Mal, na questão 8, artigo 1. Nesta, São Tomás discute a respeito da busca do bem, da qual decorrem os defeitos capitais. O bem, nesta questão, se refere a um estado, o da realização de alguma necessidade premente. Este bem não deve ser confundido com o Bem, predicado divino que pertence à Natureza do Criador, conforme Jesus diz: “Só Deus é Bom” (Mc 10:18). Dentro do primeiro contexto de bem apresentado logo acima, São Tomás define três de estados de realização: o bem da alma, o bem do corpo, e o bem das coisas exteriores.
O bem da alma se refere à “superioridade da honra e da glória”, ou seja, as conquistas que trazem ao homem o sentimento de superioridade. Estas honras e glórias, quando buscadas no sentido de satisfazer as necessidades do ego, caracterizam a soberba ou vaidade. No artigo 2 da mesma questão São Tomás argumenta que a soberba é a “rainha dos outros pecados”, não a incluindo portanto entre os sete defeitos capitais. Ele coloca a vaidade como sendo a primeira delas. Porém, a soberba e a vaidade são facetas do orgulho, o que o caracteriza então como sendo o maior dos defeitos e o primeiro da lista dos sete pecados capitais.
O bem do corpo tem duas vertentes básicas: a conservação do indivíduo, representada pela manutenção do corpo através da alimentação, e a conservação da espécie representada pela reprodução humana. A conservação do indivíduo se configura obviamente como uma necessidade natural; porém, o erro procede quando esta necessidade corpórea converte-se na necessidade de satisfação de um prazer, o de comer. Eis então a configuração da gula. Já a conservação da espécie, fenômeno não somente biológico, mas também sociológico (já que as crianças são, desde tenra idade, influenciadas a conceber uma família futuramente), configura-se como uma necessidade natural, e não um pecado; a Bíblia diz que “multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn. 1:28). O erro provém quando esta necessidade, natural, se converte na necessidade de satisfazer os prazeres venéreos, conforme a própria terminologia de São Tomás. Isto configura a luxúria.
O bem das coisas exteriores se refere à necessidade dos elementos materiais que suportam a sobrevivência do homem. Tal necessidade configura-se como sendo absolutamente natural; porém, quando há o apego exacerbado à materialidade, convertendo a necessidade natural de posse na necessidade e acumular riquezas, têm-se configurada então a avareza.
Pela discussão antecedente se percebe claramente que São Tomás caracteriza os quatro pecados acima como sendo oriundos da deturpação de necessidades naturais. Os defeitos acima são voltados à realização de algum tipo de prazer: o prazer de sentir-se superior – o orgulho, o prazer de comer – a gula, o prazer venéreo – a luxúria, e o prazer da posse – a avareza. À realização destes prazeres e de outros derivados se opõem os chamados bens espirituais, ou Virtudes, oposição esta que será decidida pelo livre-arbítrio do homem. O livre-arbítrio pode decidir ou favorecer as Virtudes, ou então opor-se à elas; neste último caso, São Tomás diz que esta oposição se dá de duas maneiras: pela fuga da Virtude, ou pela rebelião contra ela.
Em relação à fuga da Virtude há, segundo São Tomás, duas possibilidades: a fuga da Virtude no próprio sujeito, ou em outro sujeito. O primeiro caso ocorre quando se dá a realização da fuga da Virtude que impede a acomodação ou o prazer corporal; este defeito recebe o nome de acídia. O segundo caso ocorre quando uma pessoa foge da Virtude de uma outra quando esta impede a consideração da própria superioridade da primeira. Eis então a configuração do defeito da inveja.
Observe que, no caso da acídia, há apenas o sujeito e a fuga da Virtude dele mesmo; já no caso da inveja, há a fuga em relação à Virtude de outro. Isto explica a classificação de São Tomás da fuga da Virtude em duas possibilidades.
O conceito de acídia se refere à uma espécie de tristeza em relação a uma Virtude que impede a realização de um prazer corporal. A preguiça, por sua vez, representa o desalento frente a um obstáculo, principalmente se sua transposição não auferir nenhum prazer. Assim, por exemplo, o estudo que impede a acomodação e o evagatio mentis, ou seja, a dissipação na mente de qualquer pensamento, configurará um obstáculo à realização do prazer do nada fazer. Eis então configurada a preguiça. Portanto, é por esta razão que a preguiça é aqui incluída como defeito capital no lugar da acídia.
Por fim, a rebelião contra a Virtude que impede a realização do prazer configura o defeito da ira. Um exemplo típico é a resposta instintiva a uma agressão. A Virtude faz com que o homem impeça a satisfação do prazer do revide; a ira, por sua vez, se rebela contra esta Virtude, visando fundamentalmente dar vazão aos impulsos destrutivos e assim fazer o homem reagir à uma agressão.
Analisando os defeitos por este prisma, São Tomás encontrou os sete defeitos capitais: orgulho, preguiça, ira, inveja, gula, luxúria e avareza. Posteriormente, nas questões apresentadas na obra Sobre o Mal, São Tomás argumenta brilhantemente sobre a existência destes defeitos, demonstrando que os mesmos são desvios da Virtude, e apresenta suas filhas, demonstrando sua subordinação hierárquica aos pecados capitais.
Em oposição aos sete defeitos capitais, São Tomás comenta, na Suma Teológica, seus opostos, as sete Virtudes Capitais. Nesta obra ele apresenta os argumentos e discorre de maneira profundamente lógica sobre a oposição entre cada Virtude e seu defeito associado. Esta discussão está além do escopo deste humilde trabalho, que se limita a apenas apontar as Virtudes Capitais: a Magnanimidade, em oposição ao orgulho, a Humildade, em oposição à preguiça, a Diligência, em oposição à ira, a Paciência, em oposição à inveja, a Caridade, em oposição à gula, a Temperança, em oposição à luxúria, e a Castidade, em oposição à avareza.
As Virtudes e defeitos capitais consistem, assim, em um resumo muito profundo das características positivas e negativas da personalidade humana. Sendo imanentes à natureza humana, as Virtudes e defeitos capitais terão certamente seus correspondentes simbólicos dentro do vasto oceano de simbolismos. Novamente, serão os deuses greco-romanos que os personificarão em toda sua força.

The Return of Neptune, 1754_John Singleton Copley (American, 1738–1815)

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